sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Muito mais do que lhe pedem


6ª feira depois da Epifania

1 – Estando Jesus numa certa cidade - tudo parece muito vago e genérico – Não se diz em que região, em que lugar ou em que cidade. Porquê? É para nos lembrar que bem pode ser qualquer local, onde eu vivo ou onde tu vives. Jesus está onde é preciso estar.

 

2 – Apareceu um homem cheio de lepra – também não se diz quem era, se novo ou idoso, se judeu ou gentio, se fariseu ou publicano. Porquê? É para nos lembrar que a necessidade é transversal a todas as situações. Bem podia ser eu ou tu.

 

3 – Caiu de rosto por terra e pediu-lhe que o curasse – O leproso não se afastou como mandava a lei, mas caiu por terra. Isto é, apresentou a sua pequenez e a sua limitação. Humilhou-se, fez-se pequeno para que Jesus o levantasse.

 

4 – Jesus estendeu a mão e tocou-lhe – Não teve pejo de tocar num leproso. Estendeu a mão, como ato deliberativo (Se quiseres, pediu-lhe o leproso). Jesus fez mais do que o leproso pedia. Primeiro tocou no doente e a sua cura foi imediata. O leproso pediu a Jesus que o curasse e Jesus estendeu-lhe a mão, tocou-o, isto é, acarinhou-o, fez-lhe uma carícia, um afeto. O que é que o curou? foram as palavras de Jesus? Claro que sim, mas sobretudo foi o seu gesto, o seu abraço. É sempre a ação de Jesus que nos cura.

 

5 – Jesus ordenou que a ninguém o dissesse, mas que  se mostrasse ao sacerdote… - Porquê? Porque o problema da lepra tinha terminado ali e não era necessário falar mais do assunto. O homem curado devia sim mostrar uma vida nova. Não com palavras, mas com gestos e atitudes novas.

 

Ver também:

Nenhum passo sem ser a rezar

Lições de um encontro

Quero, posso e faço

Lepra e a má língua

Veni, vidi, veci

Deus quer

Dizer e fazer

Ouvir e ser curado

 

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