6ª feira depois da Epifania
1 – Estando Jesus numa certa cidade - tudo parece
muito vago e genérico – Não se diz em que região, em que lugar ou em que cidade. Porquê? É para
nos lembrar que bem pode ser qualquer local, onde eu vivo ou onde tu vives.
Jesus está onde é preciso estar.
2 – Apareceu um homem cheio de lepra – também não
se diz quem era, se novo ou idoso, se judeu ou gentio, se fariseu ou publicano.
Porquê? É para nos lembrar que a necessidade é transversal a todas as situações.
Bem podia ser eu ou tu.
3 – Caiu de rosto por terra e pediu-lhe que o
curasse – O leproso não se afastou como mandava a lei, mas caiu por terra. Isto
é, apresentou a sua pequenez e a sua limitação. Humilhou-se, fez-se pequeno
para que Jesus o levantasse.
4 – Jesus estendeu a mão e tocou-lhe – Não teve
pejo de tocar num leproso. Estendeu a mão, como ato deliberativo (Se quiseres, pediu-lhe o leproso). Jesus fez
mais do que o leproso pedia. Primeiro tocou no doente e a sua cura foi
imediata. O leproso pediu a Jesus que o curasse e Jesus estendeu-lhe a mão, tocou-o, isto é, acarinhou-o, fez-lhe uma carícia, um afeto. O que é que o curou? foram as palavras de Jesus? Claro que sim, mas sobretudo foi o seu gesto, o seu abraço. É sempre a ação de Jesus que nos cura.
5 – Jesus ordenou que a ninguém o dissesse, mas
que se mostrasse ao sacerdote… - Porquê?
Porque o problema da lepra tinha terminado ali e não era necessário falar mais
do assunto. O homem curado devia sim mostrar uma vida nova. Não com palavras,
mas com gestos e atitudes novas.
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