quinta-feira, 14 de março de 2013

Há cem anos atrás



No dia em que celebra os 170 anos do nascimento do Pe. Dehon, fundador dos Sacerdotes do Coração de Jesus, partilhamos a página do seu diário de há precisamente 100 anos atrás:

 
O meu 70º aniversário

O Santo Padre enviou-me as felicitações e a sua bênção pelo meu 70º aniversário. É muita honra para um pequeno nada, e menos que nada, como eu. Tudo isso prepara o fim, que não está longe.

Transcrevo a carta da Secretaria de Estado:

“Reverendíssimo Superior Geral, foi com agrado que Sua Santidade soube que os membros da Congregação por si fundada em 1877 propõem-se celebrar o 70º aniversário do seu nascimento, e de lhe dar nesta ocasião uma prova da sua afeição e do seu apego.

O Soberano Pontífice, que não esquece o seu zelo, a sua dedicação e as obras que estabeleceu, une-se de boa vontade à alegria da sua família religiosa, e implora para si, para o seu Instituto e para as suas obras a abundância das graças celestes. Ele envia-lhe de todo o coração as felicitações e os seus votos de uma especial Bênção Apostólica, extensiva aos membros da Congregação.

Queira ajuntar, Reverendíssimo Superior Geral, as minhas felicitações e os meus votos pessoais, a garantia dos meus sentimentos dedicados em Nosso Senhor.” R.Card. Merry del Val.

Na Congregação, reza-se hoje por mim, é o que há de melhor. Os Conselheiros enviaram a todas as casas uma circular convidando a fazer deste dia 14 uma jornada de oração e de ação de graças. Os padres foram convidados a celebrar a santa missa pelas minhas intenções e os outros confrades a oferecer uma sagrada comunhão. Deo gratias! Eu preciso tanto da misericórdia do Coração de Jesus!

(Pe. Leão Dehon, in Notas Quotidianas, 14 de março de 1913, Cidade de Roma)

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Levar a sério

 
 
4ª Feira - IV Semana Quaresma
 
 Os judeus levaram a sério as obras e as palavras de Jesus a ponto de o quererem matar , pois curava aos sábados e dizia-se filho de Deus.
 
E nós também levamos a sério as obras e as palavras do mesmo Jesus?
 
Às vezes parecemos piores do que os perseguidores de Jesus, pois não levamos nada a sério.
 
Aliás o que causa maior perturbação não são os que fazem o mal, mas os que olham para isso sem nada fazerem.
 
 

terça-feira, 12 de março de 2013

Diálogo


3ª Feira - IV Semana Quaresma

Do Evangelho de hoje sublinho duas curiosidades:
 
1ª - Jesus Começa a falar com o homem que jazia paralizado há 38 anos, perguntando-lhe se queria ser curado. Isto, à primeira vista, até parece ter piada. Então era preciso perguntar-lhe? É como perguntar a um cego se quer ver! Mas há uma lição neste pormenor: Jesus vem lembrar que o mais importante é o diálogo, é a comunicação ou a interação das pessoas. Por isso ele começa a conversar, a interessar-se e a questionar. Aliás Jesus já tinha conversado com mais alguém acerca deste homem, pois já sabia há quanto tempo jazia ali.
O importante é comunicar, pois é a falar que a gente se entende, é a dialogar que a gente se salva...
 
2ª - O homem respondeu que bem queria curar-se, mas não tinha ninguém que o ajudasse...
Este episódio vem mostrar que ninguém se salva a si próprio e ninguém se salva sozinho. A cura, a salvação é sempre fruto de uma conjugação de ações, é sempre um ato plural, um resultado de responsabilidade partilhada.
Ninguém se salva a si mesmo, pois é interagindo que a gente se salva. É Deus quem salva, mas sempre em interação com os demais...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da mulher


Neste dia partilho duas mensagens que muito aprecio.

1. A frase
"As mulheres que procuram ser iguais aos homens são muito pouco ambiciosas."
Timothy Leary (psicólogo americano, professor de Harvard (1920-1996)

2. A figura

quinta-feira, 7 de março de 2013

Via Sacra (11)

A via-sacra das portas - As portas da via-sacra
1ª Estação - Jesus é condenado à morte
A porta do tribunal
À porta do tribunal levaram Jesus, que só tinha feito o bem, e condenaram-n'O à morte e morte de cruz.
Os acusadores é que deviam ser condenados.
Deus foi condenado pelos homens.
Mas os homens não foram condenados por Deus.
Antes pelo contrário, Deus fez-Se condenar pelos homens.
2ª Estação - Jesus carrega com a cruz
A porta de saída
Jesus iniciou o seu caminho do Calvário abraçando a sua cruz.
A cruz é o caminho, a cruz é a porta da redenção.
Jesus dissera um dia:
Quem quiser seguir-Me, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me.
Quem quiser seguir Jesus tem de passar pela porta de saída que é a cruz.
Então será seu discípulo e seu companheiro no caminho do Calvário.
3ª Estação - Jesus cai pela 1ª vez
A porta fechada
Jesus, ao cair na calçada do Calvário, mostra que às vezes as portas à nossa volta podem parecer fechadas.
Uma porta fechada é sinal de derrota e de desânimo.
Mas Jesus cobrou ânimo e levantou-Se porque a Deus nada é impossível.
Deus nunca fecha uma porta, sem que abra uma outra oportunidade para se seguir em frente.
4ª Estação - Jesus encontra a sua mãe
A porta do Coração
Diz-se que o coração de uma mãe está sempre aberto para o seu filho.
Maria, mãe de Jesus, cruzou o seu olhar com o de seu filho Jesus.
Diz-se que a porta do coração só pode ser aberta por dentro.
Maria é exemplo de quem soube abrir o seu coração para aí guardar todos os desígnios divinos e acolher o Verbo de Deus.
Que saibamos abrir a porta do nosso coração a todos os que precisam de Deus e de nós.
5ª Estação - Jesus é ajudado pelo Cireneu
Bater à porta
No Livro do Apocalipse podemos ler-se:
Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e estarei com ele e ele comigo.
De facto Deus bateu à porta de Maria, bateu à porta dos discípulos Pedro, André, Tiago e João, bateu à porta de Zaqueu, à porta de Levi ou Mateus.
Nesta estação da sua via-sacra Jesus bate à porta de Simão de Cirene.
Pedir ajuda é bater à porta.
Ajudar alguém é abrir a porta do nosso coração.
Saibamos bater à porta do coração de Jesus e estejamos atentos porque Ele também bate à porta do nosso coração para estarmos com Ele e Ele connosco.
6ª Estação - Jesus encontra Verónica
A porta do olhar
A sabedoria popular diz que o olhar é a porta do coração.
Verónica olha para Jesus que passa e abeira-se d'Ele com prontidão, coragem e carinho.
Jesus olha-a nos olhos e deixa-lhe gravado o seu olhar de gratidão e compaixão.
Jesus sempre olhou assim para todos quantos se abeiravam d'Ele.
Olhou assim para o jovem rico, olhou assim para a pecadora, para a samaritana ou para Maria Madalena.
O olhar de Jesus deixou sempre marcas indeléveis de salvação.
Que a porta do nosso olhar esteja sempre aberta para nos abeirarmos dos outros com a mesma prontidão, coragem e compaixão.
7ª Estação - Jesus cai pela 2ª vez
A porta estreita
O caminho do Calvário é longo e a porta é estreita, isto é, difícil de passar.
Jesus ficou de rastos.
Esta 2ª queda de Jesus mostra a sua pequenez.
Também nós, pobres e fracos como somos, temos uma porta estreita por onde devemos avançar.
Que nunca nos falta a força para avançar apesar da estreiteza nos nossos trajetos.
8ª Estação - Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
A porta da solidariedade
Um dia Jesus chorou por Jerusalém.
Nesta estação é Jerusalém que chorou por Jesus.
A solidariedade é um edifício com tantas portas quantas as carências ou necessidades dos irmãos.
A solidariedade é a porta do amor.
Partilhando as lágrimas, partilhamos os sofrimentos.
Somos solidários quando sofremos com as dores dos outros.
Uma cruz partilhada não deixa de ser uma cruz, mas deixa de ser tão pesada.
9ª Estação - Jesus cai pela 3ª vez
A porta da terra
Jesus nasceu na Gruta de Belém, como se o ventre da terra se tivesse aberto para o acolher.
Nesta 3ª queda parece que a terra se abre outra vez e Jesus fica prostrado.
Se o grão de trigo não cair e não entrar na porta aberta da terra não pode erguer-se como espiga dourada e dar o seu fruto.
É descendo à terra que nos podemos erguer para Deus porque quem se humilha será exaltado.
10ª Estação - Jesus é despojado das suas vestes
A porta da obediência
Jesus caminha em direção ao Calvário para fazer a vontade do Pai.
Jesus despojou-se das suas vestes como se despojara da sua condição de Filho de Deus para cumprir o eterno desígnio divino.
A obediência é a porta que dá acesso à realização dos planos de Deus.
Quem obedece, escuta a Deus.
Quem obedece cumpre a vontade de Deus.
11ª Estação - Jesus é crucificado
A porta do Céu
Jesus ao ser crucificado mostra-nos que podemos às vezes encontrar uma cruz sem Cristo, mas nunca poderemos encontrar Cristo sem cruz.
Cristo e cruz são a mesma realidade.
Outrora Jesus tinha dito:
Eu sou a porta… Quem entrar por Mim, entrará no reino dos Céus.
A cruz é a chave de entrada no Reino dos Céus.
Quem abraça a sua cruz, abraça a Cristo; quem abraça a Cristo abraça a cruz.
Quem abraça a sua cruz tem a chave da porta do Paraíso.
12ª Estação - Jesus morre na cruz
A porta da Vida
A morte é sempre uma porta para a vida eterna.
Nós recebemos a verdadeira vida pela morte de Cristo.
É pela cruz que chegamos à sua glória.
Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos.
Seremos amigos de Deus e amigos dos nossos irmãos se nos amarmos, se nos perdoarmos e se nos entregarmos nas mãos de Deus.
Só assim entraremos na Vida, ou melhor, a vida entrará em nós porque é morrendo que se vive para a vida eterna.
13ª Estação - Jesus é descido da cruz
A porta da esperança
Jesus desce da cruz.
A cruz converteu-se em fonte.
Um soldado abriu com a lança o peito de Jesus e logo começou a jorrar uma torrente de graça e de esperança.
Maria ao receber nos seus braços o corpo do seu Filho é a Senhora da Piedade, mas é sobretudo a Mãe da Esperança.
Quem confia em Deus nunca perderá a esperança.
Tal como o sol que se esconde no horizonte no final de um dia, Jesus ao esconder-se nos braços de sua mãe é a porta da esperança de um novo dia que vai nascer.
14ª Estação - Jesus é sepultado
A porta de chegada
À ida vão chorando levando as sementes, mas à volta virão a contar trazendo os molhes de espigas.
Tal acontece quando depositam o corpo de Jesus e fecham o seu túmulo.
Foi para isso que Ele encarnou, foi para tal que peregrinou entre nós.
Esta estação é uma porta de chegada, não o fim de um caminho, mas o início de uma nova caminhada.
Que saibamos fazer de cada fase ou etapa da nossa vida um recomeçar.
Cada porta de chegada se transforme em nova partida cada vez mais perto da nossa meta que é a eternidade.
15ª Estação - Jesus Ressuscita
A porta aberta
A morte foi vencida.
Cristo ressuscitou para nunca mais morrer.
A porta da vida está para sempre aberta.
Mortos com Cristo, com Cristo ressuscitaremos e viveremos.
A porta da vida está escancarada para nós.
A ressurreição de Jesus é a porta aberta da vida eterna, porta de uma nova primavera, porto do novo Paraíso.
Cristo ressuscitado, de braços abertos para nós, é a porta aberta que nos acolhe.
Através do Batismo, da conversão e da fé entremos por essa porta que é vida e ressurreição.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Pela estrada fora


4ª Feira - III Semana Quaresma

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.”
 
Quando viajamos por uma estrada para um destino que não conhecemos bem, precisamos de seguir as indicações, as placas informativas, os sinais de trânsito...
Ao avistarmos a placa identificativa da cidade onde queremos chegar, ficamos felizes e pensamos que vamos na direção certa.
Nem nos passa pela cabeça, parar junto a uma placa indicativa de uma cidade e ficar aí a contemplá-la pois não está aí a meta da nossa viagem.
Nem será prudente ignorar, arrancar ou alterar nenhum desses sinais de trânsito.
Será perigoso para nós e para todos os que vierem depois.
 
Jesus diz que alguns fariseus ficaram parados nas placas indicativas do Antigo Testamento, na Lei de Moisés e dos Profetas, pois não compreendiam que essas Leis acenavam apenas a direção correta a seguir, pois o destino valioso estava mais à frente.
Jesus não quer revogar a Lei ou os Profetas, isto é, não quer arrancar as placas indicativas presentes na história, na vida e na Escrituras Antigas, pois tudo isso apontava o caminho para chegar à plenitude dos tempos.
 
Desprezar os mandamentos é arrancar os sinais de trânsito, levando à perdição todos os que estão na estrada, incluindo nós próprios.
Quem quiser chegar até Deus tem de respeitar todos os sinais dos mandamentos, todas as placas indicativas da Lei e dos Profetas.
Tudo o que nos ajuda a prosseguir, a ir em frente ao encontro de Deus não pode ser ignorado, revogado ou substituído.
 
Só há duas maneiras de prescindir dos sinais de trânsito e revogar todos os sinais:
- Ou quando se vem na viagem de regresso, pois já sabemos o caminho… O que não acontece connosco.
- Ou quando viajamos de boleia de alguém que conhece muito bem a estrada e o nosso destino. Isto só acontece a quem se entregou totalmente a Deus e deixa-se conduzir inteiramente por Ele. Aliás já terá assim chegado ao seu destino, pois quem ama, já cumpriu toda a Lei.
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Perdoar é libertar-se


3ª Feira - III Semana Quaresma


Quantas vezes devo perdoar?
Sempre, porque perdoar é libertar-se a si mesmo e libertar quem nos ofendeu.

Quando alguém me atira uma pedra, posso assumir 2 atitudes:
Ou retiro-me silencioso e desimportado, deixando a pedra onde caiu…
Ou guardo a pedra para devolver ao agressor numa outra oportunidade.

Pensando melhor, não sei se vale a pena guardar a pedra no bolso para atirá-la de volta, por vários motivos:
1º porque no meu bolso será um peso morto a dificultar a minha caminhada para onde quer que eu vá. E se eu fizer isso com todas as pedras que me atiram será bonito!
2º porque cada vez que eu tentar abraçar alguém, ambos sentiremos algo de estranho a incomoda uma maior aproximação. E correrei o risco de magoar sem querer…
3º porque se eu quiser guardar algo de mais precioso no meu bolso já não haverá mais espaço para tal. Se o meu bolso já estiver cheio de pedras, como poderei guardar as coisas boas?
4º porque posso cansar-me e frustrar-me inutilmente: se o meu agressor desaparecer da minha vista e nunca mais aparecer, terei carregado em vão a pedra para lhe retribuir.

Tal acontece com as ofensas que me fazem:
Se as guardo, ficarei mais pesado e cansado.
Se as quero devolver ao ofensor, perderei o meu tempo imaginando planos e oportunidades. Tenho de aproveitar o tempo para fazer outras coisas mais positivas.
Se não me liberto delas, continuo magoado e triste. Até os meus amigos ficarão prejudicados com essa minha falta de alegria.
E se eu insistir nos meus intentos, verei passar o tempo, talvez perderei de vista o meu ofensor, não terei oportunidade de retribuir e tornar-me-ei uma pessoa amarga e infeliz… porque não plenamente realizada.

Perdoar é libertar-se.
Quem perdoa ao seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre.
Perdoar é uma questão de inteligência, de liberdade, de amor e de felicidade.

 
Perdoar sempre?
Ensinaram-me um dia que:
Deus perdoa sempre;
Os homens perdoam às vezes;
A natureza nunca perdoa.

Mas afinal, Jesus nega isto.
No seu ensino e no exemplo de vida:
Deus perdoa sempre;
Os homens perdoam sempre que querem;
E é sempre a natureza que perdoa.

De facto na natureza podemos constatar que:
A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem com o cinzel, transformando-se em estátua perfeita.
O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira para a terra, multiplicando-se em muitos grãos.
O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e à martelada e perdoa aqueles que o modelam, retribuindo segurança e consistência.

Perdoar é um imperativo de tudo e de todos, de todos os tempos e lugares…

segunda-feira, 4 de março de 2013

Simples e acessível


2ª Feira - III Semana Quaresma

- Da primeira leitura: Gente humilde aconselha o grande General... e manda-lhe fazer coisas simples e acessíveis.
Há que descobrir hoje: A simplicidade das coisas grandes e a grandeza das coisas simples.

- Do Evangelho: Nenhum profeta é bem recebido na sua casa e entre os seus.
Há que descobrir hoje: A distância dos que estão próximos e a proximidade dos que estão distantes.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ámen

Crer é dizer Ámen e dizer Ámen é crer.

O Catecismo da Igreja Católica conclui a exposição sobre o CREDO com a explicação do ÁMEN final:
 
1061. O Credo, tal como o último livro da Sagrada Escritura termina com a palavra hebraica Ámen, palavra que se encontra com frequência no final das orações do Novo Testamento. Do mesmo modo, a Igreja termina com um «Ámen» as suas orações.
 
1062. Em hebraico, Ámen está ligado à mesma raiz que a palavra «crer», raiz que exprime solidez, confiança, fidelidade. Assim se compreende porque é que o «Ámen» se pode dizer tanto da fidelidade de Deus para connosco como da nossa confiança n'Ele.

1063. No profeta Isaías encontramos a expressão «Deus de verdade», literalmente «Deus do Ámen», quer dizer, o Deus fiel às suas promessas: «Todo aquele que desejar ser abençoado sobre a terra deve desejar sê-lo pelo Deus fiel (do Ámen)» (Is 65, 16). Nosso Senhor emprega frequentemente a palavra «Ámen», por vezes sob forma redobrada», para sublinhar a confiança que deve inspirar a sua doutrina, a sua autoridade fundada na verdade de Deus.
 
1064. O «Ámen» final do Credo retoma e confirma, portanto, a palavra com que começa: «Creio». Crer é dizer «Ámen» às palavras, às promessas, aos mandamentos de Deus; é fiar-se totalmente n'Aquele que é o «Ámen» de infinito amor e perfeita fidelidade. A vida cristã de cada dia será, então, o «Ámen» ao «Creio» da profissão de fé do nosso Batismo:
«Que o teu Símbolo seja para ti como um espelho. Revê-te nele, para ver se crês tudo quanto dizes crer. E alegra-te todos os dias na tua fé».
 
1065. O próprio Jesus Cristo é o «Ámen» (Ap 3, 14). É o Ámen definitivo do amor do Pai para connosco: assume e leva a bom termo o nosso «Ámen» ao Pai: «É que todas as promessas de Deus encontram n'Ele um «sim»! Desse modo, por seu intermédio, nós dizemos «Ámen» a Deus, a fim de lhe darmos glória» (2 Cor 1, 20):
 
«Por Cristo, com Cristo, em Cristo,
a Vós, Deus Pai todo-poderoso,
na unidade do Espírito Santo,
toda a honra e toda a glória
agora e para sempre.
ÁMEN».

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sede Vacante

Nos primeiros momentos da sede vacante, por resignação de Bento XVI, elevo o meu pensamento e a minha oração pelo Papa Emérito.
 
E não sei o que mais me maravilha em Sua Santidade:
Se a humildade da sua grandeza,
Se a grandeza da sua humildade.

Epulão


5ª Feira - II Semana Quaresma

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Servidor


4ª Feira - II Semana Quaresma

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Decretum Laudis

Fez ontem, 125 anos que o Pe. Dehon recebeu a aprovação pontifícia da sua Congregação através do Decretum Laudis papal.
 
Que disse o Decreto
“Origem da obra: Como flor graciosa e perfumada, a Sociedade dos Sacerdotes do Coração de Jesus, chamada de Soissons, brotou em São Quintino, Diocese de Soissons, no ano de 1877, entre silvas e espinhos que no nosso tempo brotam por toda a parte…”
 
Que disse o Pe. Dehon
No seu Testamento Espiritual, datado de 1914: “O belo decreto de Leão XIII, de 25 de Fevereiro de 1888, dizia que este Instituto será como um ramalhete de flores para o Coração de Jesus, se os seus membros viverem unidos em tudo e dedicados ao Sagrado Coração e se fizerem reinar o Seu ardente amor em si mesmos e entre os povos que hão de evangelizar.”

Que digo eu
Fiz um ramo com todos os beijos,
com todas as carícias que poderia fazer,
atei-o com todos os abraços que poderia dar,
com todo o amor que poderia oferecer
a uma possível companheira de jornada.
Depois queria entregá-lo a Cristo,
mas Ele não aceitou
e mandou-me distribuir essas flores
por cada pessoa que eu encontrasse.

 

Dizem e não fazem


3ª Feira - II Semana Quaresma

Não quero que Jesus me censure pelo facto de dizer uma coisa e fazer outra.
Quero apenas que Ele me diga como na ordenação diaconal:
Crê o que lês,
ensina o que crês
e vive o que ensinas!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Não julgar


2ª Feira - II Semana Quaresma

"Não julgueis e não sereis julgados..."

A Madre Teresa de Calcutá comentava assim esta passagem do Evangelho:

- Se te pões a julgar as pessoas, não terás tempo para amá-las.

De facto, Deus não nos manda julgar, mas amar.
Se julgarmos os outros, seremos julgados por fazermos aquilo para o qual não fomos criados e ainda por não fazermos o que devíamos, ou por termos perdido tempo em coisas que devem ser evitadas...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Jesus não é cristão

 
Acabei ontem a leitura do livro: O último segredo, do jornalista José Rodrigues dos Santos.
Eu estava curioso por desvendar tal segredo.
É uma ficção interessante, um pouco enfadonha, que relata a tentativa moderna de clonagem de Jesus e as peripécias para impedir tais propósitos... E tudo ficou como dantes...
 
Mas o que mais me chamou a atenção foi a seguinte conclusão do autor:
- Tudo isto prova que Jesus era judeu. Jesus não era cristão!
 
Eu acho que a conclusão deve ser diferente:
- Jesus não é cristão, Jesus é Cristo!

Símbolos da Transfiguração

Ano C - Domingo da Quaresma

Esquema do episódio da Transfiguração:

- Subiu ao monte - ascese ou ascensão espirutal
- Enquanto orava - contemplaão para a transformação
- Alterou-se o aspeto do rosto - semblante de Cristo a imitar na caridade
- Vestes refulgentes - o sobrenatural na pureza interior
- Moisés - a lei, libertação da escravidão
- Elias - os profetas, fuga no deserto
- Falavam da morte de Jesus - êxodo ou ascensão de Cristo
- Viram a glória de Jesus - Corpo glorioso que odos integrarão no Paraíso
- Três tendas - A casa de Deus que é Emanuel (Deus connosco)
- Nuvem - o Espírito Santo
- Voz - Deus Pai que tudo dirige.


Conclusão:
 
Moisés e Elias falavam com Jesus, depois desapareceram e ficou só Jesus... e uma voz ouviu-se: Escutai-o.
 
Isto quer dizer que Jesus é o novo Moisés e o novo Elias. Ele é a Lei e os Profetas, por isso ficou só Jesus. A Lei e os Profetas falavam com Jesus, falavam de Jesus.
Jesus tornou-se  a própria Palavra, a propria Torah, a própria Escritura, Palavra divina da revelação.
O seu significado mais rofundo esta resumido na última linha:
Os discípulos devem voltar a descer com Jesus e aprende sempre de novo: Escutai-o!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fortaleza ou fraqueza


5ª Feira - I Semana Quaresma


A) Pedi e dar-se-vos-á.... pois todo aquelr que pede recebe...
Eu pensava que quem pedia era fraco e quem dava era forte, mas parece que Jesus diz o contrário:
A oração é a fortaleza do homem e a fraqueza de Deus.
Muita oração, muito poder.
Pouca oração, pouco poder.
Nenhuma oração, nenhum poder.
A minha fortaleza é a minha necessidade.
A fraqueza de Deus é a sua bondade.

B) O que quiserdes que vos façam, fazei-o vós também...
É a regra de oiro. A regra é FAZER.
Não basta evitar o mal, é preciso agir pela positiva.
Fazer o bem, amar o próximo, servir como Deus serve.
O ensino de Jesus pede ação, trabalho, dedicação, entrega.
Só assim as nossas mãos estarão limpas (evitando o mal), mas também cheias de boas obras (fazendo o bem).
Amar o próximo como a nós mesmos, pois o outro faz parte de nós e nós fazemos parte dele.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fazer

2ª Feira - I Semana Quaresma
 
A primeira leitura  apresenta um convite a EVITAR O MAL.
O Levítico lembra o Decálogo,  declamado pela negativa: Não tenhas outros deuses, não mates, não roubes, não cobices, não...
 
O Evangelho apresenta o convite a FAZER O BEM.
Tudo o que fizeres ao mais pequenino a mim o fizeste...
 
Não basta evitar o mal, é preciso fazer o bem.
É sobre isso que um dia seremos avaliados nós também.
 
O grande Pe. António Vieira dizia:
"Nós somos o que fazemos.
O que não se faz não existe.
Portanto, só existimos quando fazemos.
Nos dias que não fazemos, apenas duramos."
 
E o grande Gandhi:
"Só existe 2 dias no ano em que não podemos fazer nada:
O ontem e o amanhã!"
 
Ontem, porque já nada podemos fazer.
Amanhã, porque ainda não.
 
O que interessa é FAZER...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Com os olhos da fé


Caminhada quaresmal
COM OS OLHOS DA FÉ

 I Semana - Evangelho das Tentações
OLHAR PARA A FRENTE!
Tentação é tudo o que nos impede olhar em frente e avançar.

 II Semana - Evangelho da Transfiguração
OLHAR PARA O ALTO!
Transfigurar-se é aspirar às coisas do alto, é elevar-se.

 III Semana - Evangelho da figueira
OLHAR PARA BAIXO!
Florir onde Deus nos plantou para dar frutos.

 IV Semana - Evangelho do Filho Pródigo
OLHAR PARA TRÁS!
Converter-se é corrigir o passado.

 V Semana - Evangelho da Adúltera
OLHAR PARA DENTRO!
Só se vê bem com o coração.

 VI Semana - Evangelho dos Ramos e da Paixão
OLHAR PARA OS LADOS!
Cristo ao nosso lado e nós ao lado de Cristo.

 VII Semana - Evangelho da Páscoa e Ressurreição
OLHAR PARA DEUS!
Ter fé é olhar com os olhos de Deus.