terça-feira, 5 de maio de 2009

Terço (5)

Dolorosos

UM CORAÇÃO PARA MARIA
OU MARIA NO CORAÇÃO

Tradicionalmente designa-se de pedras as contas do Rosário. O terço é uma espécie de construção.
A morada onde Maria quer ser recebida é o nosso Coração. Preparemo-lo então aceitando a promessa do Senhor: Arrancarei o vosso coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne (Ez 36,26).

1º Mistério - A agonia de Jesus no Jardim das Oliveira
Jesus foi condenado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é frio, sem sensibilidade.Deus quer-nos sensíveis, entusiasmados.
É preciso aquecer o nosso coração para não condenar ninguém, mas receber a todos em união com a nossa Mãe do Céu.

2º Mistério - A flagelação de Jesus
O Senhor foi açoitado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é duro.
Deus quer-nos maleáveis.
É preciso destruir o coração de pedra e torná-lo afável.
É preciso abater as ideias fixas, a casmurrice da nossa vida.

3º Mistério - A coroação de espinhos
Jesus foi coroado pelos corações de pedra.
Um coração de pedra é um coração pesado.
Deus quer-nos leves, livres.
É preciso viver na liberdade de filhos de Deus, combatendo tudo o que prende o nosso coração e o torna pesado e nos impede de elevá-lo até Deus.

4º Mistério - Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
Um coração de Pedra não vibra, palpita nem caminha.Deus quer-nos a sintonizar com Ele.
É preciso que o nosso coração bata com o ritmo do seu.
É preciso acertar o nosso caminhar com o bater do seu Coração.

5º Mistério - A crucifixão e morte de Jesus
No alto da cruz abriram o coração de Cristo.
Um coração de pedra é aquele que não dá nem recebe nada.
Deus quer-nos generosos, abertos e disponíveis.
É preciso ter um coração aberto e acessível a todos.
Só assim o nosso coração ficará parecido com o de Jesus e com o Coração Imaculado da Virgem Mãe.

Fazer distribuir indiscriminadamente um papel de recado com uma destas frases aos presentes para que cada um tome consciência do que pode fazer para corrigir o seu coração:

1º MISTÉRIO
Um coração de pedra é frio, sem sensibilidade.
Deus quer-nos sensíveis, entusiasmados.

2º MISTÉRIO
Um coração de pedra é duro.
Deus quer-nos maleáveis.

3º MISTÉRIO
Um coração de pedra é um coração pesado.
Deus quer-nos leves, livres.

4º MISTÉRIO
Um coração de pedra não vibra nem palpita.
Deus quer-nos a sintonizar com Ele.

5º MISTÉRIO
Um coração de pedra é aquele que não dá nem recebe nada.
Deus quer-nos generosos, abertos e disponíveis.


Nome de cristãos

3ª Feira - IV Semana da Páscoa

Da 1ª Leitura, dos Actos dos Apóstolos:
Foi em Antioquia que, pela primeira vez,
se deu aos discípulos o nome de «cristãos».

- E antes, como é que eram chamados?
- Aos discípulos de Jesus chamavam Santos ou Irmãos.
Assim sendo: os discípulos de Jesus passaram de santos ou irmãos a cristãos.
Hoje o nosso movimento é inverso:
Nós temos oportunidade de passar de cristãos a santos ou irmãos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Terço (4)

GOZOSOS

As mãos no terço
ou o terço das mãos

As mãos de Nossa Senhora
Com mãos se faz a paz, se faz a guerra, com mãos tudo se faz e se desfaz.
Rezemos o terço do Rosário, meditando nos mistérios gozosos e observando as mãos de Nossa Senhora.

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
Mãos que rezam.
Segundo a tradição, o Anjo foi enviado a Maria enquanto ela rezava.
Rezar com as mãos unidas é lembrar-se que através da oração nós ficamos unidos a Deus.
As mãos de Maria são mãos unidas.
Rezemos para que saibamos viver unidos uns aos outros e a Deus.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
Mãos que ajudam.
Na visitação a sua prima Isabel, as mãos de Maria não ficam paradas mas em movimento.
Há tanta coisa para fazer e as nossas mãos foram feitas para a ação.
Que as nossas mãos sejam ativas, construtivas.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
Mãos que acolhem.
Em Belém, as mãos de Maria acolhem o Filho de Deus. Acolher não é apenas receber mas acariciar, dar um afeto, proteger e amparar.
Rezemos para que as nossas mãos sejam o prolongamento do nosso coração acolhedor.

4º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo 
Mãos que oferecem.Maria no Templo apresenta o seu Filho.
Olhemos para as nossas mãos e vejamos o que temos para dar.
Quem não tem mãos para dar não merece o que tem.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
Mãos que apontam.Maria e Jesus no templo apontam para Deus e para as coisas do alto.
É preciso olhar para as mãos mas sobretudo olhar para onde elas nos apontam. Elas indicam o caminho e orientam.
Nas mãos de Maria, Jesus crescia em estatura, sabedoria e em santidade.
Que as nossas mãos nos ajudem a alcançar a santidade na Casa do Pai.

Rezemos de mãos abertas a Salve-Rainha para nos lembrar que as nossas mãos devem ser como as mãos de Nossa Senhora.

Vida de Capelão (42)

- Ó Sr Barista, sirva aqui um copo ao nosso Capelão.
- Calma aí, o Capelão não pode beber…
- Enganam-se os senhores. Eu como Capelão sou o único militar autorizado a beber durante o serviço.

Criancices (42)

Um aluno do Colégio estava a preparar-se para acompanhar ao piano uma canção para o espectáculo da Padroeira, mas não lhe apanhava o jeito.
- Então Senhor Padre, que diz da minha música?
- Olha, digo precisamente a mesma coisa que diria Nosso Senhor Jesus Cristo.
- Caramba, senhor Padre, eu não sou assim tão importante.
- Sabes o que Nosso Senhor te diria? A tua mão esquerda não sabe o que faz a tua mão direita...
- Isso quer dizer que eu sou evangélico!
E a partir desse dia passou a ser conhecido como o EVANGÉLICO.

domingo, 3 de maio de 2009

Terço (3)

Rezar pelas vocações
ou o terço vocacional

Neste terço vocacional, queremos meditar nos diferentes momentos do itinerário vocacional. Confiamos a Maria todas as pessoas, a fim de que sintam a beleza de uma vida entregue ao Senhor, aos irmãos e às irmãs, e sejam prontos para dizer um SIM generoso ao Mestre que continua a chamar.

1º Mistério: A Busca:Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: 'A quem procurais? “Responderam-lhe: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?” Ele disse: 'Vinde e vede'. Eles foram, viram onde morava e ficaram com ele aquele dia. Eram quase quatro horas da tarde' (Jo 1,38-39).

A Vocação Cristã
Viver a vocação humana à luz da fé e da mensagem de Cristo. Consiste sobretudo em dar continuidade à missão do Senhor, assumindo o baptismo nos seus traços de chamamento à santidade e em ser membro activo da comunidade, dando testemunho do Reino.
Rezemos por todos os cristãos para que busquem sempre a sua vocação baptismal como cidadãos neste mundo, mas destinados à Pátria Celeste.

2º Mistério: O Chamamento:E Jesus lhes disse: 'Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de homens'. Deixando imediatamente as redes, eles seguiram-no” (Mc 1,17-18).

Vocação Laical
O Cristão que vive a sua vocação baptismal, integrando evangelização e libertação, anúncio profético do Reino e transformação da sociedade. Cabe ao leigo construir o Reino de Cristo no mundo, transformando as estruturas injustas, pela presença dos valores evangélicos no âmbito da família, da escola, da política etc., e sentir-se corresponsável no serviço da comunidade eclesial.
Rezemos por todos os leigos para que aceitem a sua vocação de ser sal da terra e luz do mundo.

3º Mistério: O Seguimento:
“Então Jesus disse aos discípulos: 'Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor de mim, há-de encontrá-la'” (Mt 16,24-25).

Vocação SacerdotalO sacerdote é o cristão assinalado pelo Sacramento da Ordem ao serviço do Povo de Deus. Cabe-lhe, como ministro, servo, pastor e mediador, articular e dinamizar as comunidades vivas de fé, de evangelização, de testemunho e de espírito missionário, em comunhão com os fiéis e os seus pastores.
Rezemos por todos os sacerdotes para que o seu testemunho seja semente de mais vocações sacerdotais.

4º Mistério: A Fidelidade Radical:“[...] As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. [...] “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos. [...] “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (cfr. Lc 57-62).

Vocação ReligiosaO religioso é o cristão consagrado a Deus pelos votos. Vive em comunidade. Compromete-se a seguir radicalmente o Senhor e se põe ao serviço da Igreja e do mundo com total gratuidade, de acordo com o carisma da Congregação. Cabe-lhe testemunhar profética e comunitariamente o Deus Vivo e o Reino de Cristo como valores absolutos e definitivos.
Rezemos por todos os religiosos, irmãos, irmãos, monges ou outros consagrados para que a sua fidelidade fonte de alegria e graça para toda a Igreja.

5º Mistério: A Missão:
“Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...] Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’ (Cfr. Lc 10, 3-9).

Vocação MissionáriaO missionário é o cristão que, como leigo, sacerdote ou religioso, consagra a sua vida à obra do Evangelho dispondo-se a transmitir aos outros a luz e a alegria da fé. Cabe ao missionário fazer chegar o Evangelho a todos os homens e a todos os povos pelo testemunho e pela palavra, num contexto de respeito e amor pelas culturas locais.
Rezemos por todos os missionários para que se sintam enviados por todos nós.



Maio

M de Maio, Maria, Mãe…

O mês de Maio é dedicado a Maria Santíssima. Em todas as paróquias ou comunidades cristãs é costume rezar-se o Terço do Rosário, uma devoção mariana bastante simples, mas muito significativa. Por vezes a monotonia dessa devoção leva-nos a desvalorizá-la. É preciso, de vez em quando, redescobrir o seu sentido.
Transcrevo uma página do meu confrade dehoniano Pe. Mário Casagrande, de feliz memória, que no seu estilo próprio, poderá ajudar-nos a compreender melhor a recitação do terço.
“ Num dia bonito do mês de Maio, dois namoradinhos subiram ao Monte, para dar um passeio. Entraram na Igreja e lá permaneceram enquanto a comunidade rezava o terço. Ao saírem, encontraram o Senhor Vigário. A rapariga cumprimentou o sacerdote e disse-lhe:
- Queira desculpar, mas eu não vejo o significado daquilo que estavam a fazer na Igreja. Não concordo com o Terço. Repetir sempre as mesmas palavras, dezenas e dezenas de vezes, é perca de tempo e não tem sentido.
O sacerdote sorriu e, apontando para o rapaz, perguntou-lhe quem era.
- É o meu namorado!
- Muito bem. Por acaso ele já te disse hoje que te amava?
- Oh, sim. Ainda há pouco me disse isso.
- E disse-te também esta manhã? E ontem e…
- Sim, sim. Repete-me muitas vezes, ao ouvido, ao telefone, de dia, de noite.
O sacerdote concluiu então:
- Oh, rapaz, repetir sempre as mesmas palavras é perca de tempo e não adianta nada. Não será o caso de acabar com isso? E tu, rapariga, estás a ver? Quando as palavras manifestam sentimentos gostamos de as ouvir. Não será que também Nossa Senhora não gostará de as ouvir?”
A prática da recitação do terço é a expressão mais simples e também a mais eloquente de manifestarmos os nossos sentimentos a quem gostamos muito. Para além de expressar o nosso amor, é também um mimo que partilhamos. De facto, quando Nossa Senhora ouve as palavras “Avé Maria”, deve com certeza estremecer, pois isso lhe recordará o feliz momento em que as ouviu pela primeira vez da boca do envidado de Deus. Essa repetição nunca irá aborrecê-la.
As palavras só são repetitivas ou rotineiras quando o nosso amor é pouco.

sábado, 2 de maio de 2009

Terço (2)

Gozosos

Dar vida à vocação
e dar vocação à vida

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora
CHAMADOS À VIDA.
A palavra vocação qualifica a relação de Deus com cada ser humano, na liberdade do amor, porque toda a vida é vocação.
Tal como Cristo neste mistério, fomos chamados à vida.
Louvemos o Senhor por esta vocação e rezemos por todos os que são chamados à vida e por todos os que dão vida à sua vocação.

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel
CHAMADOS AO AMOR.

O homem demonstra ter renascido pelo Espírito quando aprende a seguir a via do mandamento novo: Que vos ameis como eu vos amei. Maria foi visitar a sua Prima numa expressão de serviço e de amor. O amor é o ADN dos filhos de Deus, é a vocação santa. Fomos feitos para amar.
Rezemos por todos os que são chamados a servir o Deus do Amor, seguindo o amor de Deus.

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém
CHAMADOS PARA DEUS.

Na origem de todo o caminho vocacional está o Emanuel, o Deus-connosco. Ele nos revela que não estamos a construir sozinhos a nossa vida, porque Deus caminha connosco. Somos chamados para Deus. Descobrindo a sua presença jamais nos sentiremos órfãos mas filhos bem-amados a exemplo de Jesus Cristo.
Rezemos por todas as vocações religiosas, sacerdotais e missionárias que estão a nascer para que tenham sempre o acolhimento de toda a família cristã e da comunidade humana.

4º Mistério – A apresentação de Jesus no Templo
CHAMADOS À ORAÇÃO.

Jesus foi ao Templo oferecer-se e rezar a Deus Seu Pai. Também nós somos chamados à comunhão com Deus, ao diálogo, à oração e à escuta de Deus. É neste diálogo de amor que se alimenta a possibilidade de cada pessoa crescer para a plenitude de vida.
Rezemos por todos os que se ofereceram para servir a Deus e aos irmãos como sacerdotes, religiosos e missionários. Que nunca lhes falte a força de Deus para continuar essa oferta.

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores
CHAMADOS À COMUNIDADE.

Tal como Maria e José queriam estar junto do seu Filho, assim também que nenhum jovem possa estar sozinho diante das grandes escolhas vocacionais. Que os jovens possam ser guiados por Deus e apoiados por seus pais, familiares, amigos e benfeitores. Somos todos chamados à comunidade.
Rezemos por todos os jovens que andam à procura da sua vocação para que possam sempre olhar para o alto e aceitar aquilo que Deus lhes propõe.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Terço (1)

No mês de Maio procurarei cultivar, neste quintal do Vieira, a devoção a Maria de Nazaré, mãe de Jesus e nossa mãe. Alguns textos são inéditos, uns são adaptações e outros são acima de tudo transcrições, embora sempre com um cunho pessoal.
Seguirei os dias do mês, (1) (2) etc. não esquecendo algum tema circunstancial (por exemplo estes primeiros dias do mês que são os últimos da semana das vocações de consagração), e consoante o dia da semana (mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos). Alguns textos serão neutros, isto é, poderão ser medidatos em qualquer dia da semana...

DOLOROSOS

A dor da vocação
ou a vocação da dor

TERÇO VOCACIONAL
Ao repetir as Ave-Marias deste terço do Rosário, nós usamos os mesmos instrumentos que Maria usou na sua descoberta vocacional. Ao meditar nos Mistérios dolorosos, acompanhamos a Jesus Cristo na resposta à sua missão, à qual foi chamado pelo Pai.

1º Mistério - A agonia de Jesus no Jardim das Oliveira

Jesus, passa horas e horas da noite em oração. Repete cinco vezes a mesma expressão:
Senhor que quereis que eu Faça? Se é possível afasta de mim este cálice mas que se faça a tua vontade e não a minha.Nós também na nossa descoberta vocacional repetimos dia e noite, Senhor que quereis que Vos faça? Faça-se sempre a vossa vontade, foi a resposta de Maria, foi também a resposta de Jesus no Jardim das Oliveiras e poderá ser a nossa própria resposta na nossa caminhada vocacional.

2º Mistério - A flagelação de Jesus
Ao responder ao chamamento do Pai, Jesus teve de optar, teve de decidir-se. Isto exige sacrifícios. Para dizer sim a Deus é preciso dizer não a muitas coisas. Maria também ao decidir-se por Deus, renunciou a muitas outras opções de vida.
Rezemos para que na nossa descoberta vocacional aprendamos a dizer sim a Deus, repetindo não a tudo o que nos impede de avançar para Ele.

3º Mistério - A coroação de espinhosJesus foi coroado de espinhos porque incompreendido e desprezado. Qualquer vocação tem os seus espinhos, as suas incompreensões ou as suas dificuldades.
Também nós, na nossa descoberta vocacional, temos de ultrapassar os espinhos, as pedras que se nos deparam na nossa caminhada.
Rezemos para que ninguém desanime no meios das dificuldades, mas encontre sempre Cristo a coroar a sua fronte.

4º Mistério - Jesus a caminho do Calvário e o encontro com sua Mãe
Apesar de carregar a sua cruz Cristo não caminhava sozinho. Teve a ajuda do Cireneu e o apoio das mulheres de Jerusalém bem como a companhia de sua mãe.
Nós também carregamos a nossa cruz e seguimos a Cristo.
Rezemos por todos os que nos acompanham nesta caminhada: os nossos pais, professores, educadores, colegas, funcionários e benfeitores. Eles estão ao nosso lado para nos ajudar. Uma cruz partilhada não deixa de ser cruz mas torna-se mais leve.

5º Mistério - A crucifixão e morte de Jesus
Jesus morreu para que todos vivessem. Assim cada vocacionado morre para si mesmo porque está ao serviço de Deus e dos irmãos.
Jesus na Cruz está sempre de braços abertos para que nós nunca vivamos com os braços cruzados. Está sempre de coração aberto para que nunca o fechemos aos nossos irmãos.
Rezemos pelos seminaristas para que a exemplo de Cristo possam abraçar sempre o ideal que Deus sonha para cada um deles e para a sua Igreja.


São Tiago Menor

01 de Maio, Festa de São Tiago Menor,
Padroeiro Principal da Diocese do Funchal.

Partilho o que recebi da página da Igreja Evangélica Luterana:

São Tiago, o menor, filho de Alfeu. Provavelmente era chamado de "o menor" por ser de estatura menor ou por ser mais jovem que o outro Tiago. Era também chamado de "o justo" devido a sua grande piedade. Ele trabalhou nas proximidades de Jerusalém, onde acredita-se que tenha sido o primeiro bispo. A história antiga sustenta que Tiago foi derrubado do pináculo do templo no ano de 96. Apesar de muito ferido, ainda pediu perdão pelos seus inimigos que, mesmo assim, lhe agrediram com violência serrando seu corpo em pedaços. Daí o serrote no emblema. O dia de Tiago, o menor, é 1 de Maio.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

De viva VOZ

16 de Abril - Dia mundial da Voz

Ao terminar o mês de Abril, partilho o que no passado dia 16 respondi, em gravação da RTPMadeira, na sessão comemorativa do dia Mundial da Voz, num depoimento alusivo à efeméride, organizada pela Secretaria Regional dos Assuntos Sociais:
Como é que descrevo a minha voz?
Tenho certa dificuldade em apreciar a minha voz, pois é como se me visse ao espelho e tentasse descrever-me. Tenho consciência de que a minha voz é um instrumento ao serviço da PALAVRA. É um veículo de valores, um canal de mensagens, não minhas, mas de ALGUÉM, que me escolheu apesar das minhas militações.
Aprendi que como padre eu devia ter uma voz severa no púlpito e cordial nos caminhos e como professor a minha voz devia ser severa na cátedra e cordial nos corredores. Como sou Sacerdote do Coração de Jesus, procuro que a minha voz seja sempre cordial em qualquer lugar, brotando sempre a partir do coração...
Como é que as outras pessoas indentificam a minha voz?
Não sei nem nunca lhes perguntei. É mais importante a mensagem do que o veículo de transmissão. Em todo o caso procuro aliar sempre uma feliz mensagem a uma voz agradável para que a minha voz seja sempre conotada com boas notícias.
Que cuidados tenho para com a minha voz?
Em primeiro lugar sou um fumador não-praticante. Depois, só bebo água e à temperatura natural, nada de bebidas gasosas nem alcoólicas. Como sou padre, só bebo em serviço, precisamente o contrário da maioria dos outros homens.
Não faço exercícios específicos para apurar a minha voz: apenas canto, rezo e leio em comunidade e isso faz a diferença. É um bom exercício cantar e rezar em conjunto... faz bem à voz e ao ouvido, ao corpo e à alma.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Catarina de Sena

29 de Abril
Festa da Co-padroeira da Europa - Catarina de Sena

1. Jovem que morreu aos 33 anos
Deus serve-se de gente simples e dos mais novos para dar lições até ao Papa.
Deus servir-se-á de nós se formos simples e humildes.

2. Grande reformadora
Para transformar a Igreja não vale pôr-se de lado ou de fora. Catarina foi a grande reformadora, mas a partir de dentro. Por isso foi declarada Doutora da Igreja.

3. Contemplação e Acção
Ela soube unir a contemplação ao serviço à Igreja. Foi contemplativa na acção e activa na contemplação. Por isso foi declarada padroeira da Europa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Conhecer o Pastor

Ano B - 4º Domingo da Páscoa

O Senhor é meu Pastor

Conta-se que um dia, no Theatre Royal de Londres, encontrava-se Shakespeare a declamar poemas. A multidão que assistia, não se furtava a calorosos aplausos. No fim do espectáculo, Shakespeare lançou um desafio: o público que escolhesse o que quisesse para ele declamar. No princípio ninguém respondeu mas, perante a sua insistência, um padre levantou-se e perguntou se ele conhecia o Salmo 23. Shakespeare afirmou que sim mas só o declamaria se depois o padre também o fizesse. Desafio aceite.
Começou então o dramaturgo: O Senhor é o meu Pastor, nada de falta... A plateia rendeu os seus numerosos aplausos àquela declamação tecnicamente perfeita. Depois foi a vez do padre. Na sua simplicidade começou a recitar: O Senhor é o meu Pastor, nada me falta, leva-me a descansar em prados verdejantes...
A assembleia ouviu, comovida, o sacerdote. Os aplausos que se seguiram foram tão calorosos que Shakespeare concluiu:
- Eu conheço bem o Salmo mas o sacerdote conhece melhor o Pastor.

Podemos saber muitas coisas de Deus, muitas orações, belos discursos mas isso não basta. É preciso conhecer pessoalmente.
Jesus é esse Bom Pastor que conhece as suas ovelhas e estas conhecem-n’O.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira

26 de Abril de 2009
Dia histórico - Canonização do Santo Condestável, Frei Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.
Foi esta a maior vitória por ele alcançada, vitória não apenas sobre exércitos, ou sobre uma nação, mas uma vitória para toda a Igreja, para toda a Humanidade. Vitória que se lança pela eternidade.
Quem foi São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira?

- Alguém de 3 ESSES

S de Servidor da Pátria
S de Simplicidade
S de Santidade

Todos eles são complementares, implicam-se mutuamente e exigem-se:
Serve a Pátria quem é Simples e Santo.
É Santo quem Serve a Pátria e é Simples.
Só um homem Simples é capaz de Bem servir a Pátria e ser Santo.

Mostrar Pés e Mãos

Ano B - 3º Domingo de Páscoa

Confiança e Compromisso

Jesus ao revelar-se presente no meio da comunidade mostra as mãos e os pés.
É para confirmar que é o mesmo, pois ainda estão visíveis as marcas dos cravos da crucifixão e não há nenhum engano ou burla.

Podemos ver aqui outra mensagem:
Vede os meus pés e as minhas mãos: eu continuo a caminhar convosco e continuo a agir, a abençoar, a estender as mãos, a apontar caminhos…

Isto deve provocar em nós duas realidades: C + C

C de Confiança – Jesus não nos abandonou, mas continua a caminhar connosco e a agir entre nós – lembremo-nos disso ao contemplar as suas mãos e os seus pés.

C de Compromisso – Já que assim é, acertemos os nossos passos com o dele e que as nossas mãos sejam o prolongamento das suas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Falar de Deus

Ano B - 3º Domingo da Páscoa

Falar de Deus
Certo dia, ao regressar da escola, eu e os meus colegas de escola, avistámos ao longe um homem a quem costumávamos provocar com o nome de Zé Feio, por não ser muito dotado a nível da aparência. Uma chuva de nomes, tão bonitos quanto ele, encheu o ar. Mas nesse dia ele não reagiu, não correu atrás de nós, nem nos ameaçou. Vinha diferente. De vez em quando parava, falava com as plantas, tocava nas pedras dos muros, bailava no meio da estrada e dizia:- Eu gosto da Maria e a Maria gosta de mim.
Nós ríamos com aquela atitude e concluíamos que para além de Zé limitado na beleza também era no juízo. E lá continuava ele com a mesma ladainha, dizendo a torto e a direito que gostava da Maria e esta gostava dele. Não se importava com a nossa presença nem com o nosso gozo. Só pensava na pessoa amada e repetia vezes sem conta.
Quando o coração está cheio, tem de transbordar. Só falamos daquilo que enche o nosso coração. Recordo isto, ao ouvir os Apóstolos a falar de Cristo. Eles não paravam de falar, sendo por toda a parte Suas testemunhas.
É preciso transformar-se para O ver transformado. És tu, sou eu que pomos em causa Jesus, dizendo ao mundo se ressuscitou ou não.
A nossa pregação só é longa se a devoção for curta.

Cinco Pães

6ª Feira – II Semana da Páscoa

Os cinco PÃES:

1. O Pão da Terra
2. O Pão do Céu
3. O Pão da Fé
4. O Pão da Esperança
5. O Pão da Caridade.

São estes Pães que hoje nos alimentam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Obedecer antes a Deus

5ª Feira - II Semana da Páscoa


1ª Leitura: “importa mais obedecer a Deus do que aos homens.”

Mary Jane Wilson:
Quem ama alguma coisa mais do que a Deus, rouba.”

Quem obedece mais a outrem do que a Deus, rouba.
Quem escuta mais a outro que a Deus, rouba.
Quem se preocupa mais com outrem que a Deus, rouba.
Quem dá mais tempo a outro que a Deus, rouba…

Comunhão e Missão

4ª Feira - II Semana da Páscoa

Deus amou tanto o mundo que enviou o Seu Filho para salvar o mundo...

Duas palavras ou preposições: COM e PARA

Com - Deus amou, Deus connosco, Comunhão.

Para - Deus enviou, Para salvar, Missão.

Não há COM sem o PARA e vice-versa. O PARA exige o COM e vice-versa.
Uma implica a outra.

Assim é Deus: Comunhão e Missão.
Assim podemos ser: Comunhão e Missão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Abraçar a fé

3ª Feira - II Semana da Páscoa

A multidão dos que abraçavam a fé tinha um só coração e uma só alma.

1. Abraçar
Ter fé é abraçar, é confiar, é uma acção recíproca. Só as pessoas se abraçam. A fé não é algo teórico, nem um desejo nem uma boa intenção. A fé é Alguém.
Ter fé é abraçar e deixar-se abraçar. Eu posso abraçar uma árvore, mas ela não me abraça. Abraçar é viver uma acção recíproca.

2. Um só coração e uma só alma
Um só coração para abraçar os irmãos; uma só alma para abraçar a Deus. Não basta abraçar a Deus, é preciso abraçar os irmãos e vice-versa. Não basta ter um só coração, é preciso ter também uma só alma, e vice-versa.

3. Comunidade modelo
A Comunidade perfeita desta página dos Actos dos Apóstolos é como o Paraíso do Génesis: Mais do que algo que se perdeu, é algo a que se aspira. Não é uma comunidade perdida, mas uma comunidade desejada. É um sonho, uma realidade a alcançar.

PORTANTO:
Abracemo-nos e deixemo-nos abraçar por Deus (numa só alma) e pelos Irmão (num só coração) e continuemos a sonhar para que a comunidade modelo seja uma realidade.