sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Testamento executado
























Discípulo e apóstolo do Coração de Jesus

O Pe. Dehon escreveu o seu Testamento Espiritual “nos tristes dias da guerra de 1914 , no qual deixava aos seus confrades "o mais maravilhoso dos tesouros: O Coração de Jesus".
A 8 de dezembro de 1924 escreveu o seu último testamento, designou o seu testamenteiro, expressou as suas derradeiras vontades. Terminava esse texto dizendo que queria "morrer como discípulo e apóstolo do Coração de Jesus".

A 12 de agosto de 1925 cumpriu esse desiderato, realizou o seu testamento, pois ao falecer apontou para a imagem do Coração de Jesus dizendo: 
"Para Ele vivi, para Ele morro!"










O Tesouro ou o Testamento que nos deixou ao morrer foi o Coração de Jesus. Cuidemos bem desse Património ou dessa Herança que nos coube.
O Pe. Dehon quis morrer como discípulo e apóstolo do Coração de Jesus para que os seus herdeiros vivessem sempre como discípulos e apóstolos do mesmo Coração.










Clara de Assis















Clara terá nascido em 1193 em Assis e cedo mostrou vocação religiosa. Em 1211 deixou a casa paterna, desfez-se dos seus bens a favor dos pobres e foi recebida por S. Francisco em Porciúncula, que lhe terá cortado os cabelos e ungido a corda de franciscana.
Viveu santamente em clausura no Convento de S. Damião, juntamente com a sua irmã Inês e outras religiosas.
Sendo um dia o seu convento assediado por muçulmanos, terá bastado a Clara de Assis mostrar-lhes uma custódia com o Santíssimo Sacramento para os pôr em fuga.
Faleceu em 1243.
Iconograficamente, é representada quer jovem quer idosa. Veste o hábito franciscano. Os seus atributos são uma custódia com que afastou os muçulmanos, uma cruz com um ramo de oliveira (alusão ao seu amor pelo crucifixo) uma flor-de-lis e um báculo de abadessa. Como padroeira dos cegos, pode ter também uma lanterna ou uma lamparina antiga. É também padroeira da Televisão por ter acompanhado desde a sua cela de enferma a celebração da missa na capela do mosteiro para além de ter visto o túmulo de Francisco de Assis sem ter viajado até lá.

A Sagrada Eucaristia pode ser ainda hoje a nossa defesa, a nossa proteção e auxílio na adversidade.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Nagasaki




















Neste dia 9 de agosto, em 1945, foi lançada sobre a cidade de Nagasaki uma bomba atómica que destruiu grande parte da cidade e vitimou cerca de 80.000 habitantes.








Que esta evocação seja uma oportunidade para rezar pela paz da humanidade e em toda a criação. Ámen.




















Santa do dia


De judia a católica
De filósofa a carmelita
De mártir a padroeira






















Faz hoje 75 anos que foi martirizada a carmelita Teresa Benedita da Cruz nas câmaras de gás de Auschwitz.
Canonizada em 1998, foi declarada no ano seguinte Co-padroeira de Europa.

Ela foi judia por nascimento
Ateia por convicção
Filósofa por profissão
Católica por conversão
Carmelita por vocação
Mártir por perseguição
Santa por dedicação
Padroeira por intercessão

Ao ser presa saudou os agentes nazis dizendo:
- Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo…
Para que nós possamos completar hoje dizendo:
- Para sempre seja louvado e a sua Mãe Maria Santíssima.




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Não só da palavra...



2ª feira - XVIII semana comum

O primeiro dever de um pai é proporcionar pão para os seus filhos.
E quem dá pão dá o ensino, diz a sabedoria popular.
Jesus ensina as multidões e providencia também o pão para o corpo.
Ele apresenta-se como um verdadeiro pai das multidões…

Não só da palavra vive o homem mas também do pão e de tanta atenção.



















A nossa colaboração consiste em partilhar o pouco que temos
- Temos aqui 5 pães e 2 pequenos peixes… uma insignificância para tanta gente!

Santa Teresa de Calcutá dizia que às vezes podemos ter a sensação de que aquilo que damos é apenas uma gota de água, um grão de trigo, uma ninharia…
Mas Deus pode fazer muito com o pouco que partilhamos.
De facto, o mar seria menor se lhe faltasse uma única gota de água.








sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Patrono dos párocos


Santo Cura de Ars, patrono e modelo dos párocos.
























Se todos os pregadores fossem como o Cura de Ars, o mundo estaria diferente.

- Por que o mundo não é como deveria ser?
- Porque os pregadores não pregam o que deveriam pregar.

- E por que não pregam o que deveriam pregar?
- Porque não são o que deveriam ser.

- E porque não são o que deveriam ser?
- Porque em vez de influenciar ou mudar o mundo, são influenciados e mudados pelo mundo.

- E porque são influenciados pelo mundo?
- Porque agem sozinhos em vez de estarem unidos a Deus.

- E porque não estão unidos a Deus?
- Porque pensam que são fortes e poderosos.

- E porque não são humildes e simples?
- Porque é fraca a sua fé.

- E porque não é maior a sua fé?
- Porque não são diferentes do mundo.

- E porque é que o mundo é assim?
- Porque os pregadores não são como o Cura de Ars, pois se o fossem o mundo seria diferente.

- E porque é que o mundo não é como deveria ser?
- Porque os pregadores não pregam o que deveriam pregar.

… como era no princípio, agora e sempre…



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Pérolas preciosas

4ª feira - XVII semana comum

"Um mercador que negociava e tratava em pérolas, achando uma, deu tudo quanto tinha e comprou-a. 
Quem é o mercador, qual é a pérola e que é o tudo que deu por ela?
O mercador é Cristo, a pérola é a alma, o tudo o que deu por ela, é tudo o que Deus tinha, e tudo o que era. Deu-se na Encarnação, deu-se no Sacramento, deu-se na Cruz, dá-se na glória."  (Sermão do Pe. António Vieira, 1655)

Foto - Pérolas de grande valor, in gloria.tv/LawrenceOP-Fan














As ostras perlíferas são bivalves capazes de produzir pérolas valiosas.
A formação de uma pérola inicia-se quando algum corpo estranho, como um grão de areia ou um parasita, entra no espaço entre a concha e o manto. Então este segrega sucessivas camadas de nácar (madrepérola, material orgânico presente na superfície interna da concha, usada para fazer botões) para cobrir e isolar o invasor. Trata-se portanto de um mecanismo de defesa. Passado algum tempo, (dependendo da ostra e do tamanho do agente causador da dor), essas camadas sobrepostas dão origem à pérola.
Se não há dor e sofrimento, não há pérola. O ato criador, seja na ciência, seja na arte ou na religião, nasce sempre de uma dor. É um ato criaDOR.
Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas.
O mesmo pode acontecer connosco, quando nos sentimos feridos pelas palavras duras de alguém, quando acusados injustamente, quando as nossas ideias são simplesmente ignoradas ou ridicularizadas, quando somos alvo de preconceito ou de indiferença… É altura de cobrir as nossas mágoas com várias camadas de amor e produzir pérolas valiosas que o entendido na matéria procura. 
Jesus é esse negociante de pérolas que se formam no nosso coração. Só Ele reconhece o nosso valor...






segunda-feira, 31 de julho de 2017

Retrato de um santo















O verdadeiro retrato de santo Inácio de Loiola

Enfermo Inácio e já nos últimos dias da vida, veio visitá-lo seu grande devoto o eminentíssimo Cardeal Pacheco; e trouxe consigo um pintor insigne, o qual de parte donde visse o santo, e não fosse visto dele, a furto de sua humildade o retratasse.
Põe-se encoberto o pintor, olha para Santo Inácio, forma ideia, aplica os pincéis ao quadro, e começa a delinear-lhe as feições do rosto. Torna a olhar (cousa maravilhosa) o que agora viu já não era o mesmo homem, já não era o mesmo rosto, já não era a mesma figura, senão outra muito diferente da primeira. Admirado o pintor, deixa o desenho que tinha começado, lança segundas linhas, começa segundo retrato e segundo rosto. Olha terceira vez (nova maravilha) o segundo original já tinha desaparecido, e Inácio estava outra vez transformado com novo aspeto, com novas feições, com nova cor, com nova proporção, com nova figura. Já o pintor se pudera desenganar e cansar, mas sendo o objeto o mesmo, nunca pode tornar a ver o mesmo que tinha visto, porque quantas vezes aplicava e divertia os olhos tantos eram os rostos diversos e tantas a figuras novas em que o santo se lhe apresentava. Pasmou o pintor, e desistiu do retrato, pasmaram todos, vendo a variedade dos desenhos que tinha começado…
Santo Inácio nunca teve dois rostos, quanto mais tantos. Foi cortesão, foi soldado, foi religioso, e nunca mudou de cores, nem de semblante. Serviu em palácio a el Dei D. Fernando, o Católico, e a sua gala maior era trajar sempre da mesma cor, e trazer o coração no rosto. Os amigos viam-lhe no rosto o amor; os inimigos a desafeição. O príncipe a verdade, e ninguém lisonja. Quando soldado nunca entre as balas mudou as cores. Na comédia e na batalha estava com o mesmo desenfado.
Ninguém pode retratar a Santo Inácio. Mas só Santo Inácio se retratou a si mesmo. E qual é o verdadeiro retrato? Qual é a vera-efígie de Santo Inácio? A vera-efígie de santo Inácio é aquele livro de seu Instituto que tem nas mãos. O melhor retrato de cada um é aquilo que escreve. O corpo retrata-se com o pincel, a alma com a pena.
A primeira imagem de Deus é o seu Verbo gerado; a segunda o Verbo escrito. O Verbo gerado é retrato de Deus ad intra. O Verbo escrito é retrato de Deus ad extra.
Santo Inácio nasceu fidalgo, foi cortesão, foi soldado, foi mendigo, foi peregrino, foi perseguido, foi preso, foi estudante, foi graduado, foi escrito, foi religioso, foi pregador, foi súbito, e até pecador foi em sua mocidade, depois arrependido, penitente e santo. Para quê? Para que todos achem tudo em santo Inácio, O fidalgo achará em Santo Inácio um ideia de verdadeira nobreza, o cortesão os primores da verdadeira polícia; o soldado os timbres do verdadeiro valor, o pobre achará em Santo Inácio que o não desejar é a maior riqueza; o peregrino que todo o mundo é pátria; o perseguido que a perseguição é o carácter dos escolhidos; o preso que a verdadeira liberdade é a inocência; o estudante achará em Santo Inácio o cuidado sem negligência, o letrado a ciência sem ambição, o pregador a verdade sem respeito, o escritor, a utilidade sem afeite. O religioso achará em Santo Inácio a perfeição mais alta, o súbito a obediência mais cega, o prelado a prudência mais advertida, o legislador as leis mais justas. O mestre de espírito achará em Santo Inácio muito que aprender, muito que exercitar, muito que ensinar, e muito para onde crescer. Finalmente o pecador (por mais metido que se veja no mundo e nos enganos de suas vaidades) achará em Santo Inácio o verdadeiro norte de sua salvação, achará o exemplo mais raro da conversão de vida, achará o espelho ais vivo da resoluta e constante penitência: e achará o motivo mais eficaz da confiança em Deus, e na sua misericórdia para pretender, para conseguir, para perseverar, e para subir e chegar ao mais alto cume da santidade e graça com a qual se mede a Glória.
(Pe. António Vieira, Sermão de Santo Inácio, Col de Sto Antão, Lx 1669)


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Avós do Pe. Dehon


No dia dos avós e de São Joaquim e Santa Ana, fazemos memória dos avós do Pe. Dehon.
Dos seus avós maternos apenas sabemos os nomes e o ano de nascimento: Pedro José Vandelet, nascido em 1771, cervejeiro em Nouvion, casado com Maria Teresa Sofia Fournier, nascida em 1792.
Dos avós paternos sublinhamos a boa relação e a admiração do Pe. Dehon para com eles e o apoio da avó à sua vocação sacerdotal. Carinhosamente o Pe. Dehon chamava-lhes Papá Dehon e Mamã Dehon.













Casa da Família Dehon em La Capelle

O Avô Dehon ou Papá Dehon
Hipólito Luis Dehon nasceu em 1781. Casou com Henriqueta Ester Gricourt e para além de Júlio Dehon teve mais 5 filhos.
Foi chefe dos correios e prefeito ou regedor de La Capelle e como tal foi ele quem fez o registo de nascimento do seu neto Leão Dehon. Faleceu em 1862.
O seminarista Leão Dehon recorda-o numa carta, repetindo, 4 anos depois do seu falecimento, uma expressão que lhe era muito querida e que demonstra o seu otimismo e boa disposição: Tudo vai bem.
“Rome 19 juin 1866 Chers parents, J'aime beaucoup commencer mes lettres par ces mots qu'affectionnait papa Dehon: tout va bien. Tout va bien à Rome depuis quinze jours…” (19.06.1866 Destinataire: À ses parents Inventaire: 218.21 AD: B18/9.2.21 Ms autogr. 4 p. (21 x 13) LD 49)

A Avó ou Mamã Dehon
Henriqueta Ester Gricourt, casada com Hipólito Luís Dehon. Apesar de nas suas cartas o seminarista Leão Dehon nunca se esquecer de lhe enviar saudações, apenas sabemos do seu apoio à sua vocação sacerdotal. Faleceu em 1874. É provável que tenha sido, não a mãe, mas sobretudo esta avó paterna a conservar as cartas do Pe. Dehon à família. De facto, depois da morte desta, no fim de abril ou princípio de maio de 1874, são mais raras as cartas existentes do Pe. Dehon à família.
O Pe. Dehon agradece-lhe ter sempre apoiado a sua vocação, apesar da oposição dos seus pais:
“Rome 6 décembre 1865 Chers parents, Je voudrais aller avec ma lettre passer quelques instants avec vous pour dissiper les inquiétudes qui percent dans vos lettres et pour vous rassurer entièrement. Dites à maman Dehon qu'elle avait bien raison quand elle disait: Il sera heureux si c'est sa vocation (06.12.1865 Destinataire: À ses parents Inventaire: 218.07 AD: B18/9.2.7 Ms. autogr. 4 p. (21 x 13) LD 36)






















Brasão da Família Dehon








terça-feira, 25 de julho de 2017

Caminho de Santiago















Na Festa de Santiago de Compostela, quero copiar o apóstolo que foi o primeiro a avançar para o martírio e aquele que melhor nos ensina a caminhar, não como turistas, mas como peregrinos... seguindo a Jesus Cristo.

Turista ou peregrino

Turista
Vai com o relógio na mão, não quer perder nada. Uma via-sacra aqui, uma procissão ali, Prova muitas coisas, mas não experimenta nada.
Peregrino
Esquece as pressas do relógio e a agenda. Vive o momento presente como se fosse o único e último. Saboreia cada segundo ao lado de Jesus deixando pegadas no seu coração.

Turista
Tem tudo controlado: seguros em caso de acidente, o livro de reclamações. Tudo controlado antes de começar a caminhar. As costas bem protegidas. Confia muito mais nuns papéis do que no Senhor.
Peregrino
Não sabe o que vai deparar no caminho. Vai de surpresa em surpresa, pois sabe que tem o seguro mais fiável que é Jesus Cristo. A seu lado nada de mal pode temer.

Turista
Coleciona momentos, factos, lembranças, como todos os anos, irão passar a um álbum esquecido depois de uma semana.
Peregrino
Vive experiências que deixam uma profunda pegada, sabendo que mudará a sua vida. Guarda todas estas coisas no seu coração.

Turista
Paga e por isso exige. Se levar a cruz pedirá recompensa. Se assistir a uma celebração, esperará interesse.
Peregrino
Dá gratuitidade, descobre que o amor e o serviço são valores que quanto mais gasta mais tem e mais interesse recebe em forma de felicidade.

Turista
Leva guarda-chuva para não se molhar, leva armadura para que não o toque o coração, leva bilhete de volta, como se tratasse de umas simples férias iguais às outras.
Peregrino
Empapa-se até aos ossos e coração. Ama, sofre, sonha com o outro. Está em atitude aberta, disposto a que Jesus o toque no coração, sentindo na sua vida a autêntica felicidade.

Turista
Ao chegar à meta acaba o caminho, fecha o livro, apaga o GPS e volta à vida de antes como se nada tivesse sucedido, como se a ninguém tivesse encontrado no caminho da vida.
Peregrino
A meta encontra-se em cada passo do caminho, em cada experiência, em cada encontro. Faz do caminho, vida e encontro com Jesus e com os irmãos, sacramentos de amor.


















Texto de autor desconhecido e fotos de
Blogs.periodistadigital.com
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sermão visual

4ª feira - XV semana comum

Eu Te bendigo. Ó Pai. Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.





















Deus revela-se a Moisés
Ele é JAVÉ - aquele que é

Deus não é ausente, mudo, cego, surdo, passivo, isolado ou desconfiado.

- Deus mostrou-se no meio da sarça ardente … Deus está presente
- Deus chamou por Moisés e disse-lhe… Deus fala
- O clamor dos filhos de Israel chegou até mim… Deus ouve
- Vi também a violência que os oprime… Deus vê
- Vou enviar-te para que tires… Deus compromete-se
- Eu estarei contigo… Deus colabora
- Quando tirares o povo do Egipto, adorareis a Deus aqui… Deus confia