segunda-feira, 11 de maio de 2026

Terço (76)


O terço da Lumen Gentium

A Lumen Gentium e o terço

 

A Constituição Dogmática, Lumen Gentium, sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II, foi promulgada a 21 de novembro de 1964, pelo Papa São Paulo VI. O seu último capítulo conciliar é sobre a Bem-aventurada Virgem Maira, mãe de Deus, no mistério de Cristo e da Igreja. Em comunhão com toda a Igreja rezemos o terço do Rosário meditando nos mistérios gozosos com alguns textos da Lumen Gentium, porque a Igreja tem um carácter mariano e Maria tem sempre uma dimensão eclesial.

 

1º Mistério – A anunciação do Anjo a Nossa Senhora

A Virgem Maria, que na Anunciação do Anjo recebeu o Verbo de Deus no seu coração e no seu corpo, e deu a vida ao mundo, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus Redentor. (Lumen Gentium, nº 53).

Ela é a primeira entre os humildes e pobres do Senhor que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa Filha de Sião, passada a longa espera da promessa, se cumprem os tempos e se inaugura a nova economia da salvação, quando o Filho de Deus dela recebeu a natureza humana. (Lumen Gentium, nº 55)

 

2º Mistério – A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel

A união da Mãe com o filho na obra da redenção, manifesta-se desde o momento em que Jesus é concebido virginalmente até à sua morte. Primeiramente, quando Maria se dirigiu pressurosa a visitar Isabel, e esta a proclamou bem-aventurada por causa da sua fé na salvação prometida, saltando o precursor da alegria no seio de sua mãe. (Lumen Gentium, nº 57).

A função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece. (Lumen Gentium, nº 60)

 

3º Mistério – O nascimento de Jesus em Belém

Quando a Mãe de Deus, também cheia de alegria, mostrou aos pastores e aos magos o seu Filho primogénito, não diminuiu, antes, consagrou a sua integridade virginal. (Lumen Gentium, nº 57).

A Virgem Santíssima, predestinada para ser Mãe de Deus desde toda a eternidade, por disposição da divina Providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, e a escrava humilde do Senhor. Cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça. (Lumen Gentium, nº 61)

 

4º Mistério – A apresentação do Menino Jesus no Templo

Quando, ao apresentar o seu Filho Jesus no templo ao Senhor, Maria ofereceu o óbolo próprio dos pobres e ouviu Simeão profetizar, simultaneamente, que esse Filho havia de ser sinal de contradição e que uma espada atravessaria a alma da Mãe, para que se revelassem os pensamentos de muitos corações. (Lumen Gentium, nº 57).

A Igreja que contempla a santidade misteriosa da Virgem Maria e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, toma-se também, ela própria, mãe, pela fiel receção da palavra de Deus. Também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu Esposo e conserva virginalmente, à imitação da Mãe do seu Senhor e por virtude do Espírito Santo, uma fé íntegra, uma sólida esperança e uma verdadeira caridade. (Lumen Gentium, nº 64).

 

5º Mistério – O encontro do Menino Jesus no Templo entre os Doutores

O Menino Jesus, perdido e procurado com angústia por Maria e José, foi encontrado no Templo, ocupado com as coisas do seu Pai; não entenderam a resposta que o Filho lhes deu, porém, a Mãe guardava em seu coração e meditava todas estas coisas. (Lumen Gentium, nº 57).

A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor. (Lumen Gentium, nº 68).

 

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