sexta-feira, 8 de maio de 2026

Santa Maria Medianeira


Memória de Santa Maria, Medianeira de todas as graças

Próprio da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

Com esta memória seguimos a devoção do Pe. Dehon a Nossa Senhora tal como a expressa no seu Diretório Espiritual: Com a sua vida de vítima. Com os seus sacrifícios e as suas dores, Maria tornou-se reparadora e medianeira entre Deus e os homens (DSP 47).

Esclarecimento sobre a Medianeira

O conceito de mediação é utilizado na Patrística oriental a partir do século VI. Nos séculos seguintes, Santo André de Creta, São Germano de Constantinopla e São João Damasceno utilizam este título com diferentes significados. No Ocidente, tornou-se mais frequente o seu uso a partir do século XII, ainda que apenas no século XVII será enunciado como tese doutrinal. Em 1921 o Cardeal Mercier, Arcebispo de Malinas, com a colaboração científica da Universidade Católica de Lovaina e o apoio dos bispos, do clero e do povo belga, pediu ao Papa Bento XV a definição dogmática da mediação universal de Maria, porém o Papa não consentiu.

Bento XV, respondendo ao pedido do Cardeal Désire-Joseph Mercier, concedeu a toda a Bélgica o Ofício e a Missa de Santa Maria Virgem “Medianeira de todas as graças”, para serem celebrados no dia 31 de maio. A Sé Apostólica concedeu posteriormente a muitas outras Dioceses e Congregações religiosas, mediante prévia solicitação, o mesmo Ofício e Missa.

Desde então, até o ano de 1950 desenvolveu-se uma investigação teológica sobre a questão, que chegaria à fase preparatória do Concílio Vaticano II. O Concílio não entrou em declarações dogmáticas, mas preferiu apresentar uma extensa síntese «da doutrina católica acerca do lugar que Maria Santíssima ocupa no mistério de Cristo e da Igreja».

O Cardeal Ratzinger expressou (em 1996) que o título de Maria medianeira de todas as graças não era claramente fundado na Revelação, e em sintonia com essa convicção podemos reconhecer as dificuldades que este título implica tanto na reflexão teológica como na espiritualidade.

(Cf. Dicastério para a Doutrina da fé, Mater Populi fidelis, 7 de outubro de 2025)

 

Ato de Oblação Dehoniano para este dia:

Irmãos, unamos a nossa oblação à do próprio Coração de Jesus e apresentemo-la pelas mãos puríssimas do Coração Imaculado de Maria.

 

Senhor Jesus,

pelas mãos de Maria, tua e minha Mãe,

Ofereço-te a minha inteligência

para os teus pensamentos;

ofereço-te a minha vontade

para os teus desejos:

ofereço-te os meus sentidos

para as tuas obras;

ofereço-te o meu coração

para o teu amor.

Faz que, vivendo de ti, trabalhando por ti,

eu me transforme em ti.

Mãe de Jesus, faz de mim outro Jesus.

Ámen.

 

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