Ao fim da tarde, quando faço a minha caminhada pela
cidade onde moro, encontro tanta gente, tantos amigos a passear com o seu cão –
os cães sempre felizes, os donos nem por isso.
Alguns perguntam-me pelo meu cão. E eu respondo:
- Não tenho cão, estou a passear-me a mim mesmo.
Eles sorriem pensando que eu sou o meu cão.
E eu também sorrio e declaro-me mais feliz do que eles
porque estou ali não por obrigação ou pelo dever de tratar um animal. Eu
caminho ou passeio por pura liberdade e felicidade.
Eles pensam que levam o seu cão a passear, mas é o
contrário: afinal eles é que são levados pelo cão, enquanto eu levo-me a mim
mesmo.
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