Cada mês do ano tem alguma especificidade,
algum aspeto que o destaca entre todos
os meses.
Se quiséssemos escolher o mês da esperança,
com certeza que novembro seria o candidato vencedor.
De facto, novembro com seu ar melancólico, nos
convida a uma pausa para contemplar o mistério do tempo e da vida, numa
afirmação constante da esperança.
A queda das folhas, os dias mais
curtos e o frio que se instala sobre a terra lembram que tudo neste
mundo é passageiro. Mas para o crente, essa transitoriedade não é motivo de
tristeza, mas de esperança: assim como as árvores perdem as suas folhas para se
prepararem para o inverno, nós também somos chamados a nos desapegar do que
passa, para que a vida eterna possa florescer dentro de nós.
Iniciamos este mês celebrando todos os
santos e rezando por todos os falecidos. A liturgia nos leva a
elevar o olhar para o céu e a contemplar a comunhão invisível que une aqueles
que ainda estão em peregrinação terrena com aqueles que já alcançaram o seu
destino. Os santos intercedem por nós, e nós intercedemos por aqueles que ainda
precisam da purificação do amor. Nesse fluxo de oração, o Corpo místico de
Cristo permanece vivo e respira esperança.
A Palavra de Deus a liturgia deste mês
de novembro exorta-nos a sermos vigilantes e a mantermos acesa a chama da
esperança.
Durante este mês o ano litúrgico chego ao seu fim, dando lugar ao Advento, tempo de
espera e promessa. Tudo na Igreja respira esperança: o fim e o começo se
abraçam em Cristo. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o Senhor
do tempo e da história
Neste ano jubilar de 2025, em que nos sentimos
peregrinos na esperança, o mês de novembro recapitula a nossa vivência jubilar.
Que o mês da esperança, nos envolva cada vez
mais, pois em novembro tudo nos fala da esperança.
Louvado sejais, Senhor, pela irmã Esperança,
que fortalece e reanima as nossas almas, para prosseguirmos a nossa
peregrinação, mesmo por entre dificuldades e provações.

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