segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Novembro, mês da Esperança


Cada mês do ano tem alguma especificidade, algum aspeto que o destaca entre todos os meses.

Se quiséssemos escolher o mês da esperança, com certeza que novembro seria o candidato vencedor.

De facto, novembro com seu ar melancólico, nos convida a uma pausa para contemplar o mistério do tempo e da vida, numa afirmação constante da esperança.

A queda das folhas, os dias mais curtos e o frio que se instala sobre a terra lembram que tudo neste mundo é passageiro. Mas para o crente, essa transitoriedade não é motivo de tristeza, mas de esperança: assim como as árvores perdem as suas folhas para se prepararem para o inverno, nós também somos chamados a nos desapegar do que passa, para que a vida eterna possa florescer dentro de nós.

Iniciamos este mês celebrando todos os santos e rezando por todos os falecidos. A liturgia nos leva a elevar o olhar para o céu e a contemplar a comunhão invisível que une aqueles que ainda estão em peregrinação terrena com aqueles que já alcançaram o seu destino. Os santos intercedem por nós, e nós intercedemos por aqueles que ainda precisam da purificação do amor. Nesse fluxo de oração, o Corpo místico de Cristo permanece vivo e respira esperança.

A Palavra de Deus a liturgia deste mês de novembro exorta-nos a sermos vigilantes e a mantermos acesa a chama da esperança.

Durante este mês o ano litúrgico chego ao seu fim, dando lugar ao Advento, tempo de espera e promessa. Tudo na Igreja respira esperança: o fim e o começo se abraçam em Cristo. Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o Senhor do tempo e da história

Neste ano jubilar de 2025, em que nos sentimos peregrinos na esperança, o mês de novembro recapitula a nossa vivência jubilar.

Que o mês da esperança, nos envolva cada vez mais, pois em novembro tudo nos fala da esperança.

(Inspirado em pregação do Pe. Eduardo Sanz de Miguel)

Louvado sejais, Senhor, pela irmã Esperança, que fortalece e reanima as nossas almas, para prosseguirmos a nossa peregrinação, mesmo por entre dificuldades e provações.

 

Sem comentários: