quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Dar-te-ei um coração novo


5ª feira – XX semana comum

Da 1ª leitura – Arrancarei do teu peito o coração de pedra e dar-te-ei um coração de carne.

Deus cumpriu essa profecia, dando-nos um coração de carne, coração manso e humilde, um coração aberto. É o Coração de Jesus.

 

Do Evangelho – E a sala encheu-se de convidados.

A maior alegria de um pai é ver todos os seus filhos unidos à volta da mesma mesa. É este o objetivo desta parábola.

Deus continua a nos convidar para nos unirmos à volta da mesma mesa do pão e da sua palavra.

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Deus é um Deus de saída

4ª feira – XX semana comum

- Porque é que o senhor da parábola de hoje saiu 6 vezes ao encontro de trabalhadores?

Sabendo que o proprietário é Deus e os trabalhadores são os seus filhos, as respostas podem ser muitas, mas complementares:

 

- Porque os trabalhadores precisavam do proprietário.

- Porque o proprietário precisava de trabalhadores.

- Porque Deus não quer ver ninguém desocupado.

- Porque Deus não pode passar mais de 2 horas sem ir ter com os homens.

- Para que os homens se habituem à presença de Deus.

- Porque não somos apenas nós a procurar a Deus, mas Deus é quem nos procura.

- Porque Deus está connosco em todos os momentos do dia.

- Para que não tenhamos medo de ser uma igreja de saída.

- Para nos ensinar a viver em função dos outros.

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Deus no coração dos ricos


3ª feira – XX semana comum

 

Deus no coração dos ricos

Os ricos no Coração de Deus

Em verdade vos digo: um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus.

É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus».

Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá, então, salvar-se?».

Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível»

 

- Porque que é que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus?

- Porque dificilmente o Reino dos Céus entrará num rico.

O rico não entra porque não deixa o Reino entrar.

De facto, se um rico está cheio de si mesmo, enfatuado e orgulhoso, se é convencido e autossuficiente, o Reino dos Céus não pode entrar no seu coração que já está cheio.

Mas o que é impossível para os homens, é possível para Deus.

O termo rico, não se refere apenas a dinheiro, ouro ou prata, e a outros bens deste mundo, mas também a tudo aquilo que ocupa lugar no nosso coração e que pode ser dispensado como orgulho, vaidade, amor próprio, manias…

É preciso esvaziar-se de tudo isso para que a Palavra de Deus entre no nosso coração e assim possamos entrar no Reino de Deus.

O problema não é ter dinheiro no coração, mas ter o coração no dinheiro.

Então como pode ter o coração em Deus?

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Perdoar e ser perdoado


5ª feira – XIX semana comum

Parábola do Rei a ajustar contas com os seus servos (Mt 18, 23-35)

 

Versão atualizada

 

Um velho vendia brinquedos no mercado de Bagdade.

Os seus compradores, sabendo que ele estava com a visão fraca, de vez em quando, pagavam com moedas falsas.

O velho percebia o truque, mas não dizia nada.

Nas suas orações, pedia a Deus que perdoasse os que lhe enganavam.

- Talvez estejam com pouco dinheiro, e querem comprar presentes para os filhos – dizia consigo mesmo.

O tempo passou e o homem morreu.

Diante na entrada do Paraíso, antes de bater à porta para entrar, rezou mais uma vez:

- Senhor! – disse – Sou um pecador. Fiz muita coisa errada, não sou melhor que as moedas falsas que recebi. Perdoai-me!

Neste momento o portão se abriu, e uma Voz disse:

- Perdoar o quê? Como posso julgar alguém que, em toda a sua vida, jamais julgou os outros?

 

À margem:

Diz um Provérbio Chinês – Quem não perdoa está a cavar duas covas: uma para o ofensor e outra para si mesmo.

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Dia da Páscoa do Pe. Dehon


No dia do nascimento para o céu

do nosso Fundador,

bendigamos ao Senhor

por todos os dons com que o cumulou,

particularmente pela graça e missão

de enriquecer a Igreja

com o nosso Instituto religioso apostólico,

chamado a viver da sua inspiração evangélica

e a fazer frutificar o seu carisma

na Igreja e no mundo.


Rezemos:

 

Pai Santo,

nós te louvamos, bendizemos e damos graças

pelo Padre Dehon

e por tudo quanto fizeste nele

e, por meio dele, na Igreja.

Como Fundador,

ele é para nós pai e modelo

de quanto nos pedes, na Igreja e no mundo.

A seu exemplo queremos conhecer o teu amor,

e corresponder-lhe com uma íntima união

ao Coração de Cristo, teu Filho,

empenhando-nos com ardor

na instauração do seu reino

nas almas e na sociedade.

Por sua intercessão,

infunde em nós o Espírito Santo

que dê constância e eficácia

aos nossos propósitos.

Ámen!



quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A igreja mariana mais antiga


Memória da dedicação da Basílica de Santa Maria

Nossa Senhora das Neves

Qual foi a primeira igreja a ser dedicada a Nossa Senhora?

A Basílica de Santa Maria das Neves, ou Santa Maria Maior, em Roma. Cuja festa de dedicação é celebrada a 5 de agosto foi a primeira igreja em Roma dedicada a Nossa Senhora. No século IV, o Papa Libério acrescentou uma sala lateral a um grande salão já existente de um palácio patrício romano e a dedicou ao culto; por essa razão, foi chamada de Basílica de Libério. O Papa Sisto III (432-440) restaurou-a quase um século depois e a dedicou à Virgem, que o Concílio de Éfeso havia definido como Theotokos, isto é, a Mãe de Deus. Foi então que a Basílica recebeu o nome de Santa Maria Maior.

De facto, a Basílica de Santa Maria Maior (Santa Maria Maggiore), também conhecida como Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana, é uma das basílicas patriarcais (representada o Patriarcado de Antioquia) de Roma. Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Entretanto, a data da fundação da Basílica remonta ao pontificado do Papa Libério (352-366).  

O título de Maria como Nossa Senhora das Neves surgiu por volta do ano de 352, em Roma, onde viviam Giovanni Patritio (João Patrício) e a sua esposa, que não podiam ter filhos. Conformados com a vontade de Deus, pensavam, certo dia, a quem deixariam a fortuna. Por serem muito devotos de Nossa Senhora, queriam torná-lA herdeira de todos os seus bens. E para que Ela aceitasse a oferta fizeram muitas orações, deram muitas esmolas, fizeram muitas penitências.

 

Ainda hoje constatamos que a maior parte dos templos católicos são dedicados à Virgem Santa Maria.

Falar da Igreja é falar de Maria, falar de Maria é falar da igreja, templo de Deus.

 

Qual a oração mais antiga à Nossa Senhora?

No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III, no qual estava descrita a oração.

Conhecida com o nome de “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção), o texto é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Além de ser, possivelmente, a primeira dedicada a Maria, ela traz uma grande importância histórica e teológica:

Histórica – Ela faz referência às perseguições sofridas pelos cristãos: “livrai-nos do perigo”.

Teológica – Recorre à Maria como “Mãe de Deus” (Theotókos), um dogma que já havia sido proclamado no século anterior, no Concílio em Éfeso.

Incluída desde tempos imemoriais nos Ritos Ambrosiano, Copta, Sírio e Armênio, sua antiguidade foi confirmada na primeira metade do século XX, quando se encontrou no Egito um papiro do século III contendo o original grego desta expressiva prece.

 

Sub tuum praesidium confugimus,

sancta Dei Genetrix;

nostras deprecationes ne despicias

in necessitatibus nostris,

sed a periculis cunctis libera nos semper,

Virgo gloriosa et benedicta.

 

À vossa proteção nos acolhemos,

Ó Santa Mãe de Deus.

Não desprezeis as nossas súplicas

Em nossas necessidades,

Mas livrai-nos de todos os perigos,

Ó Virgem gloriosa e bendita.

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Confessionário = púlpito


Memória litúrgica de São João-Maria Vianney 

(1786-1859) presbítero, Cura de Ars

O confessionário de Ars
onde atendia São João Maria Vianney

Fez do confessionário o seu púlpito.

O Pe. Vianney não possuía o dom da palavra como os grandes oradores sacros franceses.

Em Ars não se ouviam pregações brilhantes, nem máximas elaboradas.

O Santo Cura trazia a imagem de Cristo na sua alma. A paz do paraíso brilhava nos seus olhos. Uma palavra sua na homilia, uma pequena frase no confessionário, modificava uma vida inteira e iluminava a escuridão das consciências.

Passava mais de 17 horas no confessionário a atender penitentes que, vindos de toda a França, queriam que o santo confessor ou ouvisse de confissão.

Afinal não era o confessor que apenas ouvia… os próprios penitentes ouviam aí o sermão de que precisavam para a sua conversão.

O confessionário foi o seu púlpito.

Em todo o caso, o Cura de Ars não era assim tão simplório nas suas homilias. Elas, simples na forma e no conteúdo, chegavam onde deviam chagar.

Segue-se uma cópia de um sermão do Santo Cura de Ars:

 

Porquê orar em todo o tempo?

Quais são, pois, as vantagens da oração, que devemos fazer com frequência? Meus irmãos, ei-las. A oração torna a nossa cruz menos pesada, suaviza as nossas dores, torna-nos menos apegados à vida, atrai sobre nós o olhar misericordioso de Deus, fortalece a nossa alma contra o pecado, faz-nos desejar a penitência e praticá-la com gosto, faz-nos sentir e compreender quanto o pecado ofende a Deus. Melhor ainda, meus irmãos, pela oração agradamos a Deus, enriquecemos a nossa alma e garantimos a vida eterna: será preciso mais para nos levar a fazer que a nossa vida seja uma oração contínua, pela nossa união com Deus?

Quando amamos alguém, precisamos de ver essa pessoa para pensar nela? Certamente que não. Da mesma forma, se amamos a Deus, a oração ser-nos-á tão familiar como a respiração. No entanto, meus irmãos, dir-vos-ei que, para orar de forma a atrair todos esses bens, não basta dedicar à oração uns momentos apressados, precipitados; Deus quer que lhe dediquemos um tempo adequado, que tenhamos pelo menos tempo para Lhe pedir as graças de que necessitamos, para Lhe agradecer os seus benefícios e para lamentar as nossas faltas passadas, pedindo-Lhe perdão.

Mas, direis vós, como podemos orar sem cessar? Meus irmãos, nada mais fácil: elevando o coração a Deus durante o nosso trabalho, ora fazendo um ato de amor, para Lhe mostrar que o amamos, porque Ele é bom e digno de ser amado, ora um ato de humildade, reconhecendo-nos indignos das graças com que Ele não cessa de nos cumular; outras vezes, um ato de confiança, porque, embora sejamos miseráveis, sabemos que Ele nos ama e quer fazer-nos felizes. Já vedes, meus irmãos, como é fácil orar sem cessar.

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Oásis dos amigos de Betânia


Santos Marta, Maria e Lázaro,

hospedeiros do Senhor

A sua casa em Betânia era um oásis de acolhimento e de amizade.

Os amigos de Jesus são sempre hospitaleiros.

Os hospitaleiros são sempre amigos de Jesus.

 

Santa Teresa de Ávila fazia notar que no Domingo de Ramos, Jesus entrou em Jerusalém com toda a pompa e circunstância e foi acolhido entre aclamações e alegria geral, mas à noite teve de ir hospedar-se em Betânia porque ninguém em Jerusalém lhe deu guarida.

 

De facto, Betânia sempre foi um oásis de acolhimento e de amizade, um ícone de hospitalidade.

Não foi apenas um oásis onde Jesus foi acolhido pelos seus amigos, mas também onde Jesus acolheu os seus amigos.

Não é o lugar que nos transforma, mas nós é que transformamos o lugar.

 

domingo, 19 de julho de 2026

Versão cartoonista do joio


Ano A – XVI domingo comum


Nova versão da parábola do trigo e do joio – versão cartoonista.

 

Na vinheta de Quino, o Manolito pergunta à Mafalda:

- Se matássemos todos os bandidos do mundo, ficavam só os bons, não é?

Ao que a Mafalda responde:

- Não. Ficavam só os assassinos!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Grande porque foi humilde


Memória de São Boaventura

Franciscano, Bispo, Doutor da Igreja (+1274)

 

Em criança foi curado por São Francisco de Assis.

Professou como Frade Menor (franciscano).

São Francisco enviou a Estudar na França, precisamente porque era um estudante humilde.

Foi colega de estudos de Teologia de São Tomás de Aquino.

Foi professor de Teologia e declarado Doutor da Igreja também como São Tomás.

Ao longo da história é difícil encontrar duas personalidades contemporâneas de tamanha envergadura intelectual.

A sabedoria de ambos era enorme, mas nem por isso havia alguma disputa entre eles a esse nível.

A sua única competição era quem vivia maior humildade.

Só os grandes sabem ser humildes, e só os humildes é que são verdadeiramente grandes.

 

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Ovelhas sim, rebanho não


3ª feira – XIV semana comum

Há poucos dias, no Evangelho, Jesus pedia – vinde a mim todos os que andais cansados e oprimidos.

Jesus mostrava-se manso e acessível a todos os que iam ao seu encontro.

Hoje ele olha para a multidão e compadece-se dela porque era como ovelhas fatigadas e abatidas. Apresenta-se assim como alguém humilde que vai ao encontro de quem precisa. Não só convida a ir até Ele, como também é humilde para ir até aos outros.

 

As multidões no tempo de Jesus estavam cansadas e abatidas porque eram rebanho sem pastor.

Hoje as multidões continuam cansadas e abatidas porque são ovelhas que não querem ser rebanho. De fato, há muita gente diz que acredita em Deus (Pastor),mas não precisa da Igreja (não quer ser rebanho nem comunidade).

 

Rezemos para que todo o rebanho tenha um Pastor e para que todas as ovelhas sejam rebanho do Senhor.

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Uma solenidade conjunta

 

Solenidade dos santos Pedro e Paulo, Apóstolos

 

São Pedro pela Cruz

São Paulo pela espada

Morreram por Jesus

Numa vida imolada.

Sobre essa celebração conjunta, Santo Agostinho disse:

Um dia é reservado para a celebração do martírio dos dois Apóstolos. Mas aqueles dois eram um só. Embora seu martírio tenha ocorrido em dias diferentes, eles eram um só. Pedro foi primeiro, Paulo o seguiu. Celebramos esta festa que se tornou sagrada para nós pelo sangue destes Apóstolos. (Sermão 295, 7, 8)

 

Lições práticas

- Não deixes que os fracassos passados te ​​definam: Pedro negou Cristo. Paulo perseguiu cristãos. Mesmo assim, ambos se tornaram santos. Se você cometeu erros, não fique preso à culpa — busca a misericórdia de Deus e recomeça.

- Usa os teus dons únicos para Deus: Pedro era prático e constante; Paulo era intelectual e ousado. Deus usou ambos. Descobre os teus pontos fortes — seja falar, organizar, escrever ou ouvir — e usa-os para servir a tua comunidade, local de trabalho ou família.

- Defende a tua fé: Ambos os apóstolos pregaram Cristo em ambientes hostis. No mundo moderno, isso pode significar explicar as tuas crenças com delicadeza, ir à missa mesmo quando for inconveniente ou defender valores morais no trabalho ou na comunidade.

 

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

De que lado está o coração


Ano A – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Sempre me questionei por que motivo a iconografia apresenta o lado aberto de Jesus, não o lado esquerdo, mas o lado direito, como se vê na imagem acima. É suposto o coração estar mais à esquerda do que à direita. Para chegar o coração, o soldado trespassou-lhe o lado com uma lança, no sentido da direita para a esquerda. 

- Então de que lado está o coração?

- O coração do sábio inclina-se para o lado direito, mas o do insensato, para o da esquerda.

Assim diz o Eclesiastes ou Qohélet 10,2, que compara a postura e a orientação interior de quem tem sabedoria em contraste com o insensato (estulto).

Este ensinamento metafórico quer transmitir que: O sábio: Tem o coração voltado para o lado direito (o lado associado à virtude, à razão e à orientação divina).O insensato (tolo): Tem o coração voltado para o lado esquerdo (simbolizando o erro, as más inclinações e os vícios).

Dito rabínico que diz que o homem insensato tem o coração inclinado para o seu lado esquerdo, enquanto o sábio o conserva inclinado ara no seu lado direito.

Parece um quebra-cabeças. É que obviamente, temos todos os corações no lado esquerdo. Que significa esta máxima hebraica? Pretenderá afirmar que estamos condenados à condição de estultos e que entre os filhos do homem não há um que seja sábio, um único sequer? Mais do que fomentar contorcionismos cardiológicos, a solução a solução do provérbio é, afinal, desconcertante e simples.

O nosso coração está inevitavelmente à esquerda, claro, mas o coração dos nossos semelhantes bate do nosso lado direito. É por isso que o nosso coração inclina-se para esse lado.

Insensato é aquele que ouve apenas o seu coração, alheado ou descrente do que pulsa dos demais.

Sábio é aquele que faz do coração dos outros o seu próprio coração.

 

À margem:

A terceira antífona dos almos desta Solenidade do Coração de Jesus assim reza:

- Meu filho, dá-me o teu coração, e teus olhos observem os meus caminhos.

De facto, Deus não quer holocaustos e sacrifícios, mas sim misericórdia. É por isso que podemos ouvi-lo dizer:

- É o teu coração que eu peço.

Jesus pede apenas o nosso coração porque quer o nosso amor.

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Um cristão não é pisca-pisca

 

Um cristão não é pisca-pisca

3ª feira – X semana comum

Às vezes vou à missa.

Às vezes digo a verdade.

Às vezes sou honesto.

Às vezes sou casto.

Às vezes rezo.

Às vezes perdoo.

Por que nos contentamos tão facilmente com a inconstância na prática do bem? 

Porque é que não somos mais constantes e perseverantes?

Jesus usa duas imagens para nos ensinar como devemos ser Seus discípulos neste mundo: Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo.

Essas duas imagens mostram que devemos nos esforçar para sermos constantes em fazer o bem se quisermos ser testemunhas fiéis de Jesus hoje. Tornamo-nos espiritualmente inúteis quando deixamos de refletir, a qualquer momento, sobre a bondade que recebemos de Deus como um dom, pois se o sal perder o seu sabor, com que se há de temperá-lo? Para nada mais presta senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Também não podemos permitir que nada encubra a nossa bondade, pois uma cidade situada sobre um monte não pode ser escondida.

 

Á margem:

Deus é luz, mas a luz se espalha. Dizer, como diziam os medievais, "bonum diffusivum sui" (o bem se espalha por si mesmo) é dizer que o que é bom promove o crescimento. Quando Jesus disse: Eu vim para lançar fogo sobre a terra. Ele ansiava por consumir, espalhar, alcançar.

Também o sal, dilui-se, desfaz-se…expande-se…