sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Santo Educador


Na memória de São João Bosco

Ele santificou-se educando a juventude... e educando tornou-se santo.

Quem educa torna-se santo...
Quem é santo sempre educa...

O melhor apostolado é a sua santificação.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Lâmpada no candelabro


5ª Feira - III Semana Comum

Uma lâmpada é acesa para ficar no candelabro para que a sua luz possa chegar a todos:

Luz da fé que mostre o caminho aos que não crêem.
Luz do amor que abra o coração aos que vivem no ódio.
Luz da esperança que mostre o rumo aos que se sentem perdidos.
Luz da verdade que dissipe as trevas dos que erram.
Luz do Evangelho que mostre a Palavra aos que não a conhecem.
Luz de Deus que manifeste a Sua presença a quem nunca O viu.
Luz da graça que envolva todos aqueles que nunca a experimentaram.

Assim se compreende que o candelabro tenha 7 braços.

 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dançar com entusiasmo

3ª Feira - III Semana Comum

David dançava com todo o entusiasmo diante da Arca de Deus…

Comentário do Papa Francisco, nesta manhã, à Primeira Leitura:
“Exultamos com um golo, mas louvamos a Deus com frieza…
Somos capazes de gritar entusiasmados quando a nossa equipa marca um golo, mas não somos capazes de louvar o Senhor com todo o entusiasmo. Não queremos perder a compostura para cantar e por isso não rezamos com todo o coração…
Quem se fecha na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabe na esterilidade da sua formalidade.
Mas eu sei louvar o Senhor com todo o coração?”


domingo, 26 de janeiro de 2014

Seguidores


Ano A - III Domingo Comum

Jesus veio chamar apóstolos, veio chamar seguidores e não admiradores.
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Memorial Pe. Colombo (15)


Parabéns ao Pe. Ângelo Colombo



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Cristóvão Colombo descobriu a América,
mas eu, Padre Ângelo Colombo,
descobri o coração dos Madeirenses!”

(Palavras do Pe. Colombo, a 17/10/1991 no Colégio Missionário)
Foto de Roberto Viana

Memorial Pe. Colombo (14)


Celebração Natalícia

A Crónica do Colégio Missionário, no dia 25 de janeiro de 1949, transcreve um “poema ao Superior Pe. Ângelo Colombo, que celebrava nesse dia o seu 36º aniversário:
 
Há pouco mais de um ano,
Apareceu entre nós, um padre italiano,
Alto, magro, bem parecido.
Que veio fazer à Madeira este padre desconhecido?
Tratamos logo de saber
Quem era este senhor, e logo nos vieram dizer
Ser um padre missionário
Que vinha fundar na Madeira um pequeno seminário.
Toda a gente se alegrou
E hoje todo o Funchal sabe, que esse padre chegou
Erguendo alto a cruz
Símbolo da fé ardente, pretende em nome de Jesus
Neste torrão português
Alistar alguma gente, o que fará, sim, talvez…
Para que lado a lado, à dianteira,
O sigam na mesma esteira, e vão por esses sertões
Dessa África ignorada
Ensinar àquelas gentes, o Santo Nome de Deus
Naquelas terras ardentes…
Quereis agora saber
Quem é esse herói audaz, que nos dá honra, fama e glória?
É o senhor Padre Colombo e, o seu nome,
Conservai-o bem na memória.

 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Harpa e funda


4ª Feira - II Semana Comum

1ª Leitura:
“Admirável foi David na harpa e admirável na funda: com a harpa afugentava Demónios, com a funda derrubava gigantes
Tais são hoje as duas ações ou verdadeiramente as duas cenas deste grande teatro: harpa e funda, coro e púlpito, música e sermão.” (Pe. António Vieira)

Evangelho:
Jesus disse:
- Estende a mão atrofiada…
O homem estendeu-a e a mão ficou curada.
Quem não se convence que está doente, nunca quererá ir ao médico…
Reconhecer e aceitar as nossas próprias limitações é o primeiro passo para vencê-las.
Todo o mundo tem defeitos e limitações e comete erros e enganos.
Esconder isso é não aceitar-nos como somos, é não acolher-nos a nós mesmos, é negar-nos ou enganar-nos a nós mesmos.
Porque quando a gente se aceita, fica muito mais fácil reconhecer-se nas situações, nos sentimentos, nas escolhas e nas relações.



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Jovens e velhos


3ª Feira - II Semana Comum


1ª Leitura:
O Velho profeta Samuel escolhe e unge o jovem David.

Tenhamos em conta que, todas as vezes que intentamos ler os sinais dos tempos, é conveniente ouvir os jovens e os idosos.
Tanto uns como outros são a esperança dos povos.
Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convida a não repetir tontamente os mesmo erros do passado.
Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual. (Papa Francisco no § 108 da Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho).


Do Evangelho:
“E Jesus acrescentou: O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.”

No velho livro de orações hebraicas há uma linda oração que começa com estas palavras:
Mais do que Israel guardou o Sábado, o Sábado guardou Israel…
Nós poderíamos dizer a mesma coisa:
Mais do que nós cumprimos o preceito, é o preceito que nos mantém unidos como povo, como igreja.
Mais do que guardar um mandamento, é o mandamento que nos guarda e nos sustenta.
Mais do que celebrar a Eucaristia, a Eucaristia é que nos congrega e nos faz.
Mais do que termos fé, é a fé quem nos tem.
Não somos nós a servir o Sábado, é o Sábado que nos serve.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Cristãos unidos


Presidente da celebração: 
Os povos indígenas do Canadá seguem um antigo ritual de rezar olhando em diferentes direções. Com eles vamos rezar juntos dirigindo o nosso olhar para cada uma das direções apontadas.

Olhando para o LESTE
P: Do leste, a direção de onde o sol nasce, recebemos paz, luz, sabedoria e conhecimento.
Todos: Nós te agradecemos, ó Deus, estes dons.

Olhando para o SUL
P: Do sul vem o calor, a educação, o começo e o fim da vida.
T: Nós te agradecemos, ó Deus, estes dons.

Olhando para o OESTE
P: Do oeste vem a chuva, a água potável que mantém os seres vivos.
T: Nós te agradecemos, ó Deus, estes dons.

Olhando para o NORTE:
P: Do norte vem o vento frio e forte e a neve branca que nos dá força e resistência.
T: Nós te agradecemos, ó Deus, estes dons.

Virando-nos para a frente e olhando para CIMA
P: Dos céus recebemos as trevas e a luz e o ar que respiramos.
T: Nós te agradecemos, ó Deus, estes dons.

Olhando para BAIXO
P: Da terra viemos e à terra voltaremos, porque somos barro nas mãos de Deus.
T: Nós te agradecemos, ó Deus, toda a criação que nos deste como nossa casa comum.

P: Que possamos, Senhor nosso Deus, caminhar juntos pelos caminhos deste mundo de fraternidade com todos os nossos irmãos e de harmonia com toda a criação, à imagem do teu Filho Jesus Cristo, que passou entre nós fazendo o bem. Que o Espírito divino nos ajude a renovar assim a face da terra.
T: Ámen!

(Adaptação da oração da semana de oração pela unidade dos cristãos, proposta este ano pelas comunidades ecuménicas do Canadá)


Vinho novo


2ª Feira - II Semana Comum

- Vinho novo em odres novos 
Jesus é o vinho novo, o vinho da nova e eterna aliança.
Nós somos os odres prontos para receber esse vinho novo.
O vinho novo só pode ser recebido em odres novos.
Renovemo-nos para acolher o vinho novo que é Cristo Jesus.

- 3 palavras do evangelho de hoje
Unidade, integridade, radicalidade.
Unidade = não podemos ser uma manta de retalhos. 
Integridade = o nosso coração não pode ser dividido, não podemos servir a 2 senhores.
Radicalidade = Sim, sim, Não, não. Ou sim ou sopas. Pão pão, queijo queijo. Não podemos agradar a Deus e não ficar mal com o diabo. É preciso optar.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Abrir os olhos, a boca, o coração


Ano A - II Domingo Comum

Duas personagens no trecho do Evangelho
Duas ações em cada personagem.

João Batista:
- Viu (Jesus que se aproximava)
- Proclamou (Eis o Cordeiro de Deus)
Não basta ver, é preciso proclamar.
E para proclamar é preciso ver.
Há muitos que falam sem terem visto, falam de cor.
Mas há também quem não queira ver.
Para que o nosso coração se abra à salvação é preciso primeiro abrir os olhos (ver) e abrir a boca (proclamar ou testemunhar).

Jesus
- Vem ao nosso encontro
- Tira o pecado do mundo.
Jesus tem sempre a iniciativa, vem sempre ao nosso encontro.
Ele tira o pecado, purifica-nos, limpa-nos, embeleza-nos.
Quando Ele está perto de nós, sentimo-nos limpos e puros como Ele, sentimo-nos belos e dignos.
Que Ele tire o pecado do mundo de cada um de nós.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Memorial Pe. Colombo (13)


Quem fala assim... é o Pe. Ângelo Colombo!


A dedicação é o segredo de todo o sucesso para todos pessoalmente e para toda a Obra. (CC 15/9/52)

A nossa primeira colaboração é a oração. (CC 16/7/51)

Belas coisas são a verdade e a caridade! A verdade nos livrará do mal e a caridade nos unirá no bem, quer dizer, fará que nos amemos e amemos a Deus. (CC 16/7/51)

É mais fácil ocupar-se de batatas, de pedras e também de ministério, do que santificar a própria casa. Não nos desviemos: esta é a nossa obrigação. (CC 15/9/52)

Eis o primeiro dever do Superior: ocupar-se dos seus é indiretamente ocupar-se também dos outros. (CC 15/9/52)

Mesmo que os Religiosos tenham um Diretor Espiritual, o Superior não pode esquecer que o verdadeiro Diretor Espiritual da Casa é ele e que lhe compete orientar para Deus os seus Religiosos, segundo o espírito do Instituto. (CC 15/9/52)

Não se pode inculcar um ideal, se não estamos imbuídos dele; não se pode dar o sobrenatural, se não o vivemos; não se pode elevar, se nós próprios não nos encontramos em constante tensão de elevação. (CC 15/9/52)

Ninguém ficará a perder obedecendo. (CC 16/7/51)

Nós somos filhos do nosso tempo e do nosso ambiente, e trazemos um pouco connosco os seus defeitos. (CC 2573/54)

O espírito de crítica, isto é, o comentário preocupado e amargo das falhas do irmão ou dos Superiores é contra o Evangelho e tem como castigo corroer a unidade, separar-se e separar da unidade, criar o cisma, a rebelião, o rebaixamento do sobrenatural ao natural. (CC 15/9/52)

O Espírito Santo inspira sempre bem, mas às vezes podem errar aqueles que o interpretaram! (CC 16/7/51)

O mundo inteiro não vale uma alma, e um grau de graça vale mais do que todos os tesouros da terra. (CC 15/9/52)

Os Sacerdotes, sobretudo se jovens, têm a necessidade e o direito de ser chamados à atenção, instruídos e formados à prática da vida regular. (CC 15/9/52)

O Superior é Pai, guarda e guia da sua Casa. Pai que pensa em tudo, guarda do espírito e guia para Deus. (CC 15/9/52)

Pater famílias assegura o sustento, a guarda, a orientação da Casa: sustento material, guarda do espírito, orientação para Deus. As três tarefas completam-se e são de igual importância para efeitos de responsabilidade; mas seria um pobre Pai o Superior que, à semelhança de tantos pais de família, se dedicasse a assegurar o pão de cada dia e se ocupasse muito pouco das outras duas obrigações, objetivos verdadeiros e supremos da família e da vida natural, quanto mais da religiosa. (CC 15/9/52)

Pretender formar os Alunos, descurando os já formados é como construir um muro deixando cair o anterior, é trabalhar sem se importar com a ferramenta. Esforço desperdiçado! (CC 15/9/52)

Se se perder uma alma, devido à nossa falta ao trabalho, que justificação poderemos apresentar ao Senhor? (CC 15/9/52)

Sim, deve-se estudar o que é melhor, deve-se tentar o que é novo, é preciso organizar, clarificar, aligeirar, modernizar. (CC 15/9/52)

Todos sabemos que o trabalho é salvação. (CC 8/9/51)

 

 

 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Memorial Pe. Colombo (12)


Chegada à Madeira

Pelo meio dia do 15 de janeiro de 1947, os dois fundadores da Presença Dehoniana em Portugal, largaram do maravilhoso estuário do Tejo para a sua terra prometida: a Madeira…
Muito antes da primeira claridade do dia 17 de janeiro, já eu estava de pé, pois tinham anunciado a chegada ao Funchal logo para a manhã cedo. Rezei as orações da manhã fiz a meditação, recitei o breviário (pois no navio Carvalho Araújo não havia capela) e… esperei, olhando para o horizonte na monha frene. Mas nada aparecia! Finalmente, no lado poente, lá ao longe, aparecia uma luzinha.
- É a Madeira? – perguntei a um marujo.
- Não! É o farol do Porto santo. Daqui a duas horas estaremos na Madeira!
O mar estava calmo, o céu sereno. A oriente aparecia a claridade suave preanunciando a chegada do grande astro, enquanto, lá no alto, as estrelas desapareciam. Improvisamente, uma meia lua surgia das ondas… foi crescendo… tornando-se redondo… transformando-se em esplendor. Era o sol!
Eu não era poeta… mas naqueles instantes… até me veio à mente a exclamação de um poeta: C’est lui! C’est la vie!
Ainda um pouco e estaremos na Madeira – disse comigo.
Apareceu o farol de S. Lourenço que depois de uma longa meia hora, o dobrámos e entrámos no mar da Madeira.
Agora, já muita gente estava na amurada do lado poente do navio a contemplar a costa madeirense. Eis Machico, a primeira baía visitada pelos descobridores. Eis Santa Cruz. Eis as lombadas de Gaula e as encostas do Caniço. Todos os olhos descansavam na visão verde das bananeiras… dos poios de batata doce… dos bosques de pinheiros e eucaliptos lá ao alto.
Passámos um cabo, um rochão escuro e a pique sobre o mar e eis a baía do Funchal, com o seu casario em anfiteatro subindo do mar até aos bosques da serra, espraiando-se de S. Gonçalo a S. Martinho.
… Com as malas perto de nós, encostámo-nos à amurada de levante, à espera da possibilidade de descer. Era por volta das 10 horas.
Avistámos dois eclesiásticos, que deviam estar à nossa espera porque acenavam e faziam sinais… Um era o Pe. Laurindo Leal Pestana e o outro era, o então seminarista, Agostinho Jardim Gonçalves. Pouco depois subimos para um carro descoberto que nos levou diretamente para a residência do Sr. Bispo, D. António Manuel Pereira Ribeiro que nos acolheu efusivamente, apesar do seu porte de dignidade e gravidade.
Depois fomos celebrar missa à Igreja do Socorro, paróquia do Pe. Laurindo, já passava das onze. À celebração da missa seguiu-se o almoço… um almoço de festa. O anfitrião abriu uma garrafa de vinho Madeira de 1847. Cem anos a festejar a nossa vinda! Que honra!- pensámos nós.
À chegada à Escola de Artes e Ofícios, onde nos íamos alojar, fomos recebidos com uma banda de música… Ainda hoje um espetáculo com teatro e canções.
Já noite fomos saborear uma cama que não baloiçava, consolados e bem impressionados com o bom acolhimento e a festa. Só mais tarde é que viemos a saber que toda aquela festa era para celebrar o aniversário do Pe. Laurindo, que coincidiu com a nossa chegada. E nós a pensar que a festa era para nós!

(Memórias do Pe. Ângelo Colombo, Lisboa, 1994)

Santo secular


Depois da missa perguntei às irmãs se sabiam se o santo do dia, Antão, Abade, era um santo religioso ou secular.
- O senhor padre não sabe isso!? Acabou de celebrar a missa da memória de um santo religioso…
- Mas irmã, olhe que eu digo que ele era um santo secular… disso tenho eu a certeza.
- Não diga mais nada… está aqui no diretório litúrgico: comum dos santos religiosos.
- As irmãs têm razão e eu tenho razão também: ele viveu até aos 106 anos, portanto era um santo SECULAR!
- Ah, assim sim… eu já pensava que o senhor padre é que não estava a REGULAR!

Tantos caminhos


6ª Feira - I Semana Comum

Primeira leitura
O Povo de Israel quis ser como os outros povos, quis ter um rei…
É uma tentação ainda atual: querer ser como os outros em vez de esperar que os outros queiram ser como nós.
O povo de Deus é que deve influenciar os outros e não o contrário.
Os outros é que devem acomodar-se a nós e não o contrário.

Evangelho
Fizeram descer o catre com um paralítico pelo teto até ao local onde estava Jesus…
Não interesse como vamos até Jesus, por que caminho chegamos até Ele.
O mais importante é o caminho e a forma como voltamos do encontro com Ele.
Não interessa o caminho que nos leva a Jesus, mas sim o caminho que nos traz de volta do encontro com Jesus.

Santo do dia
Santo Antão, Abade, no século IV viveu no deserto, isolado, sem comunicações, nem publicidade… e todos iam ter com ele para pedir conselhos ou serem instruidos, até mesmo imperadores e altos dignitários.
Como é que é possível que o seu conhecimento pudesse chegar tão longe?

É porque a santidade é uma espécie de perfume que se espalha sem se saber como e vai longe sem se saber por onde e marca uma presença sem se dizer palavra…

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Estendendo a mão


5ª Feira - I Semana Comum
1ª Leitura
Os filisteus disseram: Ai de nós que a Arca de Deus está no acampamento.
Nós dizemos: Felizes nós pois Deus está o acampamento... Deus plantou a sua tenda entre nós.
Evangelho:
Um leproso prostrou-se de joelhos diante de Jesus que, compadecido, estendeu-lhe a mão e curou-o.
Jesus estendeu a mão ao leproso porque este deixou espaço para isso pois estava de joelhos...
Se achamos que Deus não se compadece de nós ou não nos entende a mão, é sinal deque nós não lhe damos espaço para isso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Perfil heroico


A data do início da sua congregação deixou-a a Irma Wilson registada numa agenda, no dia 15 de Janeiro de 1884:
“Amélia Amaro de Sá, Irmã Maria Elisabeth e Irmã Maria de S. Francisco se juntaram em 1884 para fundar a Congregação Franciscana de S. S. das Vitórias”. (MDW 45)

Um grande momento registado por palavras tão parcas e simples, mas daqui podemos traçar o perfil de uma fundadora, realçando as suas virtudes heroicas

Perfil heroico de uma fundadora

- Maturidade = dia em que a irmã Maria Elisabeth completava os 18 anos. Independência e responsabilidade em relação a outros .
- Comunhão = juntaram-se. Ninguém se salva sozinho. Amor à Igreja. Filiação na Família Franciscana. Colégio São Jorge.
- Partilha = ambas fundaram a congregação. Regra e espírito de São Francisco. Levar aos outros as graças recebidas.
- Identidade = ambas Maria, Senhora das Vitórias. Mesmos sentimentos e mesma adesão a Deus Pai. Identificar-se com os pobres, doentes e necessitados.
- Santidade = dar espiritualidade à vida e dar vida à espiritualidade. Cada carisma é um jeito próprio de santificar a vida e dar vida à santidade.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cala-te e sai...


3ª Feira - I Semana Comum


Da Primeira Leitura:
- Com lágrimas se reza a pedir e com lágrimas se agradece.
- Rezar é 'desabafar', é abrir o coração a Deus.

Do Evangelho:
- Autoridade de Jesus.
Autoridade e autor provêm do mesmo étimo. Vêm do verbo augere que significa fazer crescer, aumentar, produzir, ser o promotor e o responsável por alguma coisa. Autoridade é a qualidade do autor, de quem faz crescer, do fundador de alguma coisa, o que tem o poder de fazer ou é o responsável por isso. É o contrário de autoritarismo que é a qualidade de quem faz crescer a si mesmo, que se promove a si mesmo... e faz diminuir os outos. Jesus falava com autoridade, isto é, fazia crescer os outros, promovia quem o escutava, levantava quem estava em baixo... Era mesmo uma autoridade, um autor que fazia crescer os outros.
- Cala-te e sai desse homem...
Em geral nós dizemos: come e cala-te, de maneira ofensiva, quando queremos que alguém não refile. Devíamos dizer antes: cala-te e come... não gastes tempo com palavras, come porque é para isso que aqui estás. Jesus também convida alguém a calar-se e a sair... como que a dizer que se deve afirmar não pelas palavras, mas pelas obras. Cala-te, não digas nada, pois não é quem diz Senhor, Senhor... Não digas nada, mas sai, faz, mostra obras e não palavras...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Estar ocupado


2ª Feira - I Semana Comum

A - Vem
Começámos, há tempos, um novo ano litúrgico com o Advento repetindo insistentemente: Maranathá, vem Senhor.
Iniciamos, agora, o tempo Comum, em que Jesus insistentemente nos repete: Vem e segue-me.
É próprio do cristão ir ao encontro de Deus e deixar que Deus venha ao seu encontro.
Quanto mais repetimos Vem Senhor, tanto mais Ele nos repetirá Vem e segue-me.

B – Estar ocupado
Jesus chamou para colaborar consigo dois pares de irmãos; uns que estavam a lançar as redes e outros que consertavam as redes. Ele não convidou ninguém que estivesse desocupado.
Conta o Cardeal Seán O’Malley que certo dia, o arcebispo de Nova Iorque recebeu, pelo telefone interno, a chamada da rececionista:
- Eminência, está aqui um homem na entrada que diz ser Jesus Cristo. O que é que eu faço?
O Arcebispo respondeu prontamente:
- Dê a impressão de estar muito ocupada!
Aquele mendigo, fora do seu juízo, dizia que era Jesus Cristo e era de facto Jesus Cristo na aparência confrangedora, num pequenino, simples e pobre, pois quem receber um destes pobres pequeninos a mim recebe, disso o próprio Jesus.
Mas não temos de parecer ocupados, temos mesmo é de estar ocupados para que Jesus nos convide…


domingo, 12 de janeiro de 2014

Memorial Pe. Colombo (11)

Cálice e patena

Durante este mês de janeiro encerramos as comemorações do centenário do nascimento do Pe. Ângelo Colombo (25 de janeiro de 1913 - 4 de maio de 1995).
Para assinalar esta efeméride durante este mês as Eucaristias na Capela do Colégio Missionário, por ele fundado, estão a ser celebradas com o Cálice e a Patena que lhe foi oferecido para a Missa Nova na sua terra natal.
Que este cálice seja um símbolo privilegiado do sacerdote que foi o Pe. Ângelo Colombo.
Na ordenação sacerdotal é entregue ao novo sacerdote o cálice e a patena com estas palavras:
- Recebe a oblação do povo santo a ser oferecida a Deus. Compreende o que fazes, imita o que celebras, conforma a tua vida com o ministério da Cruz do Senhor.