terça-feira, 25 de junho de 2024

Aumentai a porta estreita


3ª feira – XII semana comum

Por que o Senhor afirma que a porta é estreita e que muitos tentarão e não conseguirão? 

Será que Deus nos preparou uma armadilha?

A porta é estreita porque nos tornamos grandes demais, autossuficientes demais, prepotentes demais, demasiadamente cheios de nós mesmos, inchados!

A porta é estreita porque os nossos defeitos são largos…

Portanto, há um combate a ser travado em nós, para nos adequarmos ao Reino de Deus. 

O Reino é para os pequenos, e nos tornamos gigantes pelo orgulho, pela soberba e pela autossuficiência. 

O Reino é para as crianças, e nos tornamos adultos no sentido da desconfiança, do cinismo, do cálculo segundo a carne!


Quando Miguel de Unamuno morreu, encontraram na sua mesa de trabalho estes versos:

"Aumenta a porta, meu Pai, para que eu possa passar!

Tu a fizeste para as crianças e eu cresci, a meu pesar!

Se não aumentas a porta, diminui-me, por piedade!

Faz-me voltar à idade em que viver era sonhar!".

 

É isso mesmo. Voltar a ser criança, a ser pobre, a ser confiante, pequeno, diante do Senhor!

Deixar que o Senhor reine em nós, que o seu reino nos invada!

Mas parece difícil porque crescemos, queremos nós mesmos controlar a nossa vida, decidir de modo autónomo, sem Deus, os nossos passos!

Seguindo a nossa lógica, os nossos instintos, as nossas paixões, não entraremos nessa porta do Reino de Deus.

Não entrará no Reino quem primeiro não deixar o Reino entrar em si, no seu coração e na sua vida! (Cf. D. Henrique Soares da Costa)

 

Ver também:

Procurar a porta estreita

A porta estreita é a cruz

A porta continua estreita

Porta humilde e estreita

Porta elegante e fina

Caminho apertado

A porta da Cruz

As aparências enganam

Porta estreita e baixa

Porta estreita

 

segunda-feira, 24 de junho de 2024

A alegria de João Baptista


Solenidade do Nascimento de São João Baptista

Pintura de Greg Olsen  intitulada "O Caminho da Alegria"
que retrata um encontro entre João Baptista e Jesus

Normalmente identificamos São João Baptista com a sua vida austera e penitente no deserto, mas esquecemos que o evangelho une a sua figura à verdadeira alegria.  De facto, o povo simples celebra São João Baptista com renovada alegria, fazendo parte dos santos mais populares.

Não faltam exemplos nos Evangelhos para provar essa alegria:

- O anjo disse-lhe: - Não temas, Zacarias, porque Isabel, tua esposa, te dará um filho, ao qual lhe darás o nome de João. Será para ti motivo de grande alegria e muitos hão de alegrar-se com o seu nascimento (Lc 1:13-14).

- Isabel exclamou: - Logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio (Lc 1,44).

- Quando João nasceu, os seus vizinhos alegraram-se com ela (Lc 1,58).

- João disse: - O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria. E tornou-se completa! Ele é que deve crescer e eu diminuir (Jo 3,30).

- Jesus disse: João era uma lâmpada ardente e luminosa e vós por instantes quisestes alegrar-vos com a sua luz (Jo 5,35).

 

Com Santo Agostinho podemos concluir: João não tem alegria em si mesmo. Quem quer encontrar em si mesmo a causa da sua alegria, ficará sempre triste; Mas quem quiser encontrar a sua alegria em Deus será sempre feliz, porque Deus é eterno.

Queres ter alegria eterna?

Segue o exemplo de João Baptista.

 

Para rezar com alegria

Oração Colecta:

Concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz.


Prefácio:

Anunciamos as vossas maravilhas ao celebrarmos hoje a glória do precursor que antes de nascer exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo muitos se alegraram pelo seu nascimento.

 

Pós comunhão:

Concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, o dom de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual…

Ver também:

O austero santo popular

Benefício de Deus

O Ponteiro de Deus

Música e penitência

Quem será este menino

O precursor e o seguidor

Preparar, discernir, diminuir

Mysterium lunae

Resposta de Deus

Ficar mudo

João Baptista

Nova luz se levanta

O ritmo de Deus

Nascimento de João Baptista

 

domingo, 23 de junho de 2024

O Senhor que acalma o mar


Ano B – XII domingo comum

Podemos interpretar de 3 maneiras diferentes a barca atormentada pela tempestade do evangelho de hoje.

 

1ª – Interpretação Eclesiológica

Tradicionalmente é identificada com a comunidade (a Igreja ou a Humanidade). Esse barco é a imagem da Igreja que navega no mar deste mundo entre perigos e contradições. Às vezes parece que Jesus está dormindo e nos deixa sozinhos. Temos a impressão de que as dificuldades vão afundar esta barca de Pedro. Porém, na hora certa, Jesus acalma a tempestade e nos dá a paz. Ao longo da história quantas vezes a Igreja em dificuldades e contradições parecia sucumbir? Mas a última palavra é sempre de Deus, pois a Igreja é seu projeto.

 

2ª – Interpretação Cristológica

Este episódio pode ser a metáfora ou a parábola da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. Uma tempestade abateu-se sobre Jesus com a acusação, julgamento e condenação. Com a morte na cruz, os discípulos ficaram assustados e pensaram que tudo estava acabado. Cristo, porém, acordou do sono da morte na ressurreição e deu-lhes a paz – Sou eu não temais.

 

3ª – Interpretação individual

É isto o que nos acontece pessoalmente. A barca em dificuldades é, afinal de contas, a vida de cada um. Quando as dificuldades se multiplicam, parece que tudo se afunda sob os nossos pés. Mas temos que continuar pedindo ajuda a Cristo que parece adormecido ou ausente. Na realidade Ele nunca nos abandona, apesar de nós o abandonarmos ou deixarmo-nos adormecer. Com Ele venceremos todas as tempestades, todas as dificuldades, porque é mais forte do que o pecado, a doença ou a morte.

 

À margem

As 3 perguntas e suas respostas do evangelho de hoje.

- Porque é que surgiu uma tempestade?  

- Jesus permitiu que a barca enfrentasse uma tempestade para que os discípulos chegassem à conclusão que os amigos de Jesus não estão livres de dificuldades e tempestades. Em geral nós dizemos – o que é que eu fiz para que Deus me mande esta tormenta? As dificuldades acontecem a todos, até mesmo aos amigos de Jesus.

 

- Por que é que Jesus dormia no meio da tempestade?

- Pra que os discípulos pudessem pedir-lhe ajuda. Se ele estivesse acordado não precisariam de pedir socorro.

 

- Por que é que concluíram que até o vento e o mar obedeciam a Cristo?

- Para que todos não esquecessem que também deviam obedecer a Cristo. No meio das dificuldades e de toda a espécie de violência ninguém esqueça de obedecer, como nos lembra o vento e o mar neste episódio.

 

Para cantar:

Põe tua mão na mão do meu Senhor 

da Galileia,

põe tua mão na mão do meu Senhor 

que acalma o mar.

Meu Jesus, que cuidas de mim 

noite e dia sem cessar!

Põe tua mão na mão do meu Senhor 

que acalma o mar.

 

Para ouvir

clicar AQUI

 

Para rezar

Hino da Liturgia das Horas

 

1. Se me envolve a noite escura

E caminho sobre abismos de amargura,

Nada temo porque a Luz está comigo.

 

2. Se me colhe a tempestade

E Jesus vai a dormir na minha barca,

Nada temo porque a Paz está comigo.

 

3. Se me perco no deserto

E de sede me consumo e desfaleço,

Nada temo porque a Fonte está comigo.

 

4. Se os descrentes me insultarem

E se os ímpios mortalmente me odiarem,

Nada temo porque a Vida está comigo.

 

5. Se os amigos me deixarem

Em caminhos de miséria e orfandade,

Nada temo porque o Pai está comigo.

 

6. Se me envolve a noite escura

E caminho sobre abismos de amargura,

Nada temo porque a Luz está comigo.

 

(Completas (II) de Domingo

Letra de Manuel de Jesus Ferreira (século XX)

 

Ver também:

No mar da vida

Navegar com Jesus

Envergonhados

Jesus dormia

Tempestade e bonança

 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Pai nosso ou pai de todos?


5ª feira – XI semana comum

 

Por coincidência no Ofício de Leitura de hoje pode ler-se mais uma página de O tratado de São Cipriano (Século III) sobre a Oração Dominical:

E assim como chamamos Pai nosso, por Ele é Pai dos que P conhecem e creem nele, também dizemos o pão nosso, porque Cristo é o pão daqueles que recebem o seu Corpo.

Porque é que Jesus ensina a dizer PAI NOSSO e não PAI DE TODOS?

E porque é que devemos dizer O PÃO NOSSO e não O PÃO DE TODOS?

 

São Cipriano dá-nos a explicação no Tratado acima apresentado.

De facto, chamamos a Deus Nosso Pai e não Pai de Todos porque ele é pai dos que o conhecem e creem nele.

Então devemos dizer que Deus não é Pai de todos?

Ele é Pai de Todos na medida que o invocamos.

Ele é Pai de Todos os que o invocam.

Na mesma linha o Pão que pedimos, não é o Pão de Todos, mas o Pão Nosso.

De facto, o Pão da vida é Cristo, e é pão nosso e não pão de todos porque Cristo é o pão daqueles que recebem o seu corpo.

 

Logo depois pedimos o perdão.

De facto, depois do alimento pedimos o perdão para todos.

Agora sim é o perdão de todos e não apenas o nosso perdão porque para termos o nosso perdão todos devem ter também o seu perdão.

 

Para continuar a refletir:

Se dizemos Pai Nosso, sentimo-nos todos irmãos à volta do Pai.

Se dizemos Pai de Todos, continuamos a marcar a diferença de cada um.

 

À margem:

Durante a homilia de hoje fiquei com vontade de propor a seguinte experiência:

Já estamos habituados a rezar a Oração do Pai Nosso. Não vale a pena fazer grandes reflexões ou explicações. Basta apenas lembrar ou saborear o que se reza tantas vezes durante a jornada.

Então a melhor estratégia para saborear e recordar essa oração é pô-la por escrito: distribuiu uma folha em branco e um lápis e cada um passou para o papel a oração do Pi Nosso. Alguns levaram muito tempo… outros redescobriram maravilhas nessa oração, uns chegaram à conclusão de que até então não sabiam bem o que rezavam, etc. etc.

Às vezes é bom recomeçar de novo.

 

Ver também:

A miniatura do Pai Nosso

Rezar é amar

Poucas palavras e muito devagar

Onde, como e o que rezar

 

Ver ainda etiqueta neste blogue – Pai-Nosso

 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Vantagem de orar em segredo


4ª feira – XI semana comum

 

Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto te dará a recompensa…

Vantagem da oração em segredo:

- Evita distrações.

- Promove a humildade e simplicidade.

- Foge do orgulho e vaidade.

- Centra-se no essencial.

- Porque desvia-se da avaliação dos outros.

- É mais fácil, pois nem precisa de palavras.

- Nem é necessário acender a luz.

- Porque sentimos Deus mais presente ou mais próximo.

- Porque o barulho não ajuda a oração nem a oração precisa de barulho.

- Porque rezar não é mostrar-se, mas unir-se.

- Porque em privado somos mais sinceros e transparentes.

- Porque no recolhimento há um céu aberto num quarto fechado.

- Porque Deus gosta de bater à porta.

- Enfim, porque é assim que falamos com os nossos amigos – em segredo e baixinho. Porque falamos baixinho e não gritamos porque os nossos corações estão muito perto um do outro. Também falamos baixinho com Deus porque estamos perto do seu coração e ele perto do nosso coração.

 

Para continuar:

Quais as vantagens de fazer jejum ou sacrifícios em segredo?

Quais as vantagens de dar esmola em segredo?

 

Ver também:

Qual é a alma do negócio?

Amar em segredo

Dar com alegria

Serviço ou ser visto

Quando jejuares

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Oferece a face da dignidade


2ª feira – XI semana comum

Se alguém te forçar a caminhar um quilómetro, vai com ele dois quilómetros…

Os soldados do exército romano tinham o direito legal de forçar qualquer súbdito de um território ocupado a carregar consigo as suas mochilas e equipamentos pesados. No entanto, o limite legal era de 1.000 passos – ou seja, uma milha romana (aproximadamente meia milha hoje). Assim, o “sujeito” foi na verdade transformado em um objeto para ser usado como mula de carga. Mas ao oferecer-se para ultrapassar o limite, o objeto humano silenciado e oprimido estaria recuperando o estatuto de sujeito. Ao fazer esta livre escolha, ele não estaria apenas demonstrando a extravagante generosidade de Deus; ele também colocaria o soldado numa situação embaraçosa, porque permitir a milha extra seria, na verdade, infringir a lei.

Assim a quem te oferece a opressão, oferece a outra face, a face da tua dignidade.

A oferta da “segunda milha” foi na verdade uma forma de desmascarar o jogo de poder, de subverter o sistema de forma não violenta, entrando diretamente no ridículo de tudo isto. E isso não é covardia. É preciso muita coragem. Este ato subversivo inverte a dinâmica do poder. A tentativa do soldado de intimidar e humilhar o camponês leva agora a um constrangimento desconfortável.

Jesus não está apenas caminhando passivamente com um soldado; ele está compartilhando com ele e até ensinando-o. E embora Jesus seja claramente aquele que não tem poder algum na situação, o soldado fica cativado pelo que tem a dizer, porque fala a partir da sabedoria única que só existe no coração dos oprimidos. (Inspirado em autor desconhecido)

 

 

A face da verdade

Jesus vive sempre o que ensina e ensina sempre o que vive.

Também ao propor que os seus discípulos oferecessem a outra face quando alguém usasse de violência, mais tarde daria o exemplo.

Jesus ofereceu a outra face no tribunal que o condenou à morte.

Jesus disse:

- Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.

Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

- É assim que respondes ao sumo sacerdote?

Respondeu-lhe Jesus:

- Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?

A quem lhe bateu numa face Jesus mostrou-lhe a outra, a face da verdade.

 

Ver também:

A vida é policromada

Oferece nova oportunidade

É lógico amar os inimigos

Focar o bem ou o mal

Sem inimigos

O amor tudo apaga

Amar a todos

A outra face

Ama o teu inimigo

As duas faces

Transbordar o amor

Amar os inimigos

Outra face

Oferecer outra face

 

domingo, 16 de junho de 2024

Ninguém nasce grande


Ano B – XI domingo comum

 


Deus podia fazer com que as coisas acontecessem sem a nossa participação e tudo surgisse já de forma completa e perfeita. Nós podíamos ter nascido já completos, sem precisarmos de crescer ou amadurecer.

Mas Deus quis fazer a sua obra com paciência e humildade, respeitando o nosso ritmo, por isso caminha lentamente ao nosso lado.

Ele planta pequenas sementes no nosso coração que devem germinar e dar frutos.

Cada vez que ouvimos a Palavra de deus, recebemos o Corpo de Cristo ou acolhemos o seu perdão, ele está a semear no nosso coração.

Cabe a nós receber essas sementes com gratidão e deixá-las crescer.

Muitas vezes não percebemos, porque gostamos de coisas grandes e espetaculares, mas Deus tem uma forma diferente de se manifestar. Ele estabeleceu a sua salvação no meio de nós como um grão de mostarda que cresce, embora não compreendamos bem como.


À margem 1

Sempre ouvi dizer que ninguém nasce ensinado, tal como ninguém nasce grande.

Aqui nos Açores há uma maneira de dizer a mesma coisa:

Ninguém nasce aprendido.

E assim se vai morrendo e aprendendo.


À margem 2

Há um provérbio chinês que diz – não dês peixe ao pedinte; ensina-lhe a pescar. De facto, dando ao homem um peixe e ele se alimentará por um dia. Ensinando-o a pescar e ele se alimentará por toda a vida. Mas este provérbio tem fundamento evangélico. Foi o que aconteceu na pesca milagrosa. Jesus disse-lhe para lançar as redes, eles obedeceram e pescaram muito peixe. Jesus, de facto, não deu o peixe, mas ensinou-os a pescar.

Do mesmo modo podia haver um provérbio que poderia dizer: Não esperes que Deus te dê pão. Aceita as sementes que ele de dá e o pão não te faltará…

 

Ver também:

Sementes do reino

Semeando mostarda

A praga da mostarda

Jesus é grão e fermento

Grão a grão

Sementes de humildade

Pequenas grandes coisas

Lições da mostarda

Grão de trigo e de mostarda

Mostarda

Em particular

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

O tão grande Santo António

 

Festa de Santo António de Lisboa

Presbítero e Doutor da Igreja, Padroeiro de Portugal

 

Porque que é tão grande Santo António?

 

1º - Porque “chamar a Santo António Antonino (para o distinguir de Santo Antão ou Santo António abade do deserto), são dois agravos em um agravo.

O primeiro da comparação. O segundo da preferência. Não só agravo de António o preferir-se-lhe outro, senão também o comparar-se-lhe.

Olhai para aquele altar: Foi tão grande Santo António, que Cristo diante dele, parece pequeno. Falo da grandeza das obras, e tenho licença do mesmo Cristo para o dizer assim: Alguns dos que crerem em mim, diz Cristo, não só farão as obras que eu faço, senão ainda maiores.” (Pe. António Vieira, sermão de Santo António, na igreja dos portugueses em Roma).

2º - Porque podemos acrescentar: Cristo diante de Santo António parece pequeno para confirmar a sua palavra: Quem se humilha será engrandecido por Deus.

3º - Porque Jesus diz no evangelho de hoje que aquele que praticar os mandamentos e ensinar será grande no reino dos Céus.

Santo António padroeiro das causas perdidas

Invocar Santo António de Lisboa, como padroeiro das causas perdidas é uma devoção sempre atual, especialmente no sistema de correio de hoje de compras por internet, onde pacotes e cartas costumam ser extraviados.

Antigamente os católicos escreviam SAG no verso dos seus envelopes na esperança de chegarem com segurança ao seu destino. É uma tradição com 300 anos que remonta a 1729 quando uma esposa tentou várias vezes corresponder-se com o seu marido comerciante em viagem da Espanha para o Peru. Não tendo recebido resposta às suas cartas, a ansiosa esposa escreveu uma carta e colocou-a nas mãos da imagem de Santo António na sua igreja local. Depois de alguns dias e repetidas orações ao santo das causas perdidas, ela foi à igreja e encontrou uma carta endereçada a si pelo marido com algum dinheiro.

A partir daí muita gente começou a colar uma imagem de Santo António no envelope das suas cartas com a sigla SAG, isto é, Santo António Guia.

 

Ver também:

O santo de Fernando Pessoa

O santo que perdeu o menino

Pátrias de Santo António

O santo da nossa festa

De Lisboa ou de Pádua

O milagre que falta

Utilidade pública

A língua de santo António

Santo António

António Santo