Depois das festas natalícias, do tempo forte do Advento
e do Natal, depois das grandes solenidades, estamos de volta ao tempo comum, ao
ritmo ordinário e ao ambiente quotidiano.
É bom saber que Deus nos acompanha não só nos momentos
especiais, mas também agora quando parece que nada acontece.
É bom também saber que do dia a dia continuamos a ter
muito a celebrar, a agradecer e a engradecer.
O tempo normal é mais calmo enquanto o tempo solene é mais eufórico e envolvente. Precisamos de intercalar um com o outro.
Se houvesse sempre festa, essas celebrações tornar-se-iam
banais e enfadonhas.
Precisamos de festas, mas também do normal da vida
para valorizarmos uma e outro.
Depois das festas aspiramos a maior calma. E depois de algum tempo de calma, aspiramos a alguma agitação.
Gosto das festas porque me retiram do normal habitual.
Gosto do normal habitual porque me faz aspirar pelos momentos
especiais das festas.
Na sucessão dos tempos e das festas recordamos e
vivemos os mistérios da salvação.
A Cristo que era, que é e que vem, Senhor do tempo e
da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Ámen!
À margem:
Além dos tempos que têm um carácter próprio, ficam 33
ou 34 semanas, no decurso do ano litúrgico, em que não se celebra algum aspeto
peculiar do mistério de Cristo, mas recorda-se sobretudo o próprio mistério de
Cristo na sua plenitude, principalmente aos domingos. Este período de tempo
recebe o nome de Tempo Comum – em latim, tempus per annum (tempo durante o ano).

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