quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Aprendendo a ajoelhar

 

Nas minhas caminhadas ao fim da tarde já presenciei muitas quedas, tanto de miúdos como de graúdos, de gente debilitada e de atletas nas melhores condições físicas. Até já me vi estirado no chão sem saber o que me aconteceu…

De todas estas experiências, a que mais me sensibilizou foi a de uma criança de tenra idade, não propriamente por ser criança, mas pela lição que desde então guardei.

A avó passeava com o seu netinho. Ele à frente e a avó um pouco atrás porque nem sempre conseguia acompanhar o ritmo da criança.

Ao querer apanhar o peluche caído no chão o miúdo inclinou-se demasiado para a frente. Como não dobrou os joelhos, estirou-se de cara no chão e começou a chorar. A avó, toda preocupada, ajoelhou-se, abraçou o miúdo, pegou no peluche e disse para o neto, com toda a ternura:

- Se não queres cair, tens de aprender a ajoelhar. Faz como eu.

E o miúdo ficou a olhar para avó, feita do seu tamanho, ajoelhada no meio do passeio.

E eu continuei a minha caminhada repetindo vezes sem conta esse refrão:

- Se não queres cair, aprende a ajoelhar.

Esta é a recomendação não só para os mais novos, mas para todas as idades.

De facto, quantos adultos estão caídos porque não se ajoelham.

Se não queres cair…

Por outras palavras:

- De joelhos ninguém tropeça.

- As almas conquistam-se de joelhos! (São Carlos Borromeu)

- Dobrar o joelho é inclinar o coração.

- Ninguém é tão alto quanto um cristão de joelhos.

- De joelhos diante de Deus, de pé diante dos homens. (D. António Ferreira Gomes)

Se não queres cair, aprende a ajoelhar.

 

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