Nas
minhas caminhadas ao fim da tarde já presenciei muitas quedas, tanto de miúdos
como de graúdos, de gente debilitada e de atletas nas melhores condições
físicas. Até já me vi estirado no chão sem saber o que me aconteceu…
De
todas estas experiências, a que mais me sensibilizou foi a de uma criança de
tenra idade, não propriamente por ser criança, mas pela lição que desde então
guardei.
A
avó passeava com o seu netinho. Ele à frente e a avó um pouco atrás porque nem
sempre conseguia acompanhar o ritmo da criança.
Ao
querer apanhar o peluche caído no chão o miúdo inclinou-se demasiado para a
frente. Como não dobrou os joelhos, estirou-se de cara no chão e começou a
chorar. A avó, toda preocupada, ajoelhou-se, abraçou o miúdo, pegou no peluche
e disse para o neto, com toda a ternura:
- Se
não queres cair, tens de aprender a ajoelhar. Faz como eu.
E o
miúdo ficou a olhar para avó, feita do seu tamanho, ajoelhada no meio do
passeio.
E eu
continuei a minha caminhada repetindo vezes sem conta esse refrão:
- Se
não queres cair, aprende a ajoelhar.
Esta
é a recomendação não só para os mais novos, mas para todas as idades.
De
facto, quantos adultos estão caídos porque não se ajoelham.
Se
não queres cair…
Por
outras palavras:
- De
joelhos ninguém tropeça.
- As
almas conquistam-se de joelhos! (São Carlos Borromeu)
-
Dobrar o joelho é inclinar o coração.
-
Ninguém é tão alto quanto um cristão de joelhos.
- De
joelhos diante de Deus, de pé diante dos homens. (D. António Ferreira Gomes)
Se
não queres cair, aprende a ajoelhar.

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