quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Pensamento social (3)


Pensamento e ação social do Pe. Dehon

 

Está a decorrer em Roma, de 13 a 18 de fevereiro, a IX Conferência Geral dos Dehonianos (SCJ) sobre o tema: Os dehonianos em compromissos sociais (o impacto do amor de Deus na nossa sociedade)

Logotipo da IX Conferência Geral

- A base é uma BÍBLIA ABERTA que simboliza a Palavra de Deus. É o fundamento da nossa vida espiritual e um aspeto importante da nossa Conferência Geral. Desta fonte, o Padre Dehon bebeu do amor de Deus. A partir da meditação das Escrituras, os dehonianos buscam a força para sua missão de adoração e reparação, especialmente com os mais vulneráveis.

- Nas CHAMAS vemos o amor que vem da Palavra de Deus. É a luz do Evangelho que inflamou o Padre Dehon e continua a inflamar-nos até hoje. Elas representam o impacto do amor de Deus em nossa sociedade.

- O símbolo do ÓMEGA não só nos aponta para o fim (escatologia), mas também simboliza a vinda do Reino pelo qual Pe. Dehon trabalhou e que os dehonianos continuam através da missão de adoração e reparação. É também o símbolo da plenitude.

- A CRUZ está no coração do logotipo e nos mostra que estamos ligados por um propósito comum: Sint Unum no Coração de Deus.

- Os TRÊS PONTOS nas chamas simbolizam o mistério da Trindade.

- A COR VERDE do arco ómega expressa esperança e se refere à natureza e a nossa casa comum que devemos cuidar como parte do nosso compromisso social.

- O CÍRCULO simboliza a Eucaristia que é o coração e o cume de nossa fé

 

Para nos inspirar e ajudar a refletir, partilhamos livremente, isto é, sem rigor científico, algumas citações do Pe. Dehon sobre essa matéria.

 

O que pensava, escrevia, ensinava e fazia o Pe. Dehon no compromisso social:

 

Jesus foi um trabalhador, um operário de profissão, até à idade de trinta anos. Depois, durante três anos, foi um operário apostólico. Conheceu o trabalho duro, a fadiga e o suor. Durante vinte e cinco anos esteve enterrado na poeira de uma oficina, dobrado de manhã à noite sobre as tábuas que aplaina e sobre os socos de charrua que modela. Bateu rudemente com o martelo e o machado. Não fez Ele todas as coisas?

 

Quando a anarquia se acusa em toda a parte, na família e no Estado, a Igreja permanece uma sociedade de obedientes, porque tem as suas origens em Nazaré.

 

É preciso agir! Estudemos, espalhemos a verdade, organizemo-nos. Se queremos que Cristo reine, é preciso que ninguém nos ultrapasse no amor ao povo.

 

Experimentai e conseguireis. O povo tem prevenções contra os católicos. Pensa que não temos qualquer preocupação pelos seus interesses temporais. Provai-lhe o contrário através das vossas obras. A caridade não lhe basta, ele pede a justiça e a caridade sociais, e tem razão.

 

É pelas suas obras que Nosso Senhor quer reentrar na nossa vida social e aí estabelecer o seu reino. É preciso merecer esta ressurreição, com a prática da justiça e da caridade para com todos.

 

As missões longínquas, as missões populares, a educação dos filhos, as obras para libertar os deserdados deste mundo… que belo programa de zelo e de caridade em união com o Coração de Jesus! Mas é preciso que reservemos sempre tempo para as nossas adorações quotidianas.

 

A justiça exige que aquele que trabalha tenha o alimento suficiente e possa alimentar a sua família, que ele se vista convenientemente e seja decentemente alojado.

 

As máquinas deviam ajudar o operário, facilitar o trabalho, aumentar o produto, baixar o custo de vida. Elas não estiveram ao serviço do operário, o operário é que esteve ao serviço da máquina. O progresso verdadeiro e belo é o da dignidade humana.

 

Fui levado pela Providência a cruzar muitos sulcos, mas dois sobretudo deixarão uma pegada profunda: a ação social cristã e a vida de amor, de reparação e de imolação ao Sagrado Coração de Jesus.

 

Tentei dois grandes empreendimentos: levar os padres e os fiéis ao Coração de Jesus para lhe oferecer uma homenagem quotidiana de adoração e de amor, este apostolado que deve continuar: e contribuir par a recuperação das massas populares pelo reino da justiça e da caridade, trabalho que também deve ser continuado.

 

A salvação do povo tem de vir do próprio povo.

 

Somos os filhos d’Aquele que distribuía o pão das almas, também o pão material no monte das Bem-aventuranças.

 

Jesus teve piedade da multidão, não somente porque ela não tinha ainda recebido o benefício da fé, mas porque tinha fome. Estudemos as questões da justiça social, apliquemo-nos às obras sociais.

 

Vejo bons padres que parecem esperar demasiadamente o incremento por um golpe da Providência. O que é preciso é gastar-se, lutar, ir ao povo, e fazer como se tudo dependesse de nós.

 

Se um homem rico e bom tem mendigos à sua porta, quais socorrerá primeiro? Não são os mais pobres, os mais miseráveis? Deus não faz de outra maneira.

 

Hoje não basta um apostolado espiritual é preciso um apostolado de transformação social.

 

Ir ao povo será a nossa cruzada contra a escravidão económica.

 

Cristo foi posto fora a vida política e da vida económica. Ele quer reentrar aí com os seus benefícios, com o reino da justiça e da caridade. Mãos à obra!

 

Zelo pelo reino de Nosso Senhor. Devo fazê-l’O reinar, primeiro na minha vida privada, submetendo-lhe toda a minha vontade, todas as minhas ações. Devo trabalhar para o seu reino social pela ação e pela verdadeira doutrina.

 

Toda a reforma económica e social está em germe nos princípios que Jesus coloca: a paternidade divina e a fraternidade de todos. Ele dá o exemplo: é operário, filho de operário, reclama a justiça, o respeito, a afeição fraterna.

 

Nós sacerdotes somos os amantes apaixonados do progresso.

 

O luxo foi outrora o cancro dos ricos; hoje é a lepra dos pobres. Possuir e gozar tornaram-se os fins da vida.

 

O mal do nosso tempo é a timidez, a frouxidão, o laxismo e o desespero.

 

O nosso ideal de apóstolos é o bem temporal do povo unido ao seu bem espiritual.

 

O sacerdote deve ser um homem do seu tempo


O único laço social verdadeiramente eficaz é uma religião comprometida com as bases.

 

Se queremos que Cristo reine é melhor que nenhum grupo político nos supere na preocupação pelo bem do povo.

 

Só uma visão cristã da vida pode levar à paz social que faz reinar a justiça e a caridade.


Um homem que queira mudar a sociedade não pode ter ideias tímidas.

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Pensamento social (2)


Pensamento e ação social do Pe. Dehon

 

Está a decorrer em Roma, de 13 a 18 de fevereiro, a IX Conferência Geral dos Dehonianos (SCJ) sobre o tema: Os dehonianos em compromissos sociais (o impacto do amor de Deus na nossa sociedade)

O impacto do amor de Deus na nossa sociedade

Para nos inspirar e ajudar a refletir, partilhamos outro conjunto de citações do Pe. Dehon sobre essa matéria.

 

O que pensava, escrevia, ensinava e fazia o Pe. Dehon no compromisso social:

 

A religião não diminui o amor à família, mas torna-o mais verdadeiro e mais ardente.  (Carta aos seus pais, 10/01/1866, Inv. 218.10, AD: B18/9.10)

 

As nações caminham para a decadência quando perdem o sopro religioso. (Para Além dos Pirinéus, Ed. Pontificaux, Paris, Pág. 223)

 

Constatei, nas viagens, que o homem é naturalmente religioso, que todos os povos têm sempre honrado o divino e que o ateísmo moderno é uma monstruosidade contra a natureza.  (NQ, 1925, Pág. 103)

 

Cumprir tranquilamente as funções ordinárias do Santo Ministério já não basta. É preciso ir à procura das almas. É preciso esforçar-se por ganhar os homens sobretudo os operários.  (O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 577)

 

Jovens cavaleiros, este deve ser o vosso ideal, este deve ser o vosso plano de vida: o livro e a espada devem caracterizar a vossa vida, o estudo e a ação militante devem completá-la. (O sonho do jovem cavaleiro, 1903, in in I Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1979, Pág. 620)

 

Jovens, é preciso agir! Na vossa idade deve-se ter espírito de combatividade. (Discurso aos antigos alunos de São João. 08/08/1887, AD: B36)

 

Não se diga que quem trabalha para o mundo e para as honras tem mais ardor que nós que trabalhamos para Deus e para o céu. (NHV, volume III, Outubro 1865 – Outubro 1869, Pág. 16)

 

O futuro pertence a quem tiver nas suas mãos a formação das novas gerações. (A Educação e o Ensino segundo o Ideal Cristão, Prefácio, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 270)

 

O livro é bom, mas não é tudo. O livro na mão esquerda e a espada na mão direita. O livro, é a oração, é a leitura, o estudo pessoal feito na sua mesa e o estudo comunitário feito no Círculo. A espada, é a luta, o ataque e a defesa; é a ação social dos sindicatos, das caixas de crédito e dos secretariados do povo. O livro e a espada, tais são, caros jovens, as armas do vosso brasão. A igreja faz-vos seus cavaleiros. (O sonho do jovem cavaleiro, 1903, in I Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1979, Pág. 621)

 

O padre do nosso tempo deve ser o homem dos estudos e das obras sociais.(O Padre, Homem de fé e do estudo, Congresso Eclesiástico de Bourges, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, pág. 578)

 

O padre tem o remédio para todos os males da sociedade. (CR, Pág. 231)

 

O patriotismo é uma coisa santa.  (NHV, volume II, Agosto 1864 – Outubro 1865, Pág. 54)

 

O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo.  (Renovação Social Cristã, 1900, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edição CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1984, Pág. 368)

 

O progresso é a lei da humanidade. Deus propõe o desígnio do progresso material para que possa superabundar o progresso espiritual.  (O Reino do Coração de Jesus, 1900)

 

O que é preciso é investir, lutar, ir ao povo e fazer como se tudo dependesse de nós. Então somente Deus nos ajudará e agirá como só ele sabe. (NQ, 10 de Janeiro de1892, Pág. 99)

 

O reino do Coração de Jesus será preparado pelo estudo, pela oração e pelo sacrifício, e consumado pela ação, pelo zelo, pelas obras. (CR, Pág. 273)

 

O rumo impresso à educação depende particularmente da ideia que se tem acerca do homem perfeito. (Acerca da Educação Cristã, in “A Educação e o Ensino Segundo o Ideal Cristão”, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 276)

 

Os dias do congresso social valiam mais do que um retiro para mim. (NHV, volume V, Julho 1870 – Setembro 1873, Pág. 208)

 

Os padres para a sacristia, é esta a palavra de ordem dos maçónicos… (CR, Pág. 231)

 

Por todos os meios de apostolado, pelas revistas, pelos livros, pelo santo ministério, devemos trabalhar pelo Reino do Coração de Jesus nas famílias e nas sociedades. Não conheço ideal mais belo que este. (Carta aos alunos de Bergen-op-Zoom, 02/02/1919, Inv 260.15, AD: B19/5)

 

Quais são os deveres do padre relativamente à vida social? São três: Estudar, ensinar e agir. (Catecismo Social, 1898, in III Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edções Dehonianas, 1976, Pág. 73)

 

Somente o ideal cristão abarca todos os elementos da perfeição humana. (Acerca da Educação Cristã, in “A Educação e o Ensino Segundo o Ideal Cristão”, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 277)

 

Sou e quero continuar a ser um humilde apóstolo das encíclicas sociais. É o caminho luminoso e a esperança da salvação. Leão XIII quererá abençoar aquele que foi apenas o pequeno fonógrafo das suas encíclicas. (O Reino do Coração de Jesus, Setembro 1903)

 

Vós padres, ide aos vivos, ide aos homens, ide ao povo e não passareis mais por uma triste ave de funerais. (O reino do Coração de Jesus, Abril 1895)

 

Se a injustiça social não é pecado então não existe mais nenhum pecado. (Diretivas Pontifícias, 122)

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Pensamento social (1)


Pensamento e ação social do Pe. Dehon

Está a decorrer em Roma, de 13 a 18 de fevereiro, a IX Conferência Geral dos Dehonianos (SCJ) sobre o tema: Os dehonianos em compromissos sociais (o impacto do amor de Deus na nossa sociedade)

 

Para nos inspirar e ajudar a refletir, partilhamos algumas citações do Pe. Dehon sobre essa matéria.

 

O que pensava, escrevia, ensinava e fazia o Pe. Dehon no compromisso social:

 

Envergonhemo-nos por termos feito tão pouco até hoje pela causa de Jesus Cristo e dos trabalhadores. Vamos agir, em vez de agitar. Atuemos. Mãos à obra! (Crónica do Sudeste, março 1899)

 

Confesso ter assistido muitos Congressos, desde há vinte e cinco anos. Sempre os considerei como retiros de grande fervor. (Os nossos congressos IV, OSC II, 370)

 

Não censuramos a riqueza justamente adquirida. Ela é um direito absoluto. Pelo contrário, gostaríamos que ela estivesse melhor distribuída. (A renovação cristã I, Edição portuguesa, 91)

 

Diante da atual crise, para os homens sem fé, sem bravura, sem generosidade, só resto o desânimo, o pessimismo; para os valentes, os corações nobres, os apóstolos, o que se impõe é a ação. (A renovação cristã, I, Edição portuguesa, 96)

 

Quando um navio está em perigo, à visto do porto, a testemunha tímida e fraca reza, chora, se lamenta; a corajosa, sem tergiversar, lança-se ao mar, para ir salvar os náufragos, e isso lhe parece muito natural. Assim é na questão social. (A renovação cristã, I, Edição portuguesa, 96)

 

O que queremos estudar, sobretudo, são as causas morais da nossa imensa desordem social, e a primeira que encontramos, é o desvio religioso e doutrinal. O que falta à nossa sociedade é Deus. (A renovação cristã, II, Edição portuguesa, 112)

 

É preciso agir. O mal é imenso, o remédio está em nossas mãos. Estudemos, divulguemos a verdade, organizemo-nos. O poder social está hoje nas mãos do povo. É preciso ir ao povo. (A renovação cristã, II, Edição portuguesa, 127)

 

É preciso agir, mas antes deve-se estudar as questões sociais, para não agir cegamente e sem discernimento. (A renovação cristã, II, Edição portuguesa, 167)

 

É preciso agir com obras e associações. Falar é bom, mas agir é melhor. Os verdadeiros defensores dos fracos, os verdadeiros democratas cristãos são aqueles que hoje criam caixas de créditos rurais, secretariados do povo, instituições de previdência. (A renovação cristã, III, Edição portuguesa, 168)

 

O Evangelho nos ensina que Jesus curava os corpos para chegar às mentes, e multiplicava os pães para santificar as almas. (A renovação cristã, IV, Edição portuguesa, 208)

 

Uma das formas mais atuantes de apostolado é a imprensa. (A renovação cristã, IV, Edição portuguesa, 210)

 

A vitória será dos mais atuantes. (A renovação cristã, IV, Edição portuguesa, 210)

 

Vamos ao povo para esclarecê-lo, instruí-lo, amá-lo. Vamos a ele com um programa social preciso, com obras realmente populares, com uma atividade incessante. (A renovação cristã, IV, Edição portuguesa, 213)

 

O verdadeiro e belo progresso é o da dignidade humana. (A renovação cristã, VI, Edição portuguesa, 282)

 

A agitação social não é, como se poderia crer, a consequência duma questão de estômago. É uma questão de equidade, de moral e de justiça. (A renovação cristã, VIII, Edição portuguesa, 333)

 

O padre deve intervir na atual refrega social, não apenas por oportunismo, que seria bastante justificado, mas por um estrito dever de justiça e de caridade, e em rigoroso cumprimento do seu ministério pastoral. (A renovação cristã, VIII, Edição portuguesa, 333)

 

Nosso Senhor, para conquistar as almas, não curou ele os corpos, alimentou os famintos no deserto e encheu a rede dos pescadores? (A renovação cristã, VIII, Edição portuguesa, 341)

 

As novas necessidades requerem, evidentemente, nova metodologia. É preciso que a Igreja saiba mostrar que não é apenas apta para formar almas piedosas, mas também para fazer reinar a justiça social, da qual são ávidos os povos. Para isso, é preciso que o padre se dedique a novos estudos e a novas obras. (A renovação cristã, VIII, Edição portuguesa, 343)

 

É urgente que se tomem medidas imediatas e eficazes para socorrer os mais desfavorecidos. Isso não é uma questão de esmola, mas uma questão de justiça. (A renovação cristã, VIII, Edição portuguesa, 343)

 

Somente o Evangelho pode fazer reinar a justiça e a caridade. (O Reino do coração de Jesus, Agosto 1903)

 

A democracia ou será cristã ou não será democracia. (O Reino do Coração de Jesus, 1903)

 

A escola sem Deus é um erro social. (Discursos sobre a educação do carácter, in IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 434)

 

A fé nunca extingue o amor da pátria; ela ilumina-a e fortifica-a, como cultiva e faz crescer tudo o que é nobre e bom na natureza.  (Acerca do Patriotismo Cristão, in “A Educação e o Ensino Segundo o Ideal Cristão”, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 310)

 

A história do mundo, é a história da ação providencial de Deus sobre a terra. (Acerca das Letras Cristãs, in “A Educação e o Ensino Segundo o Ideal Cristão”, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 303)

 

A Igreja é a grande escola do patriotismo como é a verdadeira fonte do progresso nas letras e nas artes. (Acerca do Patriotismo Cristão, in “A Educação e o Ensino Segundo o Ideal Cristão”, IV Volume das Obras Sociais de Leão Dehon, Edizione CEDAS (Centro Dehoniano Apostolato Stampa) – Andria, 1985, Pág. 319)

domingo, 13 de fevereiro de 2022

O sermão da planície


Ano C – VI domingo comum

 

A planície do Sermão das Bem-aventuranças

O evangelista Lucas apresenta as Bem-aventuranças não como o sermão da montanha, mas como sermão da planície – Jesus desceu do monte e deteve-se num sítio plano e disse: bem-aventurados vós…

 

Nada é por acaso.

Ao apresentar assim as bem-aventuranças num sítio plano ele está a realçar vários aspetos:

- As bem-aventuranças é para todos, porque todos estão ao mesmo nível, todos iguais.

- Num sítio plano para mostrar que Jesus está ao nível dos homens para que os seus discípulos estejam ao nível do Mestre.

- Cá em baixo para que ninguém se desculpe que não pode subir, que não tem forças para tal.

- Na planície porque é aí que se deve cultivar os valores do discurso das bem-aventuranças.

- Depois de descer do monte para mostrar que essa palavra veio do alto, é palavra divina para os homens.

 

Ver também:

Procura da felicidade

Variações em reto tom

Oito palavras

Autorretrato de Jesus

Bem-aventuranças modernas

Sermão da Montanha

Puzzle de Jesus

Selfie de Jesus

Foto de Jesus

Felizes vós

Erguendo os olhos

Ser feliz aqui

Felizes os pobres

Via-sacra das Bem-aventuranças

Pai nosso das Bem-aventuranças

Ser feliz

Bem-aventurados sois vós

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Crónica de um santo (13)


Crónica de um santo na Madeira


13ª semana – O dever de estar informado

O Imperador Carlos sempre professou publicamente a sua fé, sem escondê-la por razões de conveniência ou oportunidade.

Evocava a Deus no que dizia ou escrevia. Os seus atos públicos como Imperador e Rei, e as suas ações como marido e pai de família estavam firmemente baseados nos ensinamentos da fé católica. Procurava estar sempre bem formado e informado também nessa matéria.

Achava um grande escândalo o facto de, nessa altura, a Áustria não ter um grande jornal católico próprio.

Para o Imperador Carlos “estar informado é uma questão de dever e não de prazer” ou de simples curiosidade.

Compreende-se assim o facto de nesta semana de fevereiro ter feito a assinatura da Revista Católica A Esperança, publicada na Madeira de 1919 a 1938. Além disso todos os dias comprava pessoalmente o jornal ou diário local, como um cidadão comum, plenamente integrado na sociedade e na igreja, preocupado com a sua formação e informação.

Como cidadão e como cristão, esteve sempre atento aos apelos do mundo e aos apelos de Deus que fazem eco nas coisas do mundo. Só mais tarde o Concílio Vaticano II irá equacionar esta atitude permanente de estar atento aos sinais dos tempos.

Ser santo não é viver noutro mundo, mas viver totalmente integrado no seu próprio século e assim transformá-lo em tempo de Deus.

11 de fevereiro de 1922 – sábado

A imprensa noticiou que a família imperial ia mudar-se em breve para a Quinta do Monte, propriedade do Banqueiro Luís da Rocha Machado.

 

12 de fevereiro de 1922 – domingo

 

13 de fevereiro de 1922 – segunda-feira

 

14 de fevereiro de 1922 – terça-feira

 

15 de fevereiro de 1922 – quarta-feira

Foi anunciado que os imperadores subscreveram a revista católica funchalense A Esperança.

 

16 de fevereiro de 1922 – quinta-feira

 

17 de fevereiro de 1922 – sexta-feira

 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

As lições de uma pagã


5ª feira – V semana comum

Uma mãe sirofenícia aproxima-se de Jesus para pedir a cura da sua filha.

Com a ajuda de Jesus ela dá-nos várias lições:

1ª – Lição de esperança

Ao ouvir falar de Jesus, veio cheia de esperança ter com Ele.

2ª – Lição de caridade

Ela veio pedir não para si, mas para a sua filha para quem estava disposta a fazer tudo, porque muito amava.

3ª – Lição de fé

Jesus respondeu-lhe – dizes muito bem, vai para junto da tua filha.

Ela acreditou e encontrou a filha curada.

4ª – Lição de humildade

A mulher prostrou-se, humilhou-se diante de Jesus deixou-se comparar com um cachorrinho e a sua pequenez foi recompensada.

5ª – Lição de insistência

Ela não desistiu, mas perseverou, insistiu e foi até ao fim.

6ª – Lição de diálogo

Ela pediu e escutou, respondeu e Jesus ouviu. Sem diálogo nada se consegue.

7º - Lição de gratidão

Ela mostrou-se satisfeita e agradecida até mesmo pelas migalhas que podia receber. Tudo o que vem de Deus deve ser valorizado e agradecido, tanto o pão como as migalhas.

A mãe que pede é pagã mas o amor, a fé e a esperança, a humildade, a insistência, o diálogo e a gratidão nunca são “pagãos”, são sempre divinos...


À margem 1

Qual foi o pecado do rei Salomão? Que mal é que ele fez para ser repreendido por Deus?

- Não foi ter muitas esposas e muitas mais concubinas.

- Não foi ter envelhecido.

- Não foi ter-se esquecido do exemplo de seu pai David.

- Não foi ter-se influenciado pelo paganismo.

- Não foi ter perdido poder.

- Não foi ter ficado cansado da sabedoria e da justiça.

- Não foi ter edificado templos pagãos.

- Foi simplesmente ficar com o coração dividido, pois o seu coração passou a não pertencer inteiramente ao Senhor, seu Deus. Um coração dividido dá origem a muitos males e leva à perdição.


À margem 2

Santa Escolástica, irmã gémea de São Bento. Os dois partilharam o seio materno, o berço, a família, a vida, a consagração, a sepultura, a santidade e a eternidade.

O seu nome faz jus à escola, lugar onde se ensina e se aprende, onde nos tornamos sábios.

Santa Escolástica fez da sua vida uma escola.

Na terra aprendeu na escola da vida. 

Agora no céu ensina-nos na escola da santidade.



Ver também:

Rezando com uma pagã

Os cachorrinhos

Fé e humildade

Lição dos cachorrinhos

Tríplice lição

Coração dividido

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Lições da Rainha de Sabá


4ª feira – V semana comum

A rainha de Sabá ficou maravilhada:

Se Salomão é assim tão sábio, poderoso e maravilhoso, como não será o Deus a quem ele serve?

Se os servos e os vassalos de Salomão são assim tão felizes, como será tão feliz o servo do Deus altíssimo?


Se os santos são tão bons, imagina o Deus que eles servem.

Se os eleitos de Deus são tão sábios, imagina o Deus fonte dessa sabedoria?

 

Se o céu é tão lindo, imagina Deus?

 

Ver ainda:

Os enigmas de Salomão

Lições de Salomão