5ª Feira - XVII Semana Comum
Na primeira Leitura Moisés faz levantar uma Tenda para morada de Javé entre o povo.
Deus quis morar connosco.
Nós moramos na mesma casa de Deus.
Deus é peregrino, tal como nós somos peregrinos ou nómadas a caminho da Terra Prometida.
Uma vez, depois de ter explicado isto na missa às crianças da catequese, perguntei-lhes para ver se me tinha feito compreender:
- Quem é capaz de me dizer porque é que se diz que Deus plantou a sua tenda entre nós?
Eu esperava que dissessem que Deus queria morar connosco, mas a resposta foi outra. Um garoto disse com toda a naturalidade:
- É que Deus quer passar as férias com a gente!
Mas que resposta surpreendente! De facto, hoje em dia, armar uma tenda não faz parte dos nossos hábitos de viver ou de peregrinar. Faz sim parte da nossa prática de campismo, de passar férias....
Quem me dera que toda a gente se lembrasse que, ao plantar a sua tenda entre nós, Deus quer passar as férias connosco ou que não nos esqueçamos que Ele está connosco também nas férias.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Encontrar um tesouro
4ª Feira - XVII Semana Comum
1ª - Quem descobre um tesouro torna-se ele mesmo num tesouro.
(Na 1ª Leitura, o rosto de Moisés torna-se resplandecente por contemplar a Deus resplandecente).
2ª - “Para encontrarmos uma coisa escondida, temos de nos esconder; a nossa vida deve, portanto, ser um mistério. É preciso assemelharmo-nos com Jesus.” (Teresinha do menino Jesus, carta 145).
(Escondidos e humildes, mas valiosos aos olhos de Deus!)
3ª - Quem encontra um amigo, encontra um tesouro (Ben Sirá 6,14 ou livro do Eclesiástico).
Que o nosso tesouro seja o nosso AMIGO, e o nosso AMIGO seja o nosso tesouro que encontrámos.
1ª - Quem descobre um tesouro torna-se ele mesmo num tesouro.
(Na 1ª Leitura, o rosto de Moisés torna-se resplandecente por contemplar a Deus resplandecente).
2ª - “Para encontrarmos uma coisa escondida, temos de nos esconder; a nossa vida deve, portanto, ser um mistério. É preciso assemelharmo-nos com Jesus.” (Teresinha do menino Jesus, carta 145).
(Escondidos e humildes, mas valiosos aos olhos de Deus!)
3ª - Quem encontra um amigo, encontra um tesouro (Ben Sirá 6,14 ou livro do Eclesiástico).
Que o nosso tesouro seja o nosso AMIGO, e o nosso AMIGO seja o nosso tesouro que encontrámos.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Joaquim e Ana
Hoje a igreja propõe-nos a celebração da memória de São Joaquim e Santa Ana, pais da Virgem santa Maria.
No Oriente, o calendário bizantino celebra esta memória não neste dia 26 de Julho, mas no dia 9 de Setembro, porque lembra o costume de felicitar os pais pelo nascimento da sua filha (8 de Setembro).
De facto no dia o nascimento de um filho quem recebe os arabéns são os pais e nºao os filhos.
Hoje então é o dia de dar os parabéns a Joaquim e a Ana pela filha que tiveram, é tempo de dar parabéns a Maria pelo filho que nos deu, e a altura de dar os parabéns a todos nós pelo irmão que nos foi dado, Jesus o Cristo.
Em geral nós chegamos aos filhos através dos pais. Na celebração de hoje nós chegamos aos pais através da sua filha, Maria de Nazaré.
Queremos também chegar a Jesus através de Maria: a Jesus por Maria e a Maria por Jesus.
Finalmente: hoje é o dia da família de Jesus.
Saibamos amar quem mais gosta de Jesus,
e saibamos amar de quem Jesus mais gosta.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Mirófora
Memória de Santa Maria Madalena
Hoje a igreja propõe-nos a contemplação de Maria Madalena como alguém que transportou perfume para ungir o corpo de Jesus deposto num sepulcro novo.
Mirófora ou miróforo é alguém que transporta perfume.
Na oração inicial da celebração lembramos que Maria Madalena foi a primeira pessoa a recber e a levar aos outros a alegria pascal do encontro com Jesus Ressuscitado.
Ele é transportadora de perfume tal como transportadora da alegria e da certeza de Cristo Vivo.
Transportar perfume é transportar alegria.
Transportar alegria é transportar Cristo Ressuscistado.
Transportar alegria é transportar Cristo Ressuscistado.
Transportar alegria é como transportar perfume, pois inebria todo o ambiente.
Transportar Cristo ressuscitado é como transportar perfume, pois envolve toda a nossa vida e a nossa circunstância.
Sejamos miróforos como Maria Madalena, pois...
Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas,
nas mãos que sabem ser generosas.
Dar o pouco que se tem a quem tem menos ainda
enriquece o doador, faz a sua alma ainda mais linda.
Dar ao próximo alegria parece coisa tão singela
aos olhos de Deus porém é das artes a mais bela.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Em parábolas
5ª Feira - XVI Semana Comum
Deus não só fala através da HISTÓRIA (1ª leitura, história do êxodo),
como também fala através das HISTÓRIAS (Evangelho, através de parábolas).
Deus não só fala através da HISTÓRIA (1ª leitura, história do êxodo),
como também fala através das HISTÓRIAS (Evangelho, através de parábolas).
terça-feira, 19 de julho de 2011
Quem são meus irmãos?
3ª Feira – XVI Semana Comum
- A tua mãe e os teus irmãos querem falar-te…
- Quem é a minha mãe e quem são meus irmãos?
E indicando com a mãos os discípulos acrescentou:
- Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe…
São minha família não os que querem falar comigo, mas aqueles a quem Eu quero falar com eles.
São meus irmãos não os que vêm ter comigo, mas aqueles a quem eu vou ter com eles.
A minha mãe não é quem eu devo obedecer, mas aquela que me obedece fazendo a vontade de Deus…
Sejamos a família de Jesus:
Em vez de procurar falar com Ele, deixemos que Ele fale connosco.
Em vez de procurar que Ele nos escute, procuremos escutá-lo sempre.
Em vez de o visitar, abramos o nosso coração para que Ele nos visita e fixe morada no nosso coração…
Em vez de manifestar a Deus as nossas aspirações e desejos, procuremos descobrir a sua vontade e viver segundo os seus desígnios…
sábado, 16 de julho de 2011
O trigo e o joio
Ano A - XVI Domingo Comum
O que é o joio?
O joio é uma erva daninha que nasce nas plantações de grãos, parecida com o trigo.
É conhecido também como cizânia e trigo bastardo ou trigo falso.
Até que a sua espiga esteja madura, é quase impossível distingui-lo do trigo verdadeiro, mesmo sob o escrutínio mais severo.
Debaixo do solo, a raiz do joio é mais ampla e profunda e se entrelaça na do trigo.
O sistema de raízes do joio é bem mais desenvolvido que o do trigo.
Arrancar o joio é arriscar tirar o trigo junto e com ele um grande torrão de terra.
A raiz do trigo é curta e desprende-se facilmente do solo.
3 chamadas de atenção:
Cuidado com as aparências
- Trigo e joio confundem-se – às vezes nós pensamos que é uma coisa e afinal é outra. Às vezes pensamos que estamos a fazer o bem e afinal estamos a fazer mal… As armas do mal ou do joio são as máscaras, o engano e a confusão. Há que estar atento e não se deixar levar pelas armas do mal. Nunca o joio pode virar trigo. O negócio do joio é parecer, aparecer e confundir. Nem tudo o que parece joio é joio e nem tudo o que parece trigo é trigo. Resistir é não se deixar confundir…
Cuidado com as precipitações
- Qualquer decisão precipitada é sempre prejudicial para todos. Há que ter paciência e agir no tempo oportuno. É preciso deixar que os frutos cheguem, pois só o trigo pode dar fruto, o joio nunca: O joio tem o chão, tem a imagem do trigo, mas não dá fruto e nem se torna pão. Só o trigo serve. Só é boa semente aquela que pode dar fruto ou pão. Entretanto, acima do solo, quando trigo e joio começam a espigar, é possível distinguir facilmente um do outro – “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20).
Cuidado com os exageros
- Na nossa vida há graças e desgraças, bem e mal. Nós somos mais propensos para ver primeiro e acima de tudo o mal: é porque a desgraça salta mais depressa à nossa vista (a palavra é mais comprida) e também porque uma só árvore a cair faz mais barulho do que toda a floresta que está a crescer.
3 compromissos:
Colaborar
- Faz parte da nossa realidade a coexistência de trigo e joio – a questão não é fazer o joio acabar, mas ajudar o trigo a não morrer, nem ser destruído, mas ajudar a crescer, dar fruto e tornar-se pão.
Acreditar
- Deus permite o mal? É preciso não confundir a vontade de Deus, com a permissão de Deus.
Confiar
- Acabar com o joio é trabalho para Deus e seus anjos. Só eles podem purificar-nos, perdoar-nos e livrar-nos do mal. Deixemos então o juízo e a retribuição nas mãos de Deus e não seremos desiludidos.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
STOP
4ª Feira - XV Semana Comum
Na Primeira Leitura a experiência de Moisés é cópia da experiência de Deus.
Nas passagens de nível podemos ler o cartaz: PÁRE, ESCUTE E OLHE.
Na experiência do Horeb o cartaz é semelhante, mas com outra ordem dos factores:
OLHE, ESCUTE E PÁRE.
Moisés Viu a sarça... Escutou a voz... Parou, descalçando as sandálias...
Também Deus apresentou a mesma ordem de factores:
Deus Viu a situação na terra... Escutou os gritos... e STOP, Basta, parou com a escravidão...
Em vez de parar para ver e escutar, devemos ver, escutar para parar, para dizer basta, para fazer STOP à escravidão.
Aliás STOP que significa?
Se Tens Olhos, Pára!
ou
Se Tens Ouvidos, Pára!
A experiência de Deus foi a experiência de Moisés e vice-versa.
Em vez de parar para ver e escutar,
saibamos ver e escutar para parar,
isto é... para fazer STOP...
Na Primeira Leitura a experiência de Moisés é cópia da experiência de Deus.
Nas passagens de nível podemos ler o cartaz: PÁRE, ESCUTE E OLHE.
Na experiência do Horeb o cartaz é semelhante, mas com outra ordem dos factores:
OLHE, ESCUTE E PÁRE.
Moisés Viu a sarça... Escutou a voz... Parou, descalçando as sandálias...
Também Deus apresentou a mesma ordem de factores:
Deus Viu a situação na terra... Escutou os gritos... e STOP, Basta, parou com a escravidão...
Em vez de parar para ver e escutar, devemos ver, escutar para parar, para dizer basta, para fazer STOP à escravidão.
Aliás STOP que significa?
Se Tens Olhos, Pára!
ou
Se Tens Ouvidos, Pára!
A experiência de Deus foi a experiência de Moisés e vice-versa.
Em vez de parar para ver e escutar,
saibamos ver e escutar para parar,
isto é... para fazer STOP...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Moisés
3ª Feira - XV Semana Comum
Na primeira leitura começa hoje a história de Moisés...
Moisés gastou 40 anos pensando que era alguém;
Outros 40 anos aprendendo que não era ninguém;
E os últimos 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.
O número de anos pode ser diferente, mas o percurso é o mesmo para cada um de nós.
Na primeira leitura começa hoje a história de Moisés...
Moisés gastou 40 anos pensando que era alguém;
Outros 40 anos aprendendo que não era ninguém;
E os últimos 40 anos descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém.
O número de anos pode ser diferente, mas o percurso é o mesmo para cada um de nós.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Oração de São Bento
Hoje celebramos a festa de São Bento, abade, padroeiro da Europa.
Oração de São Bento
Dá-me, benigníssimo Jesus,
A inteligência que Te entenda,
A sabedoria que Te encontre,
o espírito que Te ame,
o acto que Te glorifique,
os ouvidos que Te ouçam
os olhos que Te vejam,
a língua que Te louve,
a paciência que suporte os males permitidos por Ti.
Dá-me a Tua presença;
dá-me a feliz ressurreição,
e como prémio,
a vida eterna.
Amém!
Oração de São Bento
Dá-me, benigníssimo Jesus,
A inteligência que Te entenda,
A sabedoria que Te encontre,
o espírito que Te ame,
o acto que Te glorifique,
os ouvidos que Te ouçam
os olhos que Te vejam,
a língua que Te louve,
a paciência que suporte os males permitidos por Ti.
Dá-me a Tua presença;
dá-me a feliz ressurreição,
e como prémio,
a vida eterna.
Amém!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Santa Maria Goretti
No dia da beatificação (27 de Abril de 1947) a Rádio Roma pediu à mãe da heróica menina de 12 anos que proferisse algumas palavras ao microfone. Eis o que ela disse nessa noite memorável:
“Tenho a minha alma cheia de alegria. O que mais me comoveu foi ver o Papa ajoelhado diante da imagem da minha querida filha. Dia de festa, também, porque hoje recebeu a primeira comunhão um dos meus netos.
O Papa falou-me com a ternura do melhor dos pais. Abençoou-me por três vezes. Foi hoje o dia maior da minha vida. Que a minha querida filha, a nova Beata, alcance de Deus as maiores bênçãos para o Vigário de Cristo, para a Igreja, para a gente nova de todo o mundo, a quem foi dada como modelo. Quem mo havia de dizer, santo Deus! Bendito seja Ele!”
A primeira comunhão do seu neto, o pequeno Pedro, foi administrada pelo Cardeal Nicolau Canali na capela de sua residência.
Estava presente a mãe da Beata com os seus filhos, Mariano, a religiosa Irmã Santo Alfredo e a mãe do pequenito Ersília…
Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, em 1902, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzi-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes. A santa foi transportada ao hospital e antes de morrer perdoou ao assassino com as seguintes palavras: "Por amor a Jesus perdoo e quero que venha comigo para o paraíso".
Alexandre Serenelli foi capturado logo após a morte de Maria. Inicialmente, seria condenado à prisão perpétua, mas como era menor, a sentença foi comutada para 30 anos na prisão. Ele manteve-se isolado do mundo por três anos, sem demonstrar arrependimento. Até o bispo local, Monsenhor Giovanni Blandini visitá-lo na cadeia. Serenelli escreveu uma nota de agradecimento ao bispo, pedindo que o incluísse em suas orações e contando sobre um sonho que tivera, onde a santa lhe alcançava flores, que se queimavam imediatamente em suas mãos.
Após sair da prisão, visitou a mãe de Maria, Assunta, e implorou o seu perdão. Ela respondeu que se a filha lhe havia perdoado em seu leito de morte, ela não poderia fazer diferente. Ele foi aceito na Ordem Menor dos Frades Capuchinhos, vivendo num convento e trabalhando como recepcionista e jardineiro até morrer tranquilamente em 1970. Referia-se a Maria como "sua pequena santa" e esteve presente na sua canonização.
Maria Goretti foi canonizada em 1950. Segundo algumas fontes, a sua mãe foi a primeira mãe a estar presente na canonização de um filho. Alexandre Serenelli também estava presente na celebração.
domingo, 3 de julho de 2011
Vinde a Mim
Ano A - XIV Domingo Comum
Vinde a Mim todos vós que andais cansados e oprimidos...
E nós fazemos precisamente o contrário.
Quando nos sentimos cansados, estressados, angustiados, com a cabeça pesada... não estamos na disposição de ir à igreja, de rezar, de visitar ou falar com Deus.
O cansaço é uma desculpa para não falar com Deus.
Jesus quer precisamente o contrário:
Os cansados, os oprimidos, venham até Mim, diz Jesus...
E depois?
Se eu cansado, angustiado ou esgotado for à casa de Deus, com certeza que vou dizer:
Ó Deus, eu tenho este grande problema, tenho esta grande preocupação, tenho este grande medo...
Mas deve ser precisamente o contrário.
Não devo dizer a Deus que tenho um grande problema (aliás Ele já o deve saber...) mas devo dizer ao meu problema que eu tenho um grande Deus.
Não preciso dizer a Deus que tenho medo, mas devo dizer ao meu medo que eu tenho um grande Deus... e isso será o suficiente para ficar sossegado e confiante.
Vinde a Mim todos vós que andais cansados e oprimidos...
E nós fazemos precisamente o contrário.
Quando nos sentimos cansados, estressados, angustiados, com a cabeça pesada... não estamos na disposição de ir à igreja, de rezar, de visitar ou falar com Deus.
O cansaço é uma desculpa para não falar com Deus.
Jesus quer precisamente o contrário:
Os cansados, os oprimidos, venham até Mim, diz Jesus...
E depois?
Se eu cansado, angustiado ou esgotado for à casa de Deus, com certeza que vou dizer:
Ó Deus, eu tenho este grande problema, tenho esta grande preocupação, tenho este grande medo...
Mas deve ser precisamente o contrário.
Não devo dizer a Deus que tenho um grande problema (aliás Ele já o deve saber...) mas devo dizer ao meu problema que eu tenho um grande Deus.
Não preciso dizer a Deus que tenho medo, mas devo dizer ao meu medo que eu tenho um grande Deus... e isso será o suficiente para ficar sossegado e confiante.
sábado, 2 de julho de 2011
Coração Imaculado de Maria
Depois da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus a Igreja propõe-nos a contemplação do Imaculado Coração da Virgem Santa Maria.
O coração de Maria
é o retrato mais perfeito
do Coração do Seu Filho.
Em geral os filhos é que são parecidos com as suas mães.
Em geral os filhos é que são imagens do coração de suas mães.
No caso de Maria e de Jesus é precisamente o contrário:
O Coração de Maria, Mãe de Jesus, é que é parecido, semelhante ou imagem perfeita do Coração de Seu Filho Jesus.
É por isso que Ele diz:
Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração.
Por causa do seu amor infinito, Cristo Jesus tornou-se naquilo que nós somos, para fazer plenamente de nós aquilo que Ele é.
Jesus manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso...
O coração de Maria
é o retrato mais perfeito
do Coração do Seu Filho.
Em geral os filhos é que são parecidos com as suas mães.
Em geral os filhos é que são imagens do coração de suas mães.
No caso de Maria e de Jesus é precisamente o contrário:
O Coração de Maria, Mãe de Jesus, é que é parecido, semelhante ou imagem perfeita do Coração de Seu Filho Jesus.
É por isso que Ele diz:
Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração.
Por causa do seu amor infinito, Cristo Jesus tornou-se naquilo que nós somos, para fazer plenamente de nós aquilo que Ele é.
Jesus manso e humilde de Coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Cruz Invertida
Solenidade de São Pedro e São Paulo
29 de Junho é o dia em que segundo a tradição os dois apóstolos foram martirizados em Roma: um crucificado, outro decapitado.
Por que motivo São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo?
a) Como sinal de humildade: Pedro ao saber que era condenado à crucifixão, terá pedido que fosse de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer na cruz como o Senhor Jesus.
b) Como sinal de serviço: Segundo a tradição, parece que era assim o costume de crucificar os escravos. Então Pedro foi crucificado como escravo e não como homem livre - ou porque achavam que ele era escravo da sua fé ou então para comprovar que ele mesmo se apresentava como Servo dos Servos de Deus, escravo dos escravos.
c) Como sinal de contradição: contam que quando Pedro soube que iria ser crucificado terá manifestado a sua alegria por dar testemunho como o seu Mestre. Então os carrascos para o contradizer inverteram a cruz, pondo-a de cabeça para baixo só para contradizer, contrariar ou desgostar o condenado.
d) Como sinal de eternidade: Só assim Pedro podia morrer com os olhos fitos no céu. Tal não aconteceria se a cruz não estivesse invertida. Pedro morreu olhando para o alto, para o céu para onde esperava entrar e do qual tinha recebido as chaves...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Banda d'Além
2ª Feira - XIII Semana Comum
Para seguir a Cristo é preciso passar para a Banda d’Além.
Para seguir a Cristo é preciso passar para a Banda d’Além.
“Vendo Jesus à sua volta uma grande multidão,
mandou passar para a outra margem do lago (Mt 8,18).
Os barcos estão seguros se permanecerem no porto, mas não foram feitos para isso.
Aos seus discípulos Jesus sempre ordenará uma travessia.
Aos seus discípulos Jesus sempre ordenará uma travessia.
Ninguém será discípulo do Senhor se não estiver disposto a olhar adiante, empreender caminhadas, enfrentar os seus próprios medos, enfrentar situações novas, vencer as limitações, aprender mais, descobrir melhor, romper com a paralisia, simplesmente ousar, atrever-se, enfrentar temporais…
Para fazer essa travessia é preciso desatar amarras (deixar as riquezas ou os poisos de segurança, a família, a casa do pai…) desprender-se da terra, do aqui e do agora e ir em frente.
sábado, 25 de junho de 2011
Renegue-se a si mesmo
Ano A - XIII Domingo Comum
RENEGUE-SE A SI MESMO
TOME A SUA CRUZ
- Cruz como sinal de persignar-se:
persigne-se e siga-me,
isto é, arrependa-se e siga-me.
- Cruz como altar de oferecimento:
cada um tem a sua cruz,
o seu modo de se oferecer.
- Cruz como sofrimento:
esqueça-se a si mesmo,
assuma o sofrimento e siga-me.
- Renegar-se não é ficar passivo:
é abraçar uma cruz,
usar as mãos.
RENEGUE-SE A SI MESMO
TOME A SUA CRUZ
- Cruz como sinal de persignar-se:
persigne-se e siga-me,
isto é, arrependa-se e siga-me.
- Cruz como altar de oferecimento:
cada um tem a sua cruz,
o seu modo de se oferecer.
- Cruz como sofrimento:
esqueça-se a si mesmo,
assuma o sofrimento e siga-me.
- Renegar-se não é ficar passivo:
é abraçar uma cruz,
usar as mãos.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Partir
2ª Feira - XII Semana Comum
Deixar tudo e seguir... é perfeição, diz o padre António Vieira.
O Senhor disse a Abraão:
Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar.
Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei... E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas. Abraão partiu como o Senhor lhe dissera para a terra de Canaã… tinha 75 anos. (Génesis 12, 1-9)
Três propostas que Deus apresenta a Abraão: - deixar terra natal, - a pátria - e a família (casa do pai).
Três realidades: - uma geográfica, - uma cultural, -uma pessoal (de onde Abraão é chamado do fundo da sua própria identidade).
A vocação toma-o em tudo aquilo que é.
O chamamento de Deus manifesta-se, portanto, desde o início, como totalizante. Não pede um aspecto ou outro da vida de Abraão: pretende toda a vida até então vivida, e da qual é chamado a sair.
A vocação é ao mesmo tempo singular e plural.
Singular porque é um carisma pessoal dirigida a uma pessoa particular.
Plural porque engloba todas as dimensões da pessoa chamada e integra-a numa comunidade -”E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas” (Gn 12, 3).
Por esta primeira história vocacional poderemos ver como é impressionante a relação entre a singularidade e a universalidade, presente em cada vocação.
Abraão deixa de ter passado e idade – pois não há idade para ser chamado e partir.
Em Abraão desaparece tudo o que ele viveu e fez no passado, até ao momento do seu chamamento. Não pode voltar atrás.
Escreveu D. Hélder Câmara:
“...Missão é sempre partir, mas não devorar quilómetros. É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo”.
Neste processo, pregar o Evangelho muitas vezes não significa falar, mas agir.
O “ir” implica um partir, mas não de um lugar físico. Este partir significa deixar tudo: casa, família, terras... (cf. Mt 19,29) para seguir a Cristo. Deixar pai, mãe, irmãos, não significa romper com a própria família, mas abrir-se para acolher uma família ainda maior, a grande família dos filhos de Deus. O partir é um sair de si para encontrar o outro.
domingo, 19 de junho de 2011
Trinitas
Solenidade da Santissima Trindade
Conta-se que certa vez um filósofo cruzou-se com as crianças que vinham da catequese.
- O que é que aprenderam hoje?
- Hoje aprendemos o mistério da Santíssima Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- Ena pá, com tanta gente! E qual deles é o mais velho?
- As pessoas divinas são eternas portanto em Deus não há idade.
- Então o pai não é mais velho do que o filho? Insiste o filósofo.
- Claro que não. Aprendemos que há um só Deus em três pessoas iguais e distintas.
- Então diz-me lá. O teu pai não é mais velho do que tu?
- Não senhor...
- São essas mentiras que vão aprender à catequese? Olha, o meu pai é mais velho do que eu.
- Pois fique a saber que o meu não. O meu pai é há tanto tempo meu pai como eu sou seu filho. Enquanto eu não fui filho dele, ele não foi meu pai.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, ao Deus que é, que era e que vem, como era no princípio, agora e sempre.
As pessoas divinas não são três deuses porque o cumprimento, a largura e a profundidade dum corpo não são três corpos; nem a raiz, o tronco e os ramos não formam três árvores; como a forma, a cor e a fragrância da flor não fazem três flores. Assim Deus não se contenta em relacionar-se com o Homem apenas como Pai, mas também como irmão, por Jesus Cristo, e como Espírito vivificante.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Acumular no céu
6ª Feira - XI Semana comum
Não acumuleis tesouros na terra…
Acumulai tesouros no Céu…
Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração.
Não acumuleis tesouros na terra…
Acumulai tesouros no Céu…
Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração.
Mais do que negar as posses ou bens materiais, a concepção do Evangelho de Mateus era opor o projecto de riqueza ao projecto do Reino dos Céus Ambos os projectos – de riqueza e de Reino dos Céus – são opostos, pois tanto um quanto o outro ocupam todas as dimensões da vida e não se pode investir a vida em duas propostas distintas.
Nesse confronto entre Deus e a riqueza material é impossível unir as duas coisas, pois ambas exigem prioridades não sendo possível conciliá-los.
O que importa é optar, decidir-se, escolher, dar prioridade…
Optar entre duas hipóteses, é renunciar a algo para aderir ao que se acha único necessário.
Escolher algo como essencial é sinal de maturidade. Só um adulto é capaz de renunciar.
Acumulai tesouros no Céu… é o mesmo que dizer: sede adultos, maturos e responsáveis!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Quando jejuares
4ª Feira - XI Semana Comum
O jejum não muda a Deus.
Ele é sempre o mesmo, antes, durante e depois do nosso jejum.
Jejuar só mudará a nós mesmos.
Vai ajudar a manter-nos mais suscepíveis ao Espírito de Deus.
O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para connosco.
O jejum deixará o nosso espírito mais atento, pois mortifica a carne e espevita a alma.
Quando jejuamos, não devemos mirar o jejum, mas sim em Deus.
A resposta às orãções flui melhor quando jejuamos, porque através desta prática estamos a libertar o nosso espírito.
O jejum não é um fim em si mesmo, mas um meio para tomarmos consciência da nossa contingência e da nossa constante fome de Deus.
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