Hoje celebramos a memória da Beata Teresa de Calcutá,
no dia em que, em 1997 partiu para a eternidade.
Ela continua a fazer e a inspirar o bem através do seu carisma partilhado pelas Irmãs da Caridade, através dos ensinamentos que nos legou e através da sua intercessão junto de Deus.
"Se eu alguma vez vier a ser Santa,
serei certamente uma Santa da escuridão:
Estarei continuamente ausente do céu
para acender a luz de todos aqueles
que se encontram na escuridão na terra."
"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos
não é senão uma gota de água no mar,
mas o mar seria menor
se lhe faltasse essa gota."
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Odres Novos
6ª Feira - XXII Semana Comum
O VINHO NOVO E ODRE VELHO NÃO RESULTA
O VINHO NOVO E ODRE VELHO NÃO RESULTA
Os odres eram sacos de couro utilizados para guardar líquidos.
Um vinho novo só poderia ser colocado num odre novo, pois a fermentação esticava o couro do odre que não deixava o vinho transbordar.
Aquele odre não podia ser usado novamente com vinho novo, pois o odre sem elasticidade rasgar-se-ia.
Para ficar cheio do Espírito Santo de Deus o discípulo precisa ter a sua vida renovada em Cristo, pois o vinho novo de Deus não entra num odre velho e sujo. Assim como o vinho novo não combina com odre velho, o Espírito Santo não combina com uma vida de pecado.
Para ficar cheio do Espírito Santo de Deus o discípulo precisa ter a sua vida renovada em Cristo, pois o vinho novo de Deus não entra num odre velho e sujo. Assim como o vinho novo não combina com odre velho, o Espírito Santo não combina com uma vida de pecado.
Decide hoje ser um odre novo buscando uma vida de santidade, pois Deus quer levar-te mais além do que possas imaginar.
Conclusão: Jesus disse que remendo novo não combina com roupa velha, ou seja, não podemos ser cheios do espírito Santo vivendo ainda no pecado.
O discípulo não pode viver uma vida de aparência, ou somos discípulos de Jesus ou não somos.
Remendo novo em roupa velha não combina.
Vinho novo em odre velho não funciona. Amém.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Eu sou um barquinho
5ª Feira - XXII Semana Comum
Hoje, quero ser não como Simão Pedro ou algum dos primeiros chamados, mas quero simplesmente ser como o BARQUINHO que Jesus escolheu para falar, viajar, fazer-se ao largo...
Eu sou um barquinho singrando no lago...
dentro de mim Jesus vai pescar,
dentro de mim Jesus vai singrar,
dentro de mim Jesus vai remar,
dentro de mim Jesus vai falar,
dentro de mim Jesus vai dormir,
dentro de mim Ele vai viajar.
Eu levo Jesus em mim.
Eu sou uma barca singrando no lago...
dentro de mim Jesus vai pescar,
dentro de mim Jesus vai singrar,
dentro de mim Jesus vai remar,
dentro de mim Jesus vai falar,
dentro de mim Jesus vai dormir,
dentro de mim Ele vai viajar.
Eu levo Jesus em mim.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
In + Firmus
4ª Feira - XXII Semana Comum
1ª
Perguntaram-me se eu acreditava no DEMÓNIO.
E eu secamente respondi que não.
Insistiram: - Mas olhe que tem de acreditar nele, pois ele existe.
- Ai sim, justifico-me, eu não sei se existe ou não, só sei que não acredito no demónio, pois ele não é credível, não é de confiar… Além disso eu só acredito em Deus e em quem Deus acredita. De certeza que Deus não acredita nem confia no demónio.
Mas o demónio acredita em Deus: “Eu sei quem tu és, és o santo de Deus…” ouvimos hoje no evangelho.
Eu só quero acreditar em Deus… e que Deus acredito também em mim!
2ª
Jesus curou a sogra de Pedro que estava enferma… e trouxeram muitos enfermos a quem Jesus imponha as mãos e eles ficavam curados.
Isto que quer dizer?
IN + FIRMUS = não firme, inseguro, instável.
Um enfermo é alguém débil, que não se segura, que não consegue estar firme.
Então Jesus impõe-lhe a mão e dá-lhe firmeza, dá-lhe apoio seguro…
A cura que Jesus proporciona é esta firmeza, esta segurança.
Saibamos então apoiar-nos n’Ele.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Martírio de João Baptista
Neste dia celebramos o martírio de São João Baptista.
Foi Mártir porque Profeta;
foi Profeta porque Precursor;
foi Precursor porque humilde;
foi humilde, mas grande aos olhos de Deus…
Que João Baptista nos ensine a sermos especialistas como Ele na arte de:
ANUNCIAR = Comunicar ou apontar = Eis o Cordeiro de Deus
DENUNCIAR = Acusar, revelar = Não é lícito que tomes a mulher…
ENUNCIAR = Expor, demonstrar = Que havemos de fazer?...
PRENUNCIAR = Anunciar antecipadamente, predizer = Precursor
PRONUNCIAR = Declarar, proferir = Voz que clama… arrependei-vos
RENUNCIAR = Rejeitar, largar = Não sou digno… Que Ele cresça…
Foi Mártir porque Profeta;
foi Profeta porque Precursor;
foi Precursor porque humilde;
foi humilde, mas grande aos olhos de Deus…
Que João Baptista nos ensine a sermos especialistas como Ele na arte de:
ANUNCIAR = Comunicar ou apontar = Eis o Cordeiro de Deus
DENUNCIAR = Acusar, revelar = Não é lícito que tomes a mulher…
ENUNCIAR = Expor, demonstrar = Que havemos de fazer?...
PRENUNCIAR = Anunciar antecipadamente, predizer = Precursor
PRONUNCIAR = Declarar, proferir = Voz que clama… arrependei-vos
RENUNCIAR = Rejeitar, largar = Não sou digno… Que Ele cresça…
domingo, 28 de agosto de 2011
Tomar a cruz
Ano A - XXII Domingo Comum
"Quem quer ser meu discípulo, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me..."
Na nossa vida temos sempre, quer queiramos ou não, considerar 2 vontades:
A Nossa Própria Vontade
e a Vontade de Deus.
Tudo o que fazemos, decidimos ou esperamos é conformar a nossa vida com essa dupla vontade.
Consideremos duas ripas de madeira, uma maior e outra menor.
Se quisermos identificá-las com a Nossa Vontade e a Vontade de Deus, com certeza identificaríamos a maior com a de Deus e a mais cruta com a nossa própria vontade.
Como harmonizar essas vontades ou essas ripas?
- Ou coloco-as lado a lado como sendo paralelas. (Sinal de independência). Nunca conseguirei harmonizá-las, pois nunca se encontrarão. Estão ali, lado a lado como se não existissem uma para a outra. Assim não serve.
- Ou então posso colocar a ripa mais curta sobre a mais longa: sobrepor a nossa vontade limitada sobre a eterna vontade de Deus. (Sinal de autonomia, eu é que mando em mim). É uma loucura, pois fica sempre muito fora do nosso alcance. Assim não dá.
- Ou então posso colocar a ripa mais longa, a vontade de Deus, sobre a nossa, a ripa mais curta. (Sinal de aniquilamento). Também não é solução pois Deus não quer fazer desaparecer nada e nem ninguém.
- Só há uma solição: é colocar a ripa maior na vertical e sobrepor a menor na horizontal sobre a primeira, à maneira de cruz. Só assim podemos harmonizar as duas ripas ou as duas vontades: a minha e a de Deus em forma de cruz.
Tomar a cruz é conformar a nossa vontade com a de Deus, é unir as duas vontades.
A vontade de Deus é viver unido a Ele, colaborar com Ele, servir o semelhante, amar, oerdoar, fazer o bem.
Que a vontade de Deus seja a minha vontade e a minha vontade seja conformada à vontade de Deus.
Sempre que me benzo, faço a cruz, abençoo ou vejo um crucifixo posso lembrar-me que a cruz representa a união de duas vontade:
Senhor que eu queira o tu tu queres...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Parábola das donzelas
6ª Feira - XXI Semana Comum
O Reino dos céus é como 10 donzelas, cinco das quais prudentes e as outras insensatas.
Lições a tirar:
Há coisas comuns e há diferenças...
Comuns:
- Todas as donzelas estão no reino...Este é universal. O Reino dos céus é constituido por DEZ e não apenas por cinco.
- Todas as personagens têm as mesmas oportunidades, ou os meios ou as mesmas condições. Não há gente à partida mais facultada para entrar no Reino dos céus.
- Ambos os grupos passam pelas mesmas dificuldades, pela sonolência...
Diferenças:
- A diferança está no Brilho. Umas brilharão mais que as outras. Estão todas no mesmo reino mas umas terão luz mais brilhante...
- A diferença está na proximidade ou semelhança com o noivo... Umas estão junto dele, outras ficam aquém...
- Outra diferença está na pena: Se soubesse que era assim, tihna-me prevenido em terra...Quem vai ao mar avia-se em terra... para não se lamentar depois.
Cada um de nós é este grupo de 10 donzelas: às vezes somos prudentes, outras vezes insensatos.
Mas a nossa vida não deixa de ser equilibrada. É por isso que metade é assim e a outra metade é diferente... na justa medida.
Assim somos nós aos olhos de Deus, isto é, no Reino dos Céus.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Bartolomeu ou Natanael
Hoje celebramos a festa do Apóstolo Bartolomeu.
A primeira leitura abre-nos as portas do Reino de Deus:
Essa nova Jerusalém, ou novo céu e nova terra, ou reino dos céus
tem 3 portas ao Sul,
3 portas a Norte,
3 portas a Oriente,
3 portas a Ocidente.
Não faltam portas de entrada - 3 de cada lado...
para dizer que há facilidade de acesso de onde quer que se venha, há sempre tantas portas ...
Não há discriminação nenhuma, há 3 portas iguas em todos os 4 pontos cardeais...
Só não entra quem não quer, pois há portas à discrição e sem discriminação... igualdade de circunstâncias e de oportunidades.
Nem se precisa dobrar a esquina para encontrar uma porta, pois temo-la sempre à nossa frente, independentemento do nosso ponto de origem... ou de chegada.
Tudo isto é sinal da universalidade, acessibilidade, generosidade e igualdade de oportunidades do Reino de Deus...
A primeira leitura abre-nos as portas do Reino de Deus:
Essa nova Jerusalém, ou novo céu e nova terra, ou reino dos céus
tem 3 portas ao Sul,
3 portas a Norte,
3 portas a Oriente,
3 portas a Ocidente.
Não faltam portas de entrada - 3 de cada lado...
para dizer que há facilidade de acesso de onde quer que se venha, há sempre tantas portas ...
Não há discriminação nenhuma, há 3 portas iguas em todos os 4 pontos cardeais...
Só não entra quem não quer, pois há portas à discrição e sem discriminação... igualdade de circunstâncias e de oportunidades.
Nem se precisa dobrar a esquina para encontrar uma porta, pois temo-la sempre à nossa frente, independentemento do nosso ponto de origem... ou de chegada.
Tudo isto é sinal da universalidade, acessibilidade, generosidade e igualdade de oportunidades do Reino de Deus...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Cuidar do mais importante
3ª Feira - XXI Semana Comum
1ª Reflexão
Na Primeira Leitura, São Paulo diz que cuidou da comunidade de Tessalónica: apresentámo-nos no meio de vós com bondade, como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar.
Isto que quer dizer?
Há sempre uma dimensão marterna ou familiar na missão,
e há uma dimensão missionária na família ou na comunidade materna...
2ª Reflexão
No Evangelho: Limpa primeiro o interior do copo para que também o exterior fique limpo.
Isto quer dizer.
- que o interior é mais importante,
- que Dus não repara no exterior, não liga às aparências
- Deus só conhece o ´intimo do coração' (refrão do salmo responsorial de hoje).
Se Jesus falasse hoje não diria tal e qual disse nesta página do Evangelho, para limparmos interior em vez de nos preocuparmos com a pureza do exterior.
Diria antes: Se vos sabeis apresentar-vos bem exteriormente e cuidar do vosso aspecto exterior, porque não cuideis do mesmo modo do vosso interior, pois ele é ainda mais importante.
É por isso que nas Sacristias antigamente havia sempre um espelho. Porquê? Para que o Sacerdote se apresentasse bem, pois a comunidade merecia essa atenção e Deus ainda mais. Além disso havia umas 'sacras' ou quadros com orações de preparação interior. O celebrante preparava-se exteriormente sem descurar a sua preparação interior.
Costumo reconfortar alguns colegas meus que são carecas, dizendo-lhes:
"Não te preocupes isso. Se o cabelo fosse mesmo muito importante, Deus em vez de o colocar fora, teria colocado no interior da cebeça..."
Pois é! O mais importante é o que está no interior.
Cuidemos então dele.
Por fim: Se eu ao olhar para alguém sou capaz de dar graças a Deus pela sua beleza exterior que contemplo... ainda mais extasiado devo ficar se pensar que se é assim o exterior, como não será ainda mais belo o interior!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O mais importante é AMAR
6ª Feira - XX Semana Comum
Para poder amar muito a Deus no céu,
é preciso, em primeiro lugar, amá-Lo muito na terra.
O grau do nosso amor a Deus aqui nesta vida
será a medida do nosso amor a Deus durante a eternidade.
Para poder amar muito a Deus no céu,
é preciso, em primeiro lugar, amá-Lo muito na terra.
O grau do nosso amor a Deus aqui nesta vida
será a medida do nosso amor a Deus durante a eternidade.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Trabalhadores da vinha
4ª Feira - XX Semana Comum
Quem é quem nesta parábola dos trabalhadores da vinha do Senhor?
O Proprietário - é Nosso Senhor, o Nosso Criador.
A Vinha - é a Igreja Universal que tem de dar fruto abundante.
As horas de contratação - são os pregadores que Deus vai enviando para cuidar da Igreja.
O Nascer do dia - é o tempo de Adão a Noé.
A Terceira hora - é o tempo de Noé a Abraão.
A Sexta hora - é a época de Abraão a Moisés.
A Décima primeira hora - vai desde a vinda do Senhor até ao fim do mundo.
O pagamento aos trabalhadores - é o juízo final ou a recompensa eterna.
O Senhor continua a enviar trabalhadores para cultivar a sua vinha, isto é, servidores para ensinar o Seu povo.
Os chamados de hoje continuem o trabalho dos patriarcas, profetas, doutores, apóstolos.
Todos aqueles que acrescentam boas obras fazem parte dos trabalhadores do Senhor e ajudam a cuidar da sua vinha.
Quem é quem nesta parábola dos trabalhadores da vinha do Senhor?
O Proprietário - é Nosso Senhor, o Nosso Criador.
A Vinha - é a Igreja Universal que tem de dar fruto abundante.
As horas de contratação - são os pregadores que Deus vai enviando para cuidar da Igreja.
O Nascer do dia - é o tempo de Adão a Noé.
A Terceira hora - é o tempo de Noé a Abraão.
A Sexta hora - é a época de Abraão a Moisés.
A Décima primeira hora - vai desde a vinda do Senhor até ao fim do mundo.
O pagamento aos trabalhadores - é o juízo final ou a recompensa eterna.
O Senhor continua a enviar trabalhadores para cultivar a sua vinha, isto é, servidores para ensinar o Seu povo.
Os chamados de hoje continuem o trabalho dos patriarcas, profetas, doutores, apóstolos.
Todos aqueles que acrescentam boas obras fazem parte dos trabalhadores do Senhor e ajudam a cuidar da sua vinha.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Santa Clara de Assis
Era bela, rica, poderosa. Um dia conheceu Francisco, ouviu-o pregar e escolheu viver na mais absoluta pobreza. Santa Clara de Assis é a face feminina do franciscanismo. Conta a lenda que derrotou sarracenos com um raio de Sol e ensinou como se pode ser feliz sem nada
Celano, ao escrever a primeira biografia de São Francisco de Assis, em 1228, quando Clara não tinha mais do que 34 anos de idade (dos sessenta que deveria viver, quarenta e dois dos quais como Abadessa das Irmãs Pobres de São Damião) já fale dela como de uma santa canonizada:
"Clara... virgem no corpo e puríssima no coração; jovem em idade mas amadurecida no espírito. Firme na decisão e ardentíssima no amor de Deus. Rica em sabedoria, sobressaiu na humildade. Foi clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima em suas virtudes...
Trecho da Bula de canonização de Santa Clara, publicada pelo Papa Alexandre IV, que canonizou a Santa a 15/8/1255
"Clara, preclara por seus claros méritos, clareia claramente no céu pela claridade da grande glória, e na terra pelo esplendor dos milagres sublimes. Brilha aqui claramente sua estrita e elevada religião, irradia no alto a grandeza de seu prémio eterno, e sua virtude resplandece para os mortais com sinais magníficos.
A esta Clara foi dado o título do privilégio da mais alta pobreza…
Esta Clara foi distinguida aqui por suas obras fúlgidas, esta Clara é clarificada no alto pela plenitude da luz divina. E a maravilha de seus prodígios estupendos declara-a aos povos cristãos.
Ó Clara, dotada de tantos modos pelos títulos da claridade! Foste clara antes da tua conversão, mais clara na conversão, preclara por teu comportamento no claustro, preclara pelos seus claros méritos, e brilhante claríssima depois do curso da presente existência!
O mundo recebeu de Clara um claro espelho de exemplo: por entre os prazeres celestiais ela oferece o lírio suave da virgindade.
Ó admirável clareza da bem-aventurada Clara, que quanto mais diligentemente é buscada em pontos particulares mais esplendidamente é encontrada em tudo. Brilhou no século e resplandeceu na religião. Em casa foi luminosa como um raio, no claustro teve o clarão de um relâmpago! Brilhou na vida, irradia depois da morte. Foi clara na terra e reluz no céu! Como é grande a veemência de sua luz e como é veemente a iluminação de sua claridade!"
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
São Lourenço
Hoje celebramos a festa do mártir São Lourenço, diácono da Igreja de Roma, queimado vivo na perseguição religiosa do ano 258.
São Leão assim expressou o martírio de São Lourenço:
"As chamas não puderam vencer a caridade de Cristo;
e o fogo que queimava por fora foi mais fraco
do que aquele que lhe ardia por dentro."
São Leão assim expressou o martírio de São Lourenço:
"As chamas não puderam vencer a caridade de Cristo;
e o fogo que queimava por fora foi mais fraco
do que aquele que lhe ardia por dentro."
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A Santa judia
Teresa Benedita da Cruz,
(Edith Stein, 1891-1942)
Padroeira da Europa
Judia de nascimento, foi após a leitura, de um fôlego, da Autobiografia de Santa Teresa d’Ávila, que ela encontrou o caminho de vida que procurava.
Por sua vontade, foi baptizada na Igreja Católica no dia 1 de Janeiro de 1922. Continuou a sua vida como professora e escritora, até ser agregada às Irmãs Carmelitas, em 1933. Durante este período, vai-se desenvolvendo o seu trabalho intelectual e o aprofundamento da sua fé cristã, sem deixar de ter um profundo respeito pela fé da sua família e do seu povo judeu, que nunca renegou. Morreu a 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás de Auschwitz, para onde fora levada juntamente com a sua irmã Rosa, também baptizada, e tantos outros perseguidos pelo nazismo.
Fazemos nossas as palavras do Papa João Paulo II, pronunciadas a 11 de Outubro de 1998, dia da sua canonização:
«Edith Stein é para nós um exemplo e uma guia. Do misterioso projecto divino sobre a sua pessoa, no início também ela percebeu somente “poucos e suaves sons”, como de uma melodia que ressoava ao longe. Na escola da Cruz, estes sons compuseram-se entre si e tornaram-se sinfonia interior.
Graças à sua intercessão, possa também a nossa vida transformar-se numa harmoniosa sinfonia para louvor e glória de Deus».
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
São Domingos
Hoje celebramos a memória de São Domingos
Contemplemos o seu RAMALHETE DE VIRTUDES
Ramalhete de virtudes de SÃO DOMINGOS
1 - Mestre Domingos foi sempre homem humilde, manso, paciente, moderado, pacífico, sóbrio, modesto e muito maduro em todos os seus actos e palavras; piedoso, consolador dos demais e em especial dos seus frades; cheio de zelo pela observância regular, muito amante da pobreza tanto na comida como na sua vestimenta e dos frades da sua Ordem e também nos edifícios e igrejas dos frades.
2 - Quando caminhava pelas cidades e vilas, mal levantava da terra os olhos.
3 - Duas ou três vezes foi eleito bispo, mas renunciou sempre, querendo mais viver na pobreza com os seus frades, do que possuir qualquer benefício episcopal.
4 - Raras vezes falava, a não ser com Deus ou de Deus, e sempre procurou persuadir os seus frades a fazerem o mesmo.
5 - Com frequência exortava e animava com palavras e por escrito aos frades da sua Ordem, para que estudassem o Novo e o Antigo Testamento. Sempre levava consigo o Evangelho de Mateus e as Cartas de Paulo, e estudava muito nelas, de tal modo que quase as sabia de cor.
6 - Era alegre e festivo, misericordioso e benigno, consolador dos frades. Se encontrava algum frade que havia faltado em algo, passava como se não o visse; mas depois, com rosto alegre e palavras brandas, lhe dizia: “Irmão, tu fizeste mal, confessa...”. E com suaves palavras induzia a todos à penitência.
7 - Nunca se ouvia sair da boca de frei Domingos palavra feia, ociosa ou nociva.
8 - Nunca, nem nas fadigas dos caminhos, nem no calor da paixão, ou noutras circunstâncias, o viram irado, excitado ou perturbado, mas sempre alegre nas tribulações e paciente nas adversidades.
9 - Nunca celebrava missa sem derramar lágrimas. Passava as noites em oração rezando com soluços e lágrimas. E quando pregava algum sermão aos frades, derramava lágrimas. E muitas vezes os frades também choravam.
10 - Quando frei Domingos ficou doente, daquela enfermidade que o levou depois à morte, os frades estavam juntos a ele e choravam. Frei Domingos disse: “Não queirais chorar, porque eu serei mais útil no lugar para onde vou do que se ficasse aqui”.
sábado, 6 de agosto de 2011
Escutar, Olhar, Falar
Ano A - XIX Domingo Comum
2º Olhar para o modelo de Jesus
3º Falar com Jesus
1º Escutar o convite de Jesus
Jesus ordenou aos discípulos que entrassem no barco e passassem para a outra margem…
Parece que os discípulos não queriam ouvir nem entrar pois Jesus teve que obrigá-los.
O barco simboliza o plano de Deus para a nossa vida.
O barco é tudo o que Deus idealiza para nós.
A Igreja é um desses barcos que Jesus preparou para nós.
Ele continua a dizer: entra no barco e passa para outro lado. Deixa essa margem, entra no barco e muda de direcção da tua vida.
Não fiques entre a multidão sem rumo, enfrenta as tempestades e vai mais além, mais longe… alarga os horizontes da tua vida.
2º Olhar para o modelo de Jesus
Os nossos olhos devem acompanhar a Jesus…
Às vezes aos nossos olhos Jesus parece-nos distante, imperceptível, difuso…
É preciso fixar o nosso olhar Nele para O descobrirmos melhor.
Se desviarmos o nosso olhar de Jesus começaremos a afundar-nos no meio das tempestades da vida.
(Exemplo das corridas de bandejas… só um conseguiu chegar ao fim ser derramar nenhum copo cheio de água: porque eu estava com os olhos fixos no copo, não via mais nada, só o copo.)
Pedro fixou os olhos em Jesus, como o jovem fez com o copo, e teve a força que tanto precisava para vencer as resistências.
Enquanto Pedro estava olhando para Jesus conseguia andar sobre o mar. Bastou tirar os olhos de Jesus, olhar temerosamente para a força do vento e para as ondas do mar, para começar a perder o equilíbrio e afundar…
Tu queres afundar? Então olha para os teus problemas, olha para o medo, olha para ti …
Queres andar sobre o mar? Queres ir mais além? Olha para Jesus, fixa o teu olhar na Sua pessoa.
Elevemos então os nossos olhos para Jesus e o milagre acontecerá.
Tiremos então os olhos dos nossos problemas e fixemo-los em Jesus.
Que ele seja o rumo da nossa vida.
Nunca percamos de vista o nosso Deus.
Nunca percamos de vista o nosso Deus.
3º Falar com Jesus
Quando Jesus entrou no barco a tempestade acalmou:
Então os discípulos disseram:
Realmente tu és o Filho de Deus…
E começaram a rezar e a fazer daquele barco um SANTUÁRIO.
Ajoelharam e adoraram a Jesus.
E o barco chegou logo ao seu destino.
Quando fazemos do nosso barco um santuário encontramos logo o destino certo…
Façamos do nosso barco um santuário e a nossa vida terá outro rumo.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
As Neves de Nossa Senhora
Hoje a Igreja propõe-nos a celebração de Nossa Senhora das Neves ou a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, de Roma.
Duas reflexões:
a)
Esta festa é como o Natal no tempo de Verão.
A Providência repete em Roma de uma certa maneira os lugares santos da Palestina.
A Basílica de Santa Maria Maior é como Belém. É aí que está o presépio.
A Basílica da Santa Cruz de Jerusalém em Roma é como o Calvário. Ela tem as relíquias da Vera Cruz.
A Basílica de São João Latrão, em Roma, é o Cenáculo. É lá que está a mesa da última Ceia.
A Festa de Santa Maria Maior lembra o Natal e Belém. Tudo nos faz lembrar isso: A neve que traça a planimetria da basílica, segundo a tradição; o presépio ou a manjedoura que veio de Belém e que aí se guarda; as relíquias dos Santos Inocentes cuja festa é contígua à do Natal; os restos mortais de São Jerónimo, o Santo de Belém e custódio da santa gruta.
Agradeçamos à Divina Providência que nos dá esta oportunidade para que seja o dia de Natal do Verão. Saibamos aproveitar para adorar Jesus menino e a ternura da sua mãe.
(Cf. Pe. Dehon, 5 de Agosto, in O Ano com o Coração de Jesus, 1909)
b)
A planimetria ou os traços de uma igreja ou templo desenhados pela neve em pleno Verão lembra-nos outros dois traços da Igreja, com letra maiúscula:
Lembra-nos o traço eclesiológico de Maria
E lembra-nos o traço mariano da Igreja.
Estejamos atentos para ver em Maria esses traços da Igreja
e atentos para ver na Igreja os traços de Maria.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Rochas
5ª Feira - XVIII Semana Comum
Deus faz maravilhas a partir da rocha insignificante, dura, rústica, fria e informe.
Na Primeira Leitura, Deus faz brotar da ROCHA água viva.
No Evangelho, Deus faz erguer a sua Igreja, a sua comunidade sobre a ROCHA de Simão Pedro.
E nós?
Deus faz surgir da ROCHA desfeita em PÓ filhos prediletos... Pedras vivas do seu santuário.
Por brincadeira dizemos que a vida de um homem é uma história de PEDRAS:
É uma pedra da Escola
Pedra da rua
Pedra de casa
Pedra dos rins
Água das Pedras
Pedra tumular.
Mas Deus continua a fazer maravilhas a partir destas PEDRAS.
Deus faz maravilhas a partir da rocha insignificante, dura, rústica, fria e informe.
Na Primeira Leitura, Deus faz brotar da ROCHA água viva.
No Evangelho, Deus faz erguer a sua Igreja, a sua comunidade sobre a ROCHA de Simão Pedro.
E nós?
Deus faz surgir da ROCHA desfeita em PÓ filhos prediletos... Pedras vivas do seu santuário.
Por brincadeira dizemos que a vida de um homem é uma história de PEDRAS:
É uma pedra da Escola
Pedra da rua
Pedra de casa
Pedra dos rins
Água das Pedras
Pedra tumular.
Mas Deus continua a fazer maravilhas a partir destas PEDRAS.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Humildade de Moisés
3ª Feira - XVIII Semana Comum
Na Primeira Leitura lemos:
"Moisés era homem muito humilde, mais humilde que todos os homens sobre a face da terra..."
Não sei se devo contemplar a GRANDEZA DA HUMILDADE de Moisés,
ou se devo contemplar a HUMILDADE DA GRANDEZA de Moisés!
Ladainha da Humildade:
Senhor, tende piedade de nós – Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós – Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós – Senhor, tende piedade de nós
Jesus manso – Escutai-nos, Senhor
Jesus humilde – Escutai-nos, Senhor
Jesus Coração – Escutai-nos, Senhor
Do desejo de ser estimado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser amado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser procurado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser elogiado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser honrado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser preferido aos outros – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser consultado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser aprovado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser lisonjeado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser humilhado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser desprezado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser rejeitado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser caluniado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser esquecido – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser ridicularizado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser burlado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser injuriado – Livrai-nos, Senhor
Ó Maria, mãe dos humildes – Rogai por nós
São José, protector das almas – Rogai por nós
São Miguel, o primeiro a abater o orgulho de Satanás – Rogai por nós
Todos os santos, justificados pela humildade – Rogai por nós
Oremos:
Ó Jesus, que dissestes “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”, ensinai-nos a ser, de verdade, mansos e humildes e a ter um coração igual ao Vosso.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo…
(Cf. Cardeal Merry del Val)
Na Primeira Leitura lemos:
"Moisés era homem muito humilde, mais humilde que todos os homens sobre a face da terra..."
Não sei se devo contemplar a GRANDEZA DA HUMILDADE de Moisés,
ou se devo contemplar a HUMILDADE DA GRANDEZA de Moisés!
Ladainha da Humildade:
Senhor, tende piedade de nós – Senhor, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós – Cristo, tende piedade de nós
Senhor, tende piedade de nós – Senhor, tende piedade de nós
Jesus manso – Escutai-nos, Senhor
Jesus humilde – Escutai-nos, Senhor
Jesus Coração – Escutai-nos, Senhor
Do desejo de ser estimado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser amado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser procurado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser elogiado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser honrado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser preferido aos outros – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser consultado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser aprovado – Livrai-nos, Senhor
Do desejo de ser lisonjeado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser humilhado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser desprezado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser rejeitado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser caluniado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser esquecido – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser ridicularizado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser burlado – Livrai-nos, Senhor
Do temor de ser injuriado – Livrai-nos, Senhor
Ó Maria, mãe dos humildes – Rogai por nós
São José, protector das almas – Rogai por nós
São Miguel, o primeiro a abater o orgulho de Satanás – Rogai por nós
Todos os santos, justificados pela humildade – Rogai por nós
Oremos:
Ó Jesus, que dissestes “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”, ensinai-nos a ser, de verdade, mansos e humildes e a ter um coração igual ao Vosso.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo…
(Cf. Cardeal Merry del Val)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Maná
2ª Feira - XVIII Semana Comum
Eu pensava que o Maná, dispensado por Deus ao povo peregrino no deserto era "uma papinha jé feita".
Pensava que o povo recolhia e comia imediatamente sem mais trabalho...
Ao ouvir a primeira leitura chego à conclusão que Deus dá sempre duas coisas complementares:
Dá a sua graça e dá a capacidade de trabalho e de completar a obra por Ele começada.
O povo tinha de recolher o maná, passá-lo pelo moinho, amassá-lo, cozê-lo e partilhá-lo.
Isto é, Deus dá como oferta e exige sempre trabalho, esforço, conquista.
Se tudo estivesse já feito ou completo, nada teria gosto, valor ou sentido.
A maior oferta ou presente que Deus dá é a capacidade de colaborarmos na sua obra.
Deus não nos dá coisas completas, mas dá-nos a capacidade de as concluirmos.
A maior obra de Deus somos nós.
Deus criou criadores.
Eu pensava que o Maná, dispensado por Deus ao povo peregrino no deserto era "uma papinha jé feita".
Pensava que o povo recolhia e comia imediatamente sem mais trabalho...
Ao ouvir a primeira leitura chego à conclusão que Deus dá sempre duas coisas complementares:
Dá a sua graça e dá a capacidade de trabalho e de completar a obra por Ele começada.
O povo tinha de recolher o maná, passá-lo pelo moinho, amassá-lo, cozê-lo e partilhá-lo.
Isto é, Deus dá como oferta e exige sempre trabalho, esforço, conquista.
Se tudo estivesse já feito ou completo, nada teria gosto, valor ou sentido.
A maior oferta ou presente que Deus dá é a capacidade de colaborarmos na sua obra.
Deus não nos dá coisas completas, mas dá-nos a capacidade de as concluirmos.
A maior obra de Deus somos nós.
Deus criou criadores.
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